Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Há três anos o NAI realiza projetos de responsabilidade social

Expediente

COTIDIANO

Evento de conscientização sobre cidadania mobiliza estudantes e jovens

Enchente um problema urbanístico

O significado da Páscoa: ritos e lucros

ESPORTE

Lula Ferreira aposta na conquista do pan-americano

O lado triste do futebol pentacampeão do mundo

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

TV digital corre o risco de não ter conteúdo por falta de profissional especializado

EDUCAÇÃO

Alunos de Jornalismo do Barão desenvolvem
projeto sobre a Casa das Mangueiras

Carlos Cezar Barbosa, um intelectual do direito

Especialização é moeda forte em mercado competitivo

CULTURA

Arte de grafitar:
da cultura hip-hop para as ruas

Dançarinos do Crazy Jam
participam de festival internacional

SAÚDE

Ausência de proteção solar aumenta casos de câncer de pele

Depressão é doença e requer respeito para tratamento

ECONOMIA

Brasil quer liderança em combustíveis renováveis

Bagaço da cana pode ser fonte elétrica do futuro

Gastos dos estudantes chegam
a 30 milhões de reais por mês

POLÍTICA

PAC lança medidas que beneficiarão população de baixa renda

EDUCAÇÃO

Alunos de Jornalismo do Barão desenvolvem
projeto sobre a Casa das Mangueiras

Os formandos do ano passado fizeram um resgate histórico do trabalho realizado pela Casa em seus 33 anos

Mais de 70 crianças e adolescentes passam o dia na Casa das Mangueiras
Foto: Divulgação

Mateus de Lucca Constantino
Vivian Fernanda Garcia da Costa
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O trabalho de conclusão de curso, conhecido como TCC, realizado todos os anos para que os alunos possam obter o grau de bacharel em Comunicação Social, teve em um dos 16 projetos apresentados no ano passado o resgate da história de 33 anos da Casa das Mangueiras, que visa o acolhimento e a educação de crianças e adolescentes em situação de risco social.
A escolha do tema “foi motivada pelo fato de ser atual e de grande importância para a sociedade”, declara o jornalista Murilo Bereta, membro do grupo que resgatou a história da Casa das Mangueiras junto com Danilo Scochi, José Olávio e Marcos Brunelli
Os alunos fizeram um trabalho em que puderam exercitar a pesquisa e ainda, ter como experiência a prática do jornalismo social. José Olávio, hoje jornalista formado e editor da EPTV, afiliada da Rede Globo, lembra das dificuldades no desenvolvimento do trabalho. “Como todos trabalhavam tivemos que dividir cada etapa do projeto e sempre trocávamos informações por telefone ou e-mail”, comenta.
Para o grupo enfatizar a responsabilidade social seria algo inusitado. Eles deram andamento ao trabalho depois de várias pesquisas e levantamento de dados sobre a Casa das Mangueiras, para eles era necessário que de imediato soubessem exatamente como era o funcionamento de uma Organização Não Governamental – Ong.
“Em um bom trabalho de conclusão de curso é fundamental conhecer a fundo o assunto a ser pesquisado, é preciso levantar dados, pesquisar sobre eles, desenvolver idéias e juntar provas”, conta o editor de imagens da EPTV, Marcos Brunelli.
Empenhar-se em um trabalho como esse fez com que o grupo pudesse enxergar um local sério que trabalha há 33 anos em prol de crianças carentes. Murilo conta que se sentia uma formiguinha diante de uma mulher como Sueli Danhone, coordenadora e fundadora do projeto, “Sueli dedicou uma vida inteira para ajudar o próximo”, comenta Murilo.
Após leitura e pesquisas, o TCC, segue rumos diferentes, primeiro eles fizeram um estudo sobre as Ong's, depois sobre o regime militar, que na época fazia parte do contexto vivenciado, fizeram pesquisa sobre a periferia do Jardim Ipiranga, local onde foi construída a Casa, e por fim o grupo realizou um levantamento da documentação arquivada, “queríamos resgatar alguns personagens da Casa e saber o que havia acontecido com eles”, revela Murilo.
Dentre as opções de trabalho para a apresentação, o grupo optou em fazer uma revista e um documentário. Segundo José Olávio houve a necessidade de se começar a trabalhar primeiro a revista, pois era o veículo de comunicação que tinham menos experiência. O único do grupo que já havia trabalhado com material impresso era o Danilo, “deixamos o documentário para o final porque era uma linguagem a qual dominávamos”, revela José Olávio.
“O resgate histórico de 33 anos da Casa das Mangueiras nos possibilitou uma experiência rica em fatos e histórias que guardaremos por muitos anos”, finaliza Murilo Bereta.

 

A Casa
A Casa das Mangueiras foi criada em 1973, uma parceria entre um grupo de defensores de direitos humanos e da comunidade de Ribeirão Preto. Tornou-se, para os jovens, um espaço de socialização e aprendizagem.
Para continuar a se manter, a Ong conta com o apoio de empresas da cidade no desenvolvimento dos projetos de reciclagem, oficinas de artesanato, curso de treinamento profissional e outras atividades que ajudam a integrar o jovem à sociedade.
De acordo com Marcos Brunelli a coordenadora da Casa, Sueli Danhone, enfrentou um governo rígido que não cogitava ajuda à entidade.
“Com a dignidade que é peculiar à Sueli, ela batalhou e conseguiu colocar o nome da Casa num patamar mais elevado que muitas outras organizações que nasceram maiores, porém, ainda estão num processo de engatinhamento”, declara Brunelli.
As ações realizadas na Casa representam um projeto social, que conta com a colaboração de voluntários, procurando atender demandas sociais de uma parcela da comunidade carente do bairro Ipiranga, periferia de Ribeirão.
O grupo ressalta que o objetivo da Casa das Mangueiras não é ser assistencialista, e sim contribuir na formação profissional e na educação dos jovens que lá freqüentam. Sueli e sua equipe lutaram contra o preconceito, a rebeldia e o desdém de muita gente, mas conseguiram trazer conforto e dignidade a muitas crianças e adolescentes.