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Atividade de extensão é realizada por alunos

Pequenas mudanças são capazes de melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas


Um projeto desenvolvido na comunidade Monte Alegre, em Ribeirão Preto, tem por finalidade melhorar a qualidade de vida e lazer dos moradores. Orientado pelos professores Mauricio Estellita e Rose Elaine Borges de Melo, a ação conta com a colaboração dos alunos de Arquitetura e Urbanismo da Barão de Mauá.

O projeto teve início em 2017 com o objetivo de verificar as condições de habitabilidade nas residências da comunidade Monte Alegre, com ênfase no conforto ambiental. A equipe foi composta por oito alunos de todos os semestres, selecionados de acordo com o desempenho escolar e interesse pelo trabalho.

Os alunos puderam ampliar e aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, partindo do entendimento das problemáticas em uma realidade concreta. Além disso, o projeto contribuiu para que os moradores da comunidade se conscientizassem sobre a importância de residir em um espaço com condições adequadas de habitabilidade.

Segundo a professora Rose, apesar de o projeto ainda estar em andamento, foi possível observar a percepção dos moradores em relação às problemáticas e possíveis soluções que visam melhorar a qualidade de vida da comunidade.“A partir do esclarecimento das propostas e ou soluções possíveis, as ações contam com a participação dos moradores, alunos e colaboradores. Como oficinas que serão realizadas até´ o final do primeiro semestre de 2019”, disse Rose.

De acordo com Maurício, a atividade trouxe aos alunos experiências diversas, inexistentes em sala de aula, pelo contato direto com os moradores e autoridades municipais. “As visitas constantes às habitações, sempre autorizadas previamente pelas lideranças da comunidade, permitiram que os alunos exercitassem na prática os ensinamentos recebidos sobre conforto ambiental das habitações e se emocionassem em conhecer os anseios daquela população”, disse Mauricio.

Foram realizados na comunidade levantamento in loco por meio da identificação dos materiais, e do registro fotográfico, assim como de instrumentos específicos de medição de temperatura, ruído e iluminação. Como também entrevistas com os moradores sobre essa temática.

Propostas

Para melhorar as condições de habitabilidade das residências, foram apresentadas formas de uso de materiais alternativos, facilmente produzidos pelos próprios moradores. Assim, foram elaborados projetos de paisagismo para as duas áreas de lazer disponíveis utilizando material reciclado para os mobiliários, especialmente pneus. A vegetação foi obtida a doação de mudas das arvores constantes dos projetos e o treinamento dos moradores para efetuar seu plantio.

De acordo com Roberta Geraldo, aluna do curso de Arquitetura, foi uma experiência enriquecedora poder fazer parte de um projeto social que visa melhorar a vida de pessoas de baixa renda. Como também conhecer de perto histórias e experiências de pessoas que convivem com a falta de direitos básicos. Além disso, o projeto possibilitou conciliar a questão social à Arquitetura, duas áreas de seu interesse. “Essa experiência torna o aluno mais humano, mais empático. É muito fácil aceitar o privilégio que nós temos como universal, especialmente quando não se tem contato com a parcela da população que, no século XXI, passa fome e sede, cujas casas são feitas de restos de madeira e papelão”, disse Roberta.

O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, César Rocha Muniz, ressaltou a importância da participação dos alunos em atividades de extensão, uma oportunidade de vivenciarem em um contexto real os conhecimentos adquiridos na graduação, além de propiciar uma aproximação entre Universidade e comunidade. Para César, o projeto tem um componente de responsabilidade socioambiental, já que envolve reciclagem com a utilização de materiais descartados.“Com o tema da habitalidade tratamos de um conceito central da formação do Arquiteto e Urbanista: a qualidade do espaço construído utilizado para morar, considerando não apenas a unidade de habitação, mas também o espaço ao redor, como ruas e praças”, disse César.

Por Gabriela Garrido (estudante do curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Agência Experimental de Comunicação)



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