Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Qual a função dos Diretõrios Acadêmicos?

Ribeirão Preto é a capital do Agronegócio

Expediente

DIREITOS HUMANOS

Começar do zero

A mudança está em suas mãos

Casal de idosos é vítima de descaso social

COTIDIANO

Festa de peão à brasileira

Semeando conscientização

As várias faces da mentira

Inadimplência entre os jovens

Projeto “Gira Recicla” inicia a
conscientização da importância de se reciclar

Barão de Mauá prepara-se para contratar
pessoas portadoras de deficiência

POLÍTICA

Que obrigações tem um governante?

Entenda como funcionam os procedimentos
para a escolha de um mesário nas eleições

EDUCAÇÃO

Alunos e professores nota 10 da Biomedicina

ESPORTE

Handebol Ribeirão/Mauá brilha nas quadras

SAÚDE

Geração vaidade

Alzheimer pode contar com novo tratamento

Ser voluntário é um ato de amor

CULTURA

Feira do livro de Ribeirão Preto

Arena Rock Festival 2006

SAÚDE

Geração vaidade

Suplementos alimentares ainda causam muita controvérsia entre especialistas

André Mishima: “Suplemento não faz milagre”
Foto: Freda Franchin

Freda Franchin
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Há, atualmente e incontestavelmente, um verdadeiro culto ao corpo, à estética e à saúde. A preocupação com o corpo, principalmente entre os jovens, nunca esteve tão em alta. Mais do que nunca, as pessoas lotam academias de ginástica, clínicas de estéticas e de cirurgia plástica, em busca de corpos perfeitos e esculturais.
Nessa incessante busca pela perfeição, os jovens que malham e freqüentam academias, ingerem diariamente pílulas, shakes e barrinhas com altas concentrações de proteínas, carboidratos e outros nutrientes. São os chamados suplementos alimentares ou suplementos esportivos ou ainda, suplementos nutricionais, que se tornaram uma febre nas academias de ginástica nos últimos anos. Suplemento alimentar nada mais é do que a manipulação de nutrientes para uso exclusivo da atividade física.
O uso de suplementos alimentares gera muita controvérsia entre especialistas. Alguns acreditam na necessidade de se ingerir algum suplemento para pessoas que praticam qualquer atividade física, enquanto outros defendem o uso somente para atletas profissionais, que gastam mais de 3.000 calorias por dia. “Indivíduos que se submetem a um programa de treinamento físico muito intenso necessitam de quantidades maiores de nutrientes do que indivíduos em treinamento moderado”, ressalta Rodrigo Inouye Gouveia, professor de educação física de uma academia e especialista em atividade física para grupos especiais.
De acordo com Gouveia, dependendo da dieta, não existe a necessidade do uso de suplementos alimentares, “uma dieta equilibrada faz com que a necessidade de nutrientes ideal seja alcançada, permitindo um bom funcionamento do organismo e até melhoras no rendimento esportivo, ” ressalta.
Uma questão muito comum é a relação entre suplementos alimentares e anabolizantes, vulgarmente conhecidos como “bombas”, mas de acordo com Gouveia, eles são completamente diferentes. Os suplementos são nutrientes, enquanto os anabolizantes são hormônios, drogas, substâncias sintéticas criadas em laboratórios. “Os anabolizantes são remédios, que interferem na função hormonal. Eles são utilizados para aumentar o rendimento esportivo através da aceleração de várias funções do organismo, entre elas um maior trabalho do sistema de crescimento muscular, devido a doses extras de hormônios”, explica o educador físico.
O bacharel em direito, André Mishima, 24 anos, freqüenta uma academia há quatro anos e há três, faz uso de suplementos alimentares. Ele conta que começou a tomar suplementos através da indicação de um amigo e do vendedor de uma loja especializada, mas logo depois procurou uma endocrinologista para se certificar de que estava tomando suplementos que realmente davam resultados. “Atualmente tomo Whey Protein (proteína extraída do soro do leite), Maltodextrina (complexo de carboidrato) e BCAA (aminoácido), além disso, malho todos os dias na academia, corro quatro vezes por semana no parque Curupira e tenho uma alimentação equilibrada. Suplemento não faz milagre, por isso, deve ser associado a muito esforço e dedicação”, afirma.

 

Fiscalização
A fiscalização desses produtos no Brasil é feita pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas considerando que muitos fabricantes usam informações errôneas ou enganosas para vender seus produtos, sendo que muitas vezes até os hormônios são comercializados como “suplementos alimentares,” pode-se perceber que a fiscalização não é exatamente eficiente. Muitos produtos comercializados no País são importados dos Estados Unidos e o órgão que faz o controle desses produtos é o FDA (Food and Drug Administration), que está em guerra contra a indústria dos suplementos alimentares desde o começo de sua história, direcionando todos seus esforços justamente para evitar que os fabricantes enganem os consumidores de suplementos alimentares, aumentando o fluxo de informação nutricional para o público.
Considerado o suplemento de maior risco à saúde e proibida pela ANVISA, a Efedrina é um estimulante que age no sistema nervoso central, causando aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial e é muito encontrada em produtos para o emagrecimento. O Nutrólogo Ricardo Martins Borges alerta para o perigo da efedrina no organismo. “Estimulantes à base de efedrina causam uma série de efeitos colaterais potencialmente lesivos e prejudiciais à saúde, como irritação gástrica e refluxo gastroesofágico”.

 

DICAS
- Procure uma nutricionista para saber a dosagem e a forma correta de utilizar um suplemento. Além de mais seguro, funciona melhor.
- Duvide de produtos que não apontam os princípios ativos da fórmula e só utilizam apenas o termo “poderosas substâncias” para endossar sua eficácia.
- Certifique-se de que o produto que você pretende comprar está registrado no Ministério da Saúde.