Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Há três anos o NAI realiza projetos de responsabilidade social

Expediente

COTIDIANO

Evento de conscientização sobre cidadania mobiliza estudantes e jovens

Enchente um problema urbanístico

O significado da Páscoa: ritos e lucros

ESPORTE

Lula Ferreira aposta na conquista do pan-americano

O lado triste do futebol pentacampeão do mundo

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

TV digital corre o risco de não ter conteúdo por falta de profissional especializado

EDUCAÇÃO

Alunos de Jornalismo do Barão desenvolvem
projeto sobre a Casa das Mangueiras

Carlos Cezar Barbosa, um intelectual do direito

Especialização é moeda forte em mercado competitivo

CULTURA

Arte de grafitar:
da cultura hip-hop para as ruas

Dançarinos do Crazy Jam
participam de festival internacional

SAÚDE

Ausência de proteção solar aumenta casos de câncer de pele

Depressão é doença e requer respeito para tratamento

ECONOMIA

Brasil quer liderança em combustíveis renováveis

Bagaço da cana pode ser fonte elétrica do futuro

Gastos dos estudantes chegam
a 30 milhões de reais por mês

POLÍTICA

PAC lança medidas que beneficiarão população de baixa renda

POLÍTICA

PAC lança medidas que beneficiarão população de baixa renda

O pacote de medidas do governo pretende ajudar cerca de 4 milhões de famílias a realizar o sonho da casa própria

Ana Carolina Alberti
Stephanie A. de Lacerda
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Com o anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC pelo governo Lula, o tema Infra Estrutura Social teve destaque, e várias medidas que focam moradia popular emergiram no cenário popular. Entre elas, o barateamento do preço final do aço, prorrogação da comutatividade do PIS/Cofins e a criação de um fundo de investimento em Infra Estrutura que pretendem respectivamente aumentar a compra de materiais de construção civil, manter o preço dos insumos da construção e os empregos dos trabalhadores da área, além de estimular companhias à investir nas habitações populares em troca de isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
Essas medidas pretendem incentivar cerca de 4 milhões de famílias a adquirir terrenos, construir e reformar suas casas e urbanizar áreas precárias como assentamentos e favelas, já que o déficit habitacional brasileiro, recentemente atualizado pela Fundação Getúlio Vargas é de 7,9 milhões de moradias.
Ribeirão Preto, por exemplo, possui favelas como a das Mangueiras (considerada a mais antiga da cidade) que tem ordem judicial para ser removida desde 2004, mas aguarda os projetos de urbanização e desfavelização saírem do papel.
João Gandini coordenador do Programa Moradia Legal em Ribeirão acredita que haverá um grande investimento para saneamento e habitação, especialmente para famílias de baixa renda, mas a princípio este investimento será destinado às cidades que tem o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH menor que o da cidade. Mas como há cerca de 700 emendas, medidas que transitam no Congresso, o critério para que mude a cidade e, a mesma seja incluída logo, é um dos benefícios que pode ocorrer.
Por outro lado, Gandini vê o interesse do governo em regularizar as habitações clandestinas, concedendo títulos de propriedade aos atuais ocupantes destas moradias, colocando estas pessoas no mercado financeiro já que elas poderiam colocar os bens como garantias de empréstimos ou até mesmo reformar o próprio imóvel que vivem.
Alguns especialistas como a arquiteta Simone Villa acredita que a solução seria municipalizar as áreas, explorando parcerias e subsídios entre os setores de acordo com cada área ou situação, em que os grandes setores imobiliários ajudariam os menores.
Ela também destaca que há uma necessidade enorme de que a legislação relativa à propriedades seja seriamente revisada para a criação de novas parcerias e maior acesso da população a moradia com dignidade.
Algumas mudanças já aconteceram antes mesmo do anúncio do PAC. Apesar dos juros para casa própria ainda serem altos, alguns financiamentos já são feitos com taxas prefixadas que garantem ao comprador uma estabilidade de até vinte anos, uma garantia que não existia em 2002 por exemplo.
Enquanto cerca de 83% da população aguardam a chance de ter sua casa própria, a auxiliar de serviços gerais Daniela da Silva, que financiou sua casa pala COHAB pode afirmar com orgulho que a casa pertence a ela e a sua filha, e que agora possui algo seu e pode começar a sonhar com uma casa maior para sua família.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) divulgou o aumento de 85,8% do crédito imobiliário em fevereiro de 2007, em relação ao mesmo período de 2006. Os números mostram que mais pessoas estão realizando o sonho de financiar sua moradia e que, com algumas ressalvas às medidas e projetos, muitos também poderão realizar caso esses investimentos realmente cheguem à população.