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Alunos falam sobre transferência de Arquivo

Recentemente, a Prefeitura de Ribeirão Preto comunicou a transferência do Arquivo Público e Histórico da cidade para o prédio que deveria abrigar o Museu de Imagem e Som (MIS), localizado na avenida Francisco Junqueira.


A ação trouxe indignação da Associação Amigos do Arquivo Público e do Núcleo de Incentivo Acadêmico da História, assim como de estudantes do curso de História e de Pós-Graduação em História, Cultura e Sociedade da Barão de Mauá. A insatisfação dos estudantes é que o Arquivo, que possui milhares de documentos que não apenas contam a história da cidade, mas também de seus cidadãos, saia da rua General Osório e se instale em um local inadequado, com riscos de inundações e capacidade insuficiente de abrigar todos os documentos. 


Segundo o estudante de Pós-Graduação em História, Cultura e Sociedade e presidente da Associação Amigos do Arquivo Ulysses de Paiva Faleiros Neto, o Arquivo nunca teve uma sede própria desde sua fundação e sempre foi abrigado em prédios alugados e sem condições de recebê-lo. “Foi no dia 23 de fevereiro que a Prefeitura soltou uma nota sobre a possibilidade de mudança do Arquivo para um prédio de seu domínio e não mais alugado, como vem sendo feito desde 2002. Porém, o prédio não atende a requisitos básicos. Ele está próximo a um rio com inundações frequentes e uma via de grande tráfego que pode causar poluição ou trepidação que venha a ‘machucar’ esses documentos ou causar sua desagregação”, comenta. 


O estudante do curso de História Felipe Souza também concorda com a opinião de Ulysses.“O prédio atual já não está em boas condições, pois o espaço é pequeno, os documentos não estão sendo bem cuidados e não existe a possibilidade de expansão. A Prefeitura quer transportar o Arquivo e outros para um prédio menor, de difícil acesso da população, além de não estar em condições de receber o material, devido as trepidações, ser um ponto de alagamento, possuir agentes poluentes e grande tráfego de carros. Nossa luta é por ele, afinal o Arquivo Público não é da Prefeitura, mas sim nosso, cidadãos de Ribeirão e região”, ressalta. 


Ulysses ainda afirma que o Conselho Nacional de Arquivo (CONARQ) não está de acordo com a transferência, assim como o Conselho do Patrimônio de Ribeirão Preto (CONPACC), quem resguarda o Arquivo, afirma que esses documentos não podem ser mexidos. “Nós da Associação então apresentamos um relatório feito pelo nosso engenheiro Marcelo Gouveia de Araújo que mostra que a ação não pode ser feita para o Ministério Público e na última sexta-feira, dia 16, obtivemos a primeira vitória, impedindo a Prefeitura de tomar qualquer atitude referente a transferência do Arquivo e dia 11 de abril já temos uma audiência pública para discutir sobre a ação, pois a nossa luta é que o Arquivo vá para o Lar Santana, que é um local de memória, que além de grande e espaçoso com as reformas adequadas propostas em nosso projeto é ideal para receber os documentos”. 


A professora dos estudantes Nainora de Freitas Barbosa acredita que o posicionamento dos alunos contra a transferência do Arquivo visa proteger o patrimônio em Ribeirão Preto. “O Arquivo representa um espaço especial para desenvolver as pesquisas em História de Ribeirão Preto e região. A luta pela mudança para o Lar Santana permitiria também que o estabelecimento do MIS, ficasse próximo ao Arquivo, podendo contribuir para a preservação do patrimônio. Os alunos do curso de História sabem pelo que estão lutando”, comenta.


Para o coordenador do curso de História e da Pós graduação em História, Cultura e Sociedade, Rafael Cardoso é motivo de satisfação perceber a participação dos alunos na luta pela preservação da memória local. “É preciso lembrar que uma cidade que não protege e cuida de seu passado, não se importa com suas raízes e identidade, portanto, pouco ou nada sabe de si e para onde quer ir, em outras palavras, uma cidade sem passado se perde no presente e não projeta futuro algum”, finaliza.




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