Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Diversos auxílios são disponibilizados
aos alunos do Barão

Expediente

COMPORTAMENTO

Jovens ignoram prejuízos causados pelo cigarro

Invisibilidade social: preconceito que gera discriminação

Limites dos desentendimentos amorosos

POLÍTICA

Marketing Político, a arte de moldar um candidato

Adiamento de Projeto sobre Aqüífero Guarani
atrasa atualização do Plano Diretor

GERAÇÃO MULTIMÍDIA

Até que ponto o conteúdo da internet influencia o comportamento dos jovens

Mundo virtual tira o sono de universitários

Passeios, festas e encontros agitam mundo virtual

Lan Houses registram maior freqüência de universitários

SAÚDE

Na busca por um corpo perfeito,
jovens investem em remédios

Comportamento de paciente influencia no tratamento ao câncer

CULTURA

Festival Tanabata se prepara para
ter maior participação dos jovens

Sensibilidade sintetiza a definição de arte

COTIDIANO

Cobrança sexual: a principal causa do desprazer

Circuito Universitário de Truco abre sua temporada em Campinas

ESPORTE

Tênis de Ribeirão Preto e região ganha incentivo

Irmãos ribeirão-pretanos vão para o Pan

COTIDIANO

Cobrança sexual: a principal causa do desprazer

Intimidade é fator determinante na qualidade do sexo

Ginecologista, obstetra e terapeuta sexual Annelise Ruiz
Foto: Aline Sandoval

Aline Sandoval
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O Brasil é o segundo país que mais pratica sexo no mundo, a média é de três vezes por semana, que o coloca atrás apenas da Grécia, segundo a Pesquisa Global de Satisfação Sexual, realizada pela internet com 26 mil pessoas, previamente cadastradas, em 26 países diferentes. A Pesquisa foi organizada pela Durex, marca de preservativos com sede no Reino Unido, e, por ela, comprovou-se que o brasileiro se preocupa com quantidade e que o prazer não é desfrutado na maior parte das vezes.
A ginecologista, obstetra e terapeuta sexual, Annelise Ruiz, comenta que a maior parte das pessoas acham que ter prazer é atingir o orgasmo. Os jovens, principalmente universitários, são impulsionados por amigos e namorados (as) a fazerem sexo.
A universitária Juliana (codinome), 23 anos, diz que não tem problema com seus parceiros atuais, mas revela que perdeu a virgindade aos 16 a pedido do namorado, “eu já namorava fazia um ano e com medo de perdê-lo resolvi transar”, afirma Juliana.
“O jovem vê a mídia falar de sexo, a indústria do orgasmo, só lê reportagens sobre isso, como se o ato sexual fosse obrigatoriamente de ser acompanhado pelo orgasmo. Orgasmo não significa prazer, é prazer, mas não a única maneira de ter prazer através de uma relação sexual. A gente precisa saber diferenciar isso, porque parece que agora virou o único objetivo de uma relação sexual, você acaba esquecendo da relação em si. A única busca é o orgasmo, então isso acaba exigindo muito dos homens e muito das mulheres”, critica a ginecologista.
Segundo o universitário Fernando (codinome), de 21 anos, ele sempre chega ao orgasmo e tenta fazer a parceira também chegar, mas diz que fica em dúvida porque muitas mulheres mentem. A terapeuta sexual explica que essa pressão de ter que proporcionar prazer e de estar sempre pronto são fatores de preocupação masculina, que afetam na qualidade do sexo.
Uma alternativa encontrada pela terapeuta para o desprazer sexual é a intimidade entre os parceiros, quanto mais conversarem, se conhecerem e terem a liberdade de falar o que sentem – principalmente para a mulher, que em algumas posições sente dor – melhor será o aproveitamento do ato sexual.
Fator perturbador é a falta de visitas ao médico periodicamente e, quando as mulheres vão, não têm coragem de conversar sobre problemas de desconforto e falta de tesão com o ginecologista, comenta a terapeuta. Essas dúvidas normalmente ocorrem justamente por falta de conhecimento.
“Hoje falta informação correta. Os pais, com medo de que os filhos entrem na vida sexual muito cedo, bloqueiam as informações a respeito. Quando se fala em educação sexual nas escolas, na grande maioria das vezes, resume-se em como usar camisinha e não engravidar, tomando anticoncepcional, quando se fala disso”, expõe a terapeuta sobre a necessidade de trabalhar este assunto desde cedo no diálogo familiar. Como solução, Annelise sugere conversar, “uma conversa boa, um diálogo bom, não o proibir. O informar, que está faltando, tanto da parte da família quanto da escola, informar direito”.