Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Há três anos o NAI realiza projetos de responsabilidade social

Expediente

COTIDIANO

Evento de conscientização sobre cidadania mobiliza estudantes e jovens

Enchente um problema urbanístico

O significado da Páscoa: ritos e lucros

ESPORTE

Lula Ferreira aposta na conquista do pan-americano

O lado triste do futebol pentacampeão do mundo

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

TV digital corre o risco de não ter conteúdo por falta de profissional especializado

EDUCAÇÃO

Alunos de Jornalismo do Barão desenvolvem
projeto sobre a Casa das Mangueiras

Carlos Cezar Barbosa, um intelectual do direito

Especialização é moeda forte em mercado competitivo

CULTURA

Arte de grafitar:
da cultura hip-hop para as ruas

Dançarinos do Crazy Jam
participam de festival internacional

SAÚDE

Ausência de proteção solar aumenta casos de câncer de pele

Depressão é doença e requer respeito para tratamento

ECONOMIA

Brasil quer liderança em combustíveis renováveis

Bagaço da cana pode ser fonte elétrica do futuro

Gastos dos estudantes chegam
a 30 milhões de reais por mês

POLÍTICA

PAC lança medidas que beneficiarão população de baixa renda

ESPORTE

Lula Ferreira aposta na conquista do pan-americano

Rafael Martinez
Corrêa Junior
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Ribeirão Preto pode se orgulhar em ter um representante nos Jogos Pan-americanos de julho, no Rio de Janeiro. O técnico de basquete Aluísio Elias Xavier Ferreira, 56 anos, mais conhecido como Lula Ferreira vai comandar mais uma vez a seleção nacional. O treinador é paulistano e se considera um ribeirãopretano de coração. Foi secretário de esportes no primeiro ano do atual mandato do prefeito Welson Gasparini e comandou o time da cidade por seis anos, sendo Pentacampeão Paulista e Campeão Brasileiro.
Após a extinção da equipe de Ribeirão e de sua saída da secretaria esportiva, Lula Ferreira se dedica apenas a Seleção Brasileira e se prepara para disputar o Pan no Rio. Em entrevista ao Jornal do Barão falou sobre a preparação da seleção e a falta de organização do governo na realização do maior evento esportivo das Américas no Brasil.

 

JB - O que o torcedor brasileiro pode esperar da Seleção nos Jogos Pan-americanos?
LF - A torcida pode esperar da Seleção Brasileira uma equipe aguerrida para buscar o tri-campeonato. Nós temos total obrigação de lutar pelo título por sermos bicampeões no Canadá e na República Dominicana, também por jogar em casa.
JB - Qual a evolução da Seleção Brasileira nos quatro anos sob o seu comando?
LF - Eu peguei a Seleção em 2003 num processo de renovação e a tentativa é fazer com que esse time se consolide com resultados internacionais. A trajetória teve um tropeço que foi a má campanha no Mundial. A saída precoce no campeonato deixou uma sensação muito ruim. A geração é boa, mas precisa de conquistas internacionais. Em agosto temos outro teste que será o pré-olímpico.

 

JB - Como será formada a Seleção para o Pan? Os jogadores que atuam no exterior estarão presentes?
LF - O planejamento é chamar o melhor time possível, mas sabemos que haverá dificuldade em conseguirmos a liberação dos jogadores do NBA, principalmente para o Pan-americano. Os americanos entendem que o Pan não é uma competição importante. A seleção brasileira ainda paga para os clubes o valor equivalente ao tempo de serviço que deixa de prestar em seu time. É uma ação meramente comercial. Mesmo assim, é difícil.

 

JB - Qual a seleção favorita para a conquista do título?
LF - No Pan são oito países que se classificam para participar da competição. São os três primeiros da América do Sul, os três primeiros da América do Norte, mais Canadá e EUA. Brasil, Argentina e Uruguai são fortes. Porto Rico é tradicional. Panamá e Ilhas Virgens são países que sempre revelam jogadores e o Canadá e o EUA nem se falam. Por isso eu digo que não há favorito. Todos estão no mesmo patamar.

 

JB - E o que o senhor poderia prever da organização da competição aqui no Brasil?
LF - Infelizmente por nós termos um país que não dá valor a parte educacional e esportiva como deveria ser dado, quando você se depara com um evento desse tipo sua casa não está devidamente arrumada e há a necessidade de um investimento financeiro muito grande para que isso seja feito. Se os investimentos tivessem sido feitos ao longo de todo o tempo, talvez esse gasto seria menor. Do lado do basquete, nossos ginásios e estrutura estão muito longe dos países de primeiro mundo. O investimento preventivo do esporte é o caminho para diminuir a criminalidade. Eu defendo o investimento no Pan. Isso não é gasto, é investimento no futuro. É muito mais caro manter um preso na cadeia do que gastar um dinheiro agora, evitando maiores problemas futuros.

 

JB - Qual o planejamento da Seleção Brasileira até o início do Pan?
LF - O planejamento prevê a apresentação no dia 23 de junho em São Paulo. Vamos realizar dois amistosos contra o Uruguai. Um mês de preparação e dois dias antes do início vamos para o Rio de Janeiro.