Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Qual a função dos Diretõrios Acadêmicos?

Ribeirão Preto é a capital do Agronegócio

Expediente

DIREITOS HUMANOS

Começar do zero

A mudança está em suas mãos

Casal de idosos é vítima de descaso social

COTIDIANO

Festa de peão à brasileira

Semeando conscientização

As várias faces da mentira

Inadimplência entre os jovens

Projeto “Gira Recicla” inicia a
conscientização da importância de se reciclar

Barão de Mauá prepara-se para contratar
pessoas portadoras de deficiência

POLÍTICA

Que obrigações tem um governante?

Entenda como funcionam os procedimentos
para a escolha de um mesário nas eleições

EDUCAÇÃO

Alunos e professores nota 10 da Biomedicina

ESPORTE

Handebol Ribeirão/Mauá brilha nas quadras

SAÚDE

Geração vaidade

Alzheimer pode contar com novo tratamento

Ser voluntário é um ato de amor

CULTURA

Feira do livro de Ribeirão Preto

Arena Rock Festival 2006

POLÍTICA

Que obrigações tem um governante?
Deputado, governador, senador e presidente, cada cargo tem funções e objetivos específicos

Aline Pereira de Souza
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Nessas eleições decide-se mais uma vez o futuro do País, mas como fiscalizar esses governantes? Qual, por exemplo, é a função de um deputado? Ou governador?
O Presidente da República é o chefe máximo de um País. Ele exerce o poder sobre os Estados, as Forças Armadas, nomeia os dirigentes dos Ministérios, do Supremo Tribunal Federal e também do Tribunal de Contas da União. Ele representa o País perante o mundo.
Para auxiliar o Presidente, atribui-se uma parte das tarefas aos governadores de Estado.
Logo, além das funções objetivas do presidente, há a questão político-partidária em que os presidenciáveis estão envolvidos. “Temos muitas opções que vão desde as propostas à esquerda, como as defendidas pela Senadora Heloísa Helena, como propostas mais à direita, como as defendidas pelo "tucanato". Ao que me parece, o PT acabou por constituir-se na verdadeira social-democracia brasileira”, diz Fábio Pacano.
Já a responsabilidade do governador é manter os serviços básicos à população, além de elaborar projetos para solucionar os problemas que envolvem o Estado. Outro dever é manter a segurança pública, com isso, o governador tem autonomia sobre a Polícia Civil e Militar e, para finalizar, também deve atrair novos investimentos, gerando, assim, crescimento econômico à população.
O Senado representa os Estados. Ele reúne grandes lideranças regionais. Normalmente os integrantes são políticos experientes que têm muito apoio dentro de seu Estado e de seu partido. Eles costumam ficar décadas no cargo. No mínimo oito anos.
A principal função do Senado em parceria com a Câmara dos Deputados é criar, debater, reformular e aprovar as leis e atos que regem e comandam a nação. Os processos são longos e polêmicos, já que cada um tem interesses diferentes.
A Câmara dos Deputados é o centro da atividade democrática do País. Ela foi criada para representar o povo, os deputados mantêm uma convivência mais próxima com os eleitores. Quanto maior a população de cada Estado, mais representantes ele terá, de acordo com a medição oficial feita pelo IBGE, através do censo. Há uma regra, porém, que distorce essa relação: ficou decidido que nenhum Estado pode ter menos que oito ou mais que 70 deputados. Todos os projetos começam pela Câmara. Quando o projeto passa pelo Senado ele só é aprimorado e aperfeiçoado. Todos os grandes debates nacionais vêm do plenário.
Segundo o historiador Fábio, a melhor forma de escolher o candidato, além de avaliar o histórico político de cada um, é também “eleger representantes que façam o que faríamos, se lá estivéssemos”.
Wagner Paulucci, gerente administrativo, diz que uma função complementa a outra. Os deputados têm a obrigação de criar leis que beneficiem o povo. “Na última eleição ele votou em branco para alguns cargos, por não confiar mais nos políticos que são candidatos. Ele comenta que anda muito descrente da nossa política”.
O historiador diz também que “a cada escândalo, a cada exercício de cidadania, a população torna-se um pouco mais consciente. Porém, repito, o Estado nos parece distante, estamos todos muito mais preocupados com nossos problemas cotidianos. Sintomas do individualismo pós-moderno e do abandono a que todos fomos relegados”.