Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Diversos auxílios são disponibilizados
aos alunos do Barão

Expediente

COMPORTAMENTO

Jovens ignoram prejuízos causados pelo cigarro

Invisibilidade social: preconceito que gera discriminação

Limites dos desentendimentos amorosos

POLÍTICA

Marketing Político, a arte de moldar um candidato

Adiamento de Projeto sobre Aqüífero Guarani
atrasa atualização do Plano Diretor

GERAÇÃO MULTIMÍDIA

Até que ponto o conteúdo da internet influencia o comportamento dos jovens

Mundo virtual tira o sono de universitários

Passeios, festas e encontros agitam mundo virtual

Lan Houses registram maior freqüência de universitários

SAÚDE

Na busca por um corpo perfeito,
jovens investem em remédios

Comportamento de paciente influencia no tratamento ao câncer

CULTURA

Festival Tanabata se prepara para
ter maior participação dos jovens

Sensibilidade sintetiza a definição de arte

COTIDIANO

Cobrança sexual: a principal causa do desprazer

Circuito Universitário de Truco abre sua temporada em Campinas

ESPORTE

Tênis de Ribeirão Preto e região ganha incentivo

Irmãos ribeirão-pretanos vão para o Pan

SAÚDE

Comportamento de paciente influencia no tratamento ao câncer

Estudo da psicologia relacionada ao câncer mostra o quanto os pacientes podem colaborar pela sua melhora durante o tratamento da doença

Aos 70 anos, dona de casa superou o câncer duas vezes, encarando a doença da forma mais natural possível
Foto: Matheus Farizatto

Elton Piachoski
Matheus Farizatto
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Segundo o psicólogo Àderson L. Costa Júnior, professor da Universidade de Brasília, durante o tratamento da doença o comportamento do paciente influencia de forma significante em seus resultados. A situação psicológica da pessoa colabora com fatores como: dificuldades na cooperação com o tratamento, aumentando a sensação de dor e gerando maior desconforto, e o aumento do medo e da resistência em situações típicas do tratamento como interna-ções.
Há uma área na medicina que se especializou nesse elo entre as vantagens da psicologia aplicada com o estudo do câncer, a psiconcologia, a qual apresenta altos índices de cura sobre pacientes que tiveram câncer e que foram tratados com acompanhamento psicológico.
Entre adultos já existe uma concordância entre o meio científico de que pessoas com dificuldade de expressão de sentimentos negativos, como raiva e mágoa, e com tendência a reagir com passividade diante de situações estressantes, ou críticas da vida, teriam dificuldade maior em ter um bom desempenho durante o tratamento da doença.

Auto-estima
A professora Helda Piachoski, 49 anos, conta como foi quando ficou sabendo que estava com câncer de mama. “No começo não dei muita bola porque o médico estava chorando com pena de mim, mas conversando fui sentindo o peso, em que relevei e só comecei a pensar e me preocupar com meus filhos porque eram muito pequenos”. Depois de dois anos, curada, Helda descobriu estar com câncer no pulmão e hoje faz tratamento na cidade de Barretos. “Hoje, vou que vou. Gosto de dançar, por exemplo, e minha paixão é festa. Sorrir nem se fala, conversar, cantar, e tudo de bem com a vida. Eu sou normal”, desabafa.
A dona de casa Zélia Alves Ferreira, 70 anos, teve câncer duas vezes nas mamas. “Minhas filhas se apavoraram mais que eu. Encarei da melhor forma, se tinha que fazer a cirurgia para retirada da mama, que fosse feita. Na segunda vez o médico disse que estava mais complicado, mas pensei que como não havia outro jeito, faria a cirurgia e, logo, tudo teria terminado de novo”.

Resultado
O índice de reabilitações ao câncer, principalmente entre crianças, tem contribuído para tornar o acompanha-mento psicológico do paciente, em todas as etapas da doença, um elemento de assistência indispensável. A psicóloga Marina Meles, com experiência na área da saúde em acompanhamento de pacientes com câncer, explica que a forma de aceitar e compreender a doença ajuda o paciente a superar diversos períodos durante o tratamento. “Não se espera que o enfrentamento da doença seja fácil. Momentos de desânimo e pessimismo são esperados, já que quem enfrenta o câncer passa por eventos bastante desgastantes, como, por exemplo, os efeitos colaterais decorrentes da quimioterapia”.
“Segundo algumas pesquisas realizadas na área de psiconcologia, há evidências de que os resultados do tratamento a que o paciente é submetido são relacionados à resposta psicológica deste ao câncer”, pontua a psicóloga.