| Bruna
Rossato
Jamile Gorita
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A correria do dia-a-dia
e a freqüente exposição ao sol sem
proteção têm contribuído
para o aumento dos casos de câncer de pele. A
doença pode se manifestar de várias formas,
mas as três mais comuns são: o Carcinoma
Basocelular (CBC), o Carcinoma Espinocelular (CEC) e
o Melanoma Maligno (MM).
O câncer de pele é um tumor bastante comum
em pessoas de pele clara, que tomam muito sol desde
a infância ou que trabalham sob a luz de néon
(lâmpadas fluorescentes), pode ser confundido
com pintas, manchas e feridas sem cicatrização,
“é uma lesão que leva anos para
evoluir, que sangra, que dói e cresce progressivamente”,
diz a oncologista, Rosana Regasini.
Segundo ela, a maioria dos casos é de fácil
tratamento, basta operar o câncer e acompanhar
o paciente, foi o que aconteceu com José Carlos
Araújo dos Santos, 50 anos, que há sete
anos vem tratando a doença e já operou
lesões em seu rosto, braço, costas, pescoço,
nariz e olhos, porém, todas eram benignas e tiveram
cura.
Uma pesquisa produzida na Universidade de St Louis e
divulgada no encontro anual da Academia Americana de
Dermatologia, em fevereiro deste ano, demonstrou que
as pessoas que dirigem muito apresentam um risco maior
de desenvolver o câncer de pele. Os pesquisadores
perceberam que motoristas apresentavam uma maior incidência
da doença, principalmente do lado esquerdo do
corpo, que é o que fica mais exposto ao sol enquanto
se dirige, é o chamado “Câncer de
Pele do Motorista”.
A melhor maneira para prevenir a doença ainda
é a proteção. O uso diário
de chapéu, boné e protetor solar adequado
ao seu tipo de pele, é indispensável,
principalmente nos horários de maior pico do
sol, entre 10h e 16h. “Não saio de casa
sem me proteger, passo protetor várias vezes
ao dia”, afirma a aposentada, Dona Madalena Marcari,
76 anos, que teve câncer de pele no nariz e na
testa. Na família dela há outros casos,
todas as suas primas mais “clarinhas” tiveram
a doença, já os mais morenos não
desenvolveram.
O Programa Nacional do Controle de Câncer de Pele
divulgou em 2006, que no Estado de São Paulo,
negros e orientais tem bem menos tendência a desenvolver
a doença do que as demais etnias, porém,
apesar da comprovação, ninguém
deve deixar a proteção de lado. Se a pessoa
não se protegeu e tomou sol em excesso durante
a vida, o jeito é ficar de olho na pele. O diagnóstico
precoce é muito importante e a qualquer sinal
de alteração, é recomendada a procura
de um especialista.
A metodologia indicada para
reconhecer as manifestações dos três
tipos de câncer de pele é simples, basta
seguir a regra do ABCD: Assimetria (formato), Borda,
Cor e Dimensão (tamanho).
Alguns sinais perigosos:
- Um crescimento na pele de aparcia elevada e brilhante,
translida, avermelhada, castanha, rea ou multicolorida
- Uma pinta preta ou castanha que muda de cor, textura,
torna-se irregular nas bordas ecresce de tamanho
- Uma mancha ou ferida que n cicatriza, que continua
a crescer apresentando coceira, costas ou sangramento.
Fonte: Sociedade Brasileira
de Dermatologia - ww.sbd.org.br
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