| Fábio
Alves de Resende
Francisco Ferreira da Silva Junior
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Durante os dias 6, 7 e 8
de julho, a Secretaria da Cultura, em parceria com as
entidades japonesas de Ribeirão Preto, a Sociedade
Cultural Japonesa, a Associação Nipo-
Brasileira e o Templo Budista Tohoku Nambei Honganji,
realizarão o 14º Festival Tanabata. Um evento
que durante os três dias trará para a cidade
um pouco da cultura japonesa, como danças, comidas,
lutas (Karate, Aikido), artesanatos, entre outras atrações.
O festival se baseia numa lenda japonesa, na qual a
princesa Orihime e seu amado Kengyu, ao se conhecerem,
esqueceram-se de tudo, como de suas obrigações,
e dedicaram-se exclusivamente ao amor. Por isso, os
deuses os castigaram e transformaram-nos em estrelas,
separando-os para extremos opostos da Via Láctea,
e, para aliviar a dor da separação, foi
concedido um dia para eles se encontrarem. As estrelas
Orihime e Kengyu se encontram no sétimo dia do
sétimo mês de cada ano e, a partir desse
encontro, surgiu o Festival Tanabata.
A cada ano, o Festival Tanabata, que significa a “Festa
das Estrelas”, tem uma participação
maior dos jovens da cidade. “Nós temos
observado a uns três, quatro anos uma grande participação
dos jovens dentro do Tanabata”, disse Simara Sgobbi
Cauchick, uma das coordenadoras do evento junto com
Cecília Velludo Garcia Leal. Além de ter
universitários que trabalharão no evento,
como é o caso da estudante de medicina Bruna
Akio Kasalomi, 20 anos, que desenvolve artesanato japonês.
Festival
O Festival Tanabata, em seu início, ocupou a
explanada do teatro Dom Pedro II e, a partir daí,
não parou mais de crescer. No terceiro ano, ele
foi para o Morro do São Bento dentro do teatro
de arena e permaneceu lá por dois anos. “Já
no seu quinto ano, o espaço era pequeno, então,
neste momento, o Festival foi para as ruas do Morro,
o que melhorou muito”, relata Simara. Esse crescimento
do festival trouxe para a cidade uma cultura forte e
marcante.
Além da questão cultural, o Festival,
segundo o secretário da cultura Justiniano Vicente
Seixas, representa uma festa que homenageia a colônia
japonesa e também é uma oportunidade para
mostrar a tradição do Japão. E
quem sai ganhando com o Festival é a cidade,
pois “ganha na movimentação de seu
comércio, dos seus hotéis principalmente,
e a região toda, porque tem a oportunidade de
estar aqui presente e levar os momentos que vivem aqui
no Festival”, completa o secretário Seixas.
A mudança do Tanabata para o Morro do São
Bento facilitou para a colônia japonesa fazer
a decoração, na qual os enfeites simulam
estrelas que são pregadas em bambus, os quais
formam um arco. Os visitantes passam por baixo desse
arco e deixam seus desejos escritos em papéis
coloridos chamados tanzakus, que são oferecidos
às estrelas e amarrados nos bambus. Existem seis
cores que representam, cada uma, um sentimento: branco,
a paz, amarelo, o dinheiro, azul, a proteção
dos céus, verde, a esperança, rosa, o
amor e vermelho, a paixão. Os pedidos ou mensagens
são escritos no papel conforme a simbologia da
cor. A lenda fala que todos os pedidos são atendidos
quando as estrelas Orihime e Kengyu se encontram no
céu.
Juventude participa
Hoje, o Festival conta com um público médio
de 15 mil pessoas por dia, mais as equipes que trabalham
no evento, que são, aproximadamente, 100 pessoas
pela prefeitura e 350 voluntários das entidades
que organizam o Tanabata, durante os três dias.
Os jovens têm participado com mais freqüência
do Festival, e escolhem a programação
cultural. Com exibição de mangas e animes,
que são filmes e desenhos japoneses, comuns aos
brasileiros, e que viraram manias nacionais. “E
esse ano vamos poder ter filmes para essa população
jovem”, afirma Simara.
A estudante comenta que muitos jovens trabalham durante
o Festival e gostam do que fazem. “É tudo
novo para quem não conhece a cultura japonesa,
dá para ver nos olhos de cada um, o mundo deslumbrante
que se vê. Nesses três dias de Festival,
as pessoas se sentem fora de seu País, conhecem
um novo mundo, onde tudo é diferente, e o melhor
de tudo é ver que, no fim, todos acabam interagindo
entre si, como se fossem um único povo”,
finaliza a universitária Bruna.
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