| Aline
Pereira de Souza
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Nessas eleições
decide-se mais uma vez o futuro do País, mas
como fiscalizar esses governantes? Qual, por exemplo,
é a função de um deputado? Ou governador?
O Presidente da República é o chefe máximo
de um País. Ele exerce o poder sobre os Estados,
as Forças Armadas, nomeia os dirigentes dos Ministérios,
do Supremo Tribunal Federal e também do Tribunal
de Contas da União. Ele representa o País
perante o mundo.
Para auxiliar o Presidente, atribui-se uma parte das
tarefas aos governadores de Estado.
Logo, além das funções objetivas
do presidente, há a questão político-partidária
em que os presidenciáveis estão envolvidos.
“Temos muitas opções que vão
desde as propostas à esquerda, como as defendidas
pela Senadora Heloísa Helena, como propostas
mais à direita, como as defendidas pelo "tucanato".
Ao que me parece, o PT acabou por constituir-se na verdadeira
social-democracia brasileira”, diz Fábio
Pacano.
Já a responsabilidade do governador é
manter os serviços básicos à população,
além de elaborar projetos para solucionar os
problemas que envolvem o Estado. Outro dever é
manter a segurança pública, com isso,
o governador tem autonomia sobre a Polícia Civil
e Militar e, para finalizar, também deve atrair
novos investimentos, gerando, assim, crescimento econômico
à população.
O Senado representa os Estados. Ele reúne grandes
lideranças regionais. Normalmente os integrantes
são políticos experientes que têm
muito apoio dentro de seu Estado e de seu partido. Eles
costumam ficar décadas no cargo. No mínimo
oito anos.
A principal função do Senado em parceria
com a Câmara dos Deputados é criar, debater,
reformular e aprovar as leis e atos que regem e comandam
a nação. Os processos são longos
e polêmicos, já que cada um tem interesses
diferentes.
A Câmara dos Deputados é o centro da atividade
democrática do País. Ela foi criada para
representar o povo, os deputados mantêm uma convivência
mais próxima com os eleitores. Quanto maior a
população de cada Estado, mais representantes
ele terá, de acordo com a medição
oficial feita pelo IBGE, através do censo. Há
uma regra, porém, que distorce essa relação:
ficou decidido que nenhum Estado pode ter menos que
oito ou mais que 70 deputados. Todos os projetos começam
pela Câmara. Quando o projeto passa pelo Senado
ele só é aprimorado e aperfeiçoado.
Todos os grandes debates nacionais vêm do plenário.
Segundo o historiador Fábio, a melhor forma de
escolher o candidato, além de avaliar o histórico
político de cada um, é também “eleger
representantes que façam o que faríamos,
se lá estivéssemos”.
Wagner Paulucci, gerente administrativo, diz que uma
função complementa a outra. Os deputados
têm a obrigação de criar leis que
beneficiem o povo. “Na última eleição
ele votou em branco para alguns cargos, por não
confiar mais nos políticos que são candidatos.
Ele comenta que anda muito descrente da nossa política”.
O historiador diz também que “a cada escândalo,
a cada exercício de cidadania, a população
torna-se um pouco mais consciente. Porém, repito,
o Estado nos parece distante, estamos todos muito mais
preocupados com nossos problemas cotidianos. Sintomas
do individualismo pós-moderno e do abandono a
que todos fomos relegados”.
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