| Lívia
M. Garavello
Stephanie C. de Carvalho
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Com o intuito de difundir
a prevenção do câncer de pele e
de intestino entre aqueles que não têm
maturidade suficiente para entender as explicações
baseadas em termos médicos, voluntários
da Fundação Sobecam, Pesquisa, Prevenção
e Assistência do Câncer responsável
pelo Hospital do Câncer de Ribeirão Preto,
desenvolveram o Projeto Vida Feliz para crianças
de quarta série de escolas públicas e
privadas.
O projeto conta com a ajuda de voluntários que
disponibilizam um pouco do tempo livre que têm
para instruir crianças com idade entre 10 e 11
anos. Além de prevenir o câncer de pele
e intestino, os voluntários esclarecem dúvidas
e conscientizam os pequeninos em relação
aos cuidados a serem tomados na prevenção
das doenças.
A psicóloga e coordenadora do Projeto Vida Feliz,
Wilma de Freitas Mota, afirma que os trabalhos desenvolvidos
pela Fundação são realizados apenas
por voluntários que se responsabilizam pelos
horários e funções. Ela coordena
o projeto há quase quatro anos e explica que
ele se divide em três etapas: divulgação,
palestra e teatro. “O primeiro passo é
ir até as escolas e fazer a divulgação
de nosso projeto que tem uma abordagem bem legal e diferente.
Vendemos um livro chamado 'Diogo e Olívia' que
explica passo a passo o assunto. Depois da visita, realizamos
a palestra com os alunos na própria escola e,
para finalizar o projeto, apresentamos uma peça
teatral com o professor de teatro Zé Maurício”.
O projeto já percorreu várias escolas
e está se espalhando por Ribeirão Preto
e região. As escolas e as mães dos alunos
estão satisfeitas com os resultados. “O
projeto foi de bastante importância na reeducação
alimentar do meu filho. Hoje ele está mais consciente
e toma diversos cuidados com a sua saúde”,
afirma Adélia Martins, mãe de uma das
crianças que participou do projeto. “Meu
filho era muito descuidado e teve princípio de
câncer de pele e não tinha noção
do perigo que era. Hoje em dia ele me lembra toda manhã
que antes de sair é necessário passar
o protetor solar”. Adélia ainda afirma
que o filho já sabe identificar quais alimentos
são saudáveis e quais devem ser consumidos
com moderação.
Wilma afirma que se sente muito feliz ao realizar esse
projeto voluntário e que aprendeu várias
coisas ao longo desses quase quatro anos. Uma delas
é que quando se trabalha com amor, não
se trabalha, e ainda diz que o trabalho voluntário
deveria ser exercido por todos. “Em minha opinião,
ser voluntário é um ato de amor”.
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