Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Qual a função dos Diretõrios Acadêmicos?

Ribeirão Preto é a capital do Agronegócio

Expediente

DIREITOS HUMANOS

Começar do zero

A mudança está em suas mãos

Casal de idosos é vítima de descaso social

COTIDIANO

Festa de peão à brasileira

Semeando conscientização

As várias faces da mentira

Inadimplência entre os jovens

Projeto “Gira Recicla” inicia a
conscientização da importância de se reciclar

Barão de Mauá prepara-se para contratar
pessoas portadoras de deficiência

POLÍTICA

Que obrigações tem um governante?

Entenda como funcionam os procedimentos
para a escolha de um mesário nas eleições

EDUCAÇÃO

Alunos e professores nota 10 da Biomedicina

ESPORTE

Handebol Ribeirão/Mauá brilha nas quadras

SAÚDE

Geração vaidade

Alzheimer pode contar com novo tratamento

Ser voluntário é um ato de amor

CULTURA

Feira do livro de Ribeirão Preto

Arena Rock Festival 2006

SAÚDE

Alzheimer pode contar com novo tratamento

A expectativa é que a pílula PBT2 possa ser comercializada em seis anos

Marcela Gomide
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Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa em Saúde Mental de Victoria, na Austrália, desenvolveu uma nova pílula para combater o Mal de Alzheimer. A doença acomete de 8 a 15% da população com mais de 65 anos e atinge cerca de um milhão de pessoas no Brasil. Se tomada todos os dias, a droga conhecida como PBT2 pode prevenir o acúmulo da proteína amilóide, substância ligada à doença.
Testes realizados primeiramente em ratos apontam que os níveis da proteína diminuíram 60% após uma única dose da medicação. Além disso, o desempenho da memória das cobaias aumentou significativamente no período de cinco dias. Os testes em humanos devem começar no ano de 2007, mas análises preliminares já indicam que o medicamento não causa efeitos colaterais.
De acordo com o neurologista e Coordenador do Grupo de Neurologia Comportamental do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Francisco Vale, os estudos para o aperfeiçoamento da nova técnica ainda estão em andamento. “A expectativa é que o medicamento seja comercializado em seis anos, mas já podemos adiantar que ele virá para trazer melhorias no dia-a-dia do paciente”, afirma.

 

Expectativa
Com a possibilidade de cura, não são somente os pacientes que poderão se aliviar com a regressão da doença. A expectativa da dona-de-casa, Floripes Ribeiro Ferreira, irmã de uma paciente com Alzheimer, é que a vida da família volte ao normal. “É esperançoso saber que teremos um tratamento contra o avanço dessa doença. Agora é preciso torcer para que ele seja de fácil acesso”.
Para o neurologista, a expectativa é que o governo adote a distribuição gratuita desse medicamento para que ele possa ser de fácil acesso à população. “Temos casos freqüentes de medicamentos para Alzheimer que foi adotado pelo governo para distribuição. Espero que a pílula PBT2 seja um deles”, afirma.
Os pacientes com Alzheimer têm dificuldade com o pensamento, com os padrões de comportamento e na realização das atividades de vida diária. De acordo com a psicóloga Marina Gonçalves, o paciente vai se sentir estimulado com a possibilidade do retardamento. “Sabendo que existe uma esperança de cura, o paciente vai se dedicar mais ao tratamento e, inconscientemente, ajudar na sua reabilitação”, afirma.

 

A doença
O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que destrói células cerebrais vitais, afetando o funcionamento mental, pensamento, fala e memória. A doença é a causa mais comum do declínio intelectual no idoso e, em aproximadamente, 50% dos casos de demência ocorrem nessas pessoas. Sua característica principal é a perda progressiva da memória. O paciente que sofre com esse mal pergunta a mesma coisa centenas de vezes, mostra sua incapacidade de fixar algo novo, esquecendo as palavras.
O tratamento conforta o paciente e retarda o máximo possível a evolução da doença. Algumas drogas são úteis no início da doença, e sua dose deve ser personalizada.
Em geral, a doença se instala em pessoas com mais de 65 anos, mas existem pacientes com início aos 40 anos, e relatos raros de início na infância, provavelmente genético.