Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Há três anos o NAI realiza projetos de responsabilidade social

Expediente

COTIDIANO

Evento de conscientização sobre cidadania mobiliza estudantes e jovens

Enchente um problema urbanístico

O significado da Páscoa: ritos e lucros

ESPORTE

Lula Ferreira aposta na conquista do pan-americano

O lado triste do futebol pentacampeão do mundo

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

TV digital corre o risco de não ter conteúdo por falta de profissional especializado

EDUCAÇÃO

Alunos de Jornalismo do Barão desenvolvem
projeto sobre a Casa das Mangueiras

Carlos Cezar Barbosa, um intelectual do direito

Especialização é moeda forte em mercado competitivo

CULTURA

Arte de grafitar:
da cultura hip-hop para as ruas

Dançarinos do Crazy Jam
participam de festival internacional

SAÚDE

Ausência de proteção solar aumenta casos de câncer de pele

Depressão é doença e requer respeito para tratamento

ECONOMIA

Brasil quer liderança em combustíveis renováveis

Bagaço da cana pode ser fonte elétrica do futuro

Gastos dos estudantes chegam
a 30 milhões de reais por mês

POLÍTICA

PAC lança medidas que beneficiarão população de baixa renda

ECONOMIA

Bagaço da cana pode ser fonte elétrica do futuro

Cana-de-açúcar é considerada o principal tipo de biomassa energética, um dos mais importantes recursos naturais renováveis

Daniela Dayana Oliveira Queiroz
Fabiano Azinari Casaroti
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Capacitada para fornecer energia para a comunidade e gerar até 11% de energia necessária para escapar dos apagões, as usinas de açúcar e álcool garantem que a energia produzida pelo bagaço da cana é fonte de energia renovável, limpa e de custo baixo.
A cana de açúcar é um dos principais produtos agrícolas do Brasil, do seu processo de industrialização obtêm-se como produtos o açúcar, nas suas mais variadas formas e tipos, o álcool, o vinhoto (resíduo que sobra após a destilação fracionada do caldo de cana-de-açúcar, aproveitado como fertilizante) e o bagaço.
Devido ao elevado número do setor sucroalcooleiro a cana é como o principal tipo de biomassa energética, um tipo de matéria utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico, produzida e acumulada em um ecossistema, um dos mais importantes recursos naturais renováveis, representado por 350 indústrias de açúcar e álcool e um milhão de empregos diretos e indiretos no País, segundo o Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas - CERPCH.
A co-geração é um processo de transformação de uma forma de energia térmica e elétrica a partir do uso de um combustível convencional (gás natural, óleo combustível, diesel e carvão) ou algum tipo de resíduo industrial (madeira, bagaço de cana, casca de arroz, etc.). Desde a sua implantação, as indústrias do setor sucroalcooleiro desenvolveram instalações próprias de geração elétrica, adotaram seus próprios sistemas de geração, em processo de co-geração, ajustados às necessidades do processamento industrial da cana de açúcar utilizando o bagaço.
O engenheiro elétrico, Carlos Eduardo de Azevedo, afirma que as vantagens da energia elétrica produzida por meio da biomassa seria seu baixo custo de aquisição, a não emissão de dióxido de enxofre, as cinzas são menos agressivas ao meio ambiente que as provenientes de combustíveis fósseis, menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos), recurso renovável e as emissões não contribuem para o efeito estufa.
No processamento da cana-de-açúcar o bagaço é queimado em caldeiras produzindo vapor de alta pressão o que alimenta uma turbina produzindo a energia. Como a quantidade do bagaço produzido é elevada, aproximadamente 30% da cana moída, existe um grande potencial para a geração de eletricidade para venda comercial, o que acaba barateando o preço comparando com a energia advinda de fonte hidrelétrica.
O potencial de geração de eletricidade a partir do bagaço da cana no Brasil está estimado em aproximadamente 4.000mW com tecnologias comercialmente disponíveis, significa que tem a capacidade de gerar energia para abastecer um Estado com aproximadamente 38 milhões e 400 mil habitantes.
Usinas e grandes consumidores de eletricidade querem ampliar a oferta e aumentar a co-geração de energia por meio da cana. A maioria das usinas paulistas possui contratos direto com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), responsável pela comercialização e transmissão de energia, que hoje já possui pelo menos 5% de sua energia gerada por meio do derivado da cana, segundo a própria CPFL.
Para o economista, Sebastião Macedo Pereira, a população não será de imediato beneficiada economicamente, uma vez que a participação da produção a partir da biomassa ainda é restrita na composição da matriz energética do país. ''À medida que a participação deste tipo de energia aumentar na matriz energética do país, a tendência é o consumidor passar a usufruir dos benefícios da redução do custo de produção de energia", afirmou.
O economista acredita que tanto na economia como na política é vantajoso a geração de energia por meio da biomassa, apesar de não provocar a queda de preço em primeiro momento, vai reduzir a pressão sofrida pela constante variação do preço do petróleo, e contribuir para a geração de empregos.