Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Diversos auxílios são disponibilizados
aos alunos do Barão

Expediente

COMPORTAMENTO

Jovens ignoram prejuízos causados pelo cigarro

Invisibilidade social: preconceito que gera discriminação

Limites dos desentendimentos amorosos

POLÍTICA

Marketing Político, a arte de moldar um candidato

Adiamento de Projeto sobre Aqüífero Guarani
atrasa atualização do Plano Diretor

GERAÇÃO MULTIMÍDIA

Até que ponto o conteúdo da internet influencia o comportamento dos jovens

Mundo virtual tira o sono de universitários

Passeios, festas e encontros agitam mundo virtual

Lan Houses registram maior freqüência de universitários

SAÚDE

Na busca por um corpo perfeito,
jovens investem em remédios

Comportamento de paciente influencia no tratamento ao câncer

CULTURA

Festival Tanabata se prepara para
ter maior participação dos jovens

Sensibilidade sintetiza a definição de arte

COTIDIANO

Cobrança sexual: a principal causa do desprazer

Circuito Universitário de Truco abre sua temporada em Campinas

ESPORTE

Tênis de Ribeirão Preto e região ganha incentivo

Irmãos ribeirão-pretanos vão para o Pan

CULTURA

Festival Tanabata se prepara para ter maior participação dos jovens

A festa deste ano terá uma programação voltada, especialmente, para os jovens, escolhida inclusive por eles

O Festival traz para a cidade um pouco da cultura japonesa
Foto: Jane Désirée

Fábio Alves de Resende
Francisco Ferreira da Silva Junior
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Durante os dias 6, 7 e 8 de julho, a Secretaria da Cultura, em parceria com as entidades japonesas de Ribeirão Preto, a Sociedade Cultural Japonesa, a Associação Nipo- Brasileira e o Templo Budista Tohoku Nambei Honganji, realizarão o 14º Festival Tanabata. Um evento que durante os três dias trará para a cidade um pouco da cultura japonesa, como danças, comidas, lutas (Karate, Aikido), artesanatos, entre outras atrações.
O festival se baseia numa lenda japonesa, na qual a princesa Orihime e seu amado Kengyu, ao se conhecerem, esqueceram-se de tudo, como de suas obrigações, e dedicaram-se exclusivamente ao amor. Por isso, os deuses os castigaram e transformaram-nos em estrelas, separando-os para extremos opostos da Via Láctea, e, para aliviar a dor da separação, foi concedido um dia para eles se encontrarem. As estrelas Orihime e Kengyu se encontram no sétimo dia do sétimo mês de cada ano e, a partir desse encontro, surgiu o Festival Tanabata.
A cada ano, o Festival Tanabata, que significa a “Festa das Estrelas”, tem uma participação maior dos jovens da cidade. “Nós temos observado a uns três, quatro anos uma grande participação dos jovens dentro do Tanabata”, disse Simara Sgobbi Cauchick, uma das coordenadoras do evento junto com Cecília Velludo Garcia Leal. Além de ter universitários que trabalharão no evento, como é o caso da estudante de medicina Bruna Akio Kasalomi, 20 anos, que desenvolve artesanato japonês.

Festival
O Festival Tanabata, em seu início, ocupou a explanada do teatro Dom Pedro II e, a partir daí, não parou mais de crescer. No terceiro ano, ele foi para o Morro do São Bento dentro do teatro de arena e permaneceu lá por dois anos. “Já no seu quinto ano, o espaço era pequeno, então, neste momento, o Festival foi para as ruas do Morro, o que melhorou muito”, relata Simara. Esse crescimento do festival trouxe para a cidade uma cultura forte e marcante.
Além da questão cultural, o Festival, segundo o secretário da cultura Justiniano Vicente Seixas, representa uma festa que homenageia a colônia japonesa e também é uma oportunidade para mostrar a tradição do Japão. E quem sai ganhando com o Festival é a cidade, pois “ganha na movimentação de seu comércio, dos seus hotéis principalmente, e a região toda, porque tem a oportunidade de estar aqui presente e levar os momentos que vivem aqui no Festival”, completa o secretário Seixas.
A mudança do Tanabata para o Morro do São Bento facilitou para a colônia japonesa fazer a decoração, na qual os enfeites simulam estrelas que são pregadas em bambus, os quais formam um arco. Os visitantes passam por baixo desse arco e deixam seus desejos escritos em papéis coloridos chamados tanzakus, que são oferecidos às estrelas e amarrados nos bambus. Existem seis cores que representam, cada uma, um sentimento: branco, a paz, amarelo, o dinheiro, azul, a proteção dos céus, verde, a esperança, rosa, o amor e vermelho, a paixão. Os pedidos ou mensagens são escritos no papel conforme a simbologia da cor. A lenda fala que todos os pedidos são atendidos quando as estrelas Orihime e Kengyu se encontram no céu.

Juventude participa
Hoje, o Festival conta com um público médio de 15 mil pessoas por dia, mais as equipes que trabalham no evento, que são, aproximadamente, 100 pessoas pela prefeitura e 350 voluntários das entidades que organizam o Tanabata, durante os três dias.
Os jovens têm participado com mais freqüência do Festival, e escolhem a programação cultural. Com exibição de mangas e animes, que são filmes e desenhos japoneses, comuns aos brasileiros, e que viraram manias nacionais. “E esse ano vamos poder ter filmes para essa população jovem”, afirma Simara.
A estudante comenta que muitos jovens trabalham durante o Festival e gostam do que fazem. “É tudo novo para quem não conhece a cultura japonesa, dá para ver nos olhos de cada um, o mundo deslumbrante que se vê. Nesses três dias de Festival, as pessoas se sentem fora de seu País, conhecem um novo mundo, onde tudo é diferente, e o melhor de tudo é ver que, no fim, todos acabam interagindo entre si, como se fossem um único povo”, finaliza a universitária Bruna.