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Docente fala sobre depressão

Doutora em Psiquiatria e Saúde Mental, a professora Wendy Ann Carswell do Centro Universitário Barão de Mauá fala sobre a doença mental que acomete grande número de pessoas no mundo


De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a depressão afeta 4,4% da população mundial, ou seja, 322 milhões de habitantes. No Brasil, 5,8% são acometidos com a doença, mais de 5 milhões de pessoas estão em risco de adquiri-la e 121 milhões em risco de desenvolvê-la. Mais preocupante ainda são os 9,3% de indivíduos com quadros de ansiedade, pois, este é um dos sintomas quando o assunto é a depressão.

Com base nesses dados, a professora doutora Wendy Ann Carswell do Centro Universitário Barão de Mauá e doutora em saúde mental, afirma que a depressão pode se manifestar de diferentes formas e apresentar sintomas como tristeza profunda ou felicidade exagerada. “Algumas pessoas com depressão choram e são tristes, outras rirem até demais. Algumas dormem demais, outras não dormem. Umas comem, outras não. Os sintomas mais preocupantes são autodepreciação, negativismo, ideação suicida, isolamento, não cumprimento de deveres como trabalho e estudo, ansiedade, entre outros”, conta.

Os pacientes, normalmente, se queixam de estarem angustiados, com desesperança, sem rumo, desamparados, com sentimento de um vazio profundo, com vontade de dormir para a dor passar, sentimentos de perdas irreparáveis, solidão, desamor e tantas outras dores que se não tratadas podem trazer prejuízos a vida. “O mais indicado a essas pessoas é encontrar novas metas e desafios na vida, descartar todos os comentários negativos de parentes, colegas de trabalho, parceiros, e ‘amigos’ durante a vida. Medicação antidepressiva não é a cura milagrosa, ajuda por tempo curto, por até 18 meses de uso, depois o ideal é buscar suas soluções, seja sozinho, com psicoterapias ou grupos de apoio”, revela.

O tratamento varia, mas é fundamental o apoio das pessoas que convivem com um depressivo, assim como faz a professora. “Estou ajudando 9 pessoas das quais 5 são alunos com históricos de suicídio, ideação suicida, desespero e depressão. Elas estão medicadas e tentando encontrar novas metas para seguirem e ampliarem suas possibilidades para sucesso amoroso, autoimagem, autoestima, objetivos futuros e o alcance da saúde mental. Essas pessoas precisam acreditar que é possível ser feliz, útil e realizar seus sonhos”, finaliza.

Wendy Ann Carswell é formada em Enfermagem e possui especialização em obstetrícia e ginecologia na Escola de Enfermagem no Hospital Whittington, em Londres Inglaterra. Possui Diploma de Medicina Tropical pelo Tropical Disease Hospital em Londres, também na Inglaterra. Revalidação pela EERP-USP. Mestrado pela EERP-USP em Neuropsiquiatria e saúde Mental e Doutorado Pela EERP-USP em psiquiatria, saúde mental, especialização em semiologia; metodologia da pesquisa científica e psicogenética. Foi chefe de Enfermagem do Hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, trabalhou na Coordenadoria de Saúde Mental do Estado de São Paulo por meio da USP em Prevenção Primária Psiquiátrica. Fez curso de qualificação para ser Psicoterapeuta em Ribeirão Preto, na década de 70. Trabalhou no SENAC nos cursos de preparação de Atendentes e técnicos de Enfermagem. Deu cursos de PIPIMO e Ministério de trabalho para formação de Atendentes e técnicos de Enfermagem. Ministrou na Mauá na 8º série no Programa de Saúde, no curso médio de formação de professores e técnicos de Enfermagem. Na Instituição, ingressou em 1980 e desde lá já ministrou aulas nos cursos de Medicina, Fisioterapia, Farmácia, Biomedicina e Estética e Cosmética. Wendy ainda fez cursos de especialização através da Associação Mundial de Psiquiatria em Praga, República Tcheca e Royal College of Psychiatrists



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Depressão é abordada por docente

Wendy Ann Carswell




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