Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Qual a função dos Diretõrios Acadêmicos?

Ribeirão Preto é a capital do Agronegócio

Expediente

DIREITOS HUMANOS

Começar do zero

A mudança está em suas mãos

Casal de idosos é vítima de descaso social

COTIDIANO

Festa de peão à brasileira

Semeando conscientização

As várias faces da mentira

Inadimplência entre os jovens

Projeto “Gira Recicla” inicia a
conscientização da importância de se reciclar

Barão de Mauá prepara-se para contratar
pessoas portadoras de deficiência

POLÍTICA

Que obrigações tem um governante?

Entenda como funcionam os procedimentos
para a escolha de um mesário nas eleições

EDUCAÇÃO

Alunos e professores nota 10 da Biomedicina

ESPORTE

Handebol Ribeirão/Mauá brilha nas quadras

SAÚDE

Geração vaidade

Alzheimer pode contar com novo tratamento

Ser voluntário é um ato de amor

CULTURA

Feira do livro de Ribeirão Preto

Arena Rock Festival 2006

COTIDIANO

Projeto “Gira Recicla” inicia a
conscientização da importância de se reciclar

Reciclagem, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, ajuda na renda de trabalhadores informais

Inauguração do projeto que visa conscientizar sobre a reciclagem

Foto: Divulgação

José Adriano do Nascimento
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Pensando em colaborar com o meio ambiente, o NAI - Núcleo de Apoio Institucional, do Centro Universitário Barão de Mauá, criou o projeto “Gira Recicla”, que existe há quase dois anos. Formado por uma equipe de profissionais interdisciplinares conta com uma coordenadora pedagógica, uma assistente social, uma psicóloga e uma assessora da coordenação. Todos esses profissionais trabalham em conjunto, fazendo um atendimento de qualidade, não só com os alunos da Barão, como também com todos os colaboradores dispostos a reciclar.
Segundo as informações da assessora da coordenação Fernanda Taturelli, o projeto “Gira Recicla” tem como objetivo principal gerar conscientização da coleta seletiva do lixo e, para isso, foram espalhados pelos corredores dos campus do Centro Universitário vários cestos para fazer a coleta dos materiais que podem ser reaproveitados na reciclagem. Depois, o material é encaminhado para o espaço que a Barão separou para a triagem definitiva, evitando que o material seja despachado para aterros na cidade.
A grande filosofia do trabalho é não jogar “lixo no lixo” porque ele pode ser reaproveitado. Com esse intuito as pessoas que dependem dele para sobreviver são beneficiadas indiretamente, visto que terão contribuição de pessoas conscientes da importância de reciclar. Além de realizar esse trabalho social, ajuda também na preservação do meio ambiente.
Segundo nutricionistas, até as cascas dos legumes podem ser reaproveitadas, já que muitas delas têm maior quantidade de vitamina do que o próprio legume. Em muitos restaurantes, são reaproveitados restos de casca de banana, melancia, abacaxi, talos de brócolis, usados para preparar deliciosos pratos que podem ser vendidos a preço menores.
Restos de comida também podem ser reaproveitados e servem como adubo orgânico utilizado nas plantações de legumes, flores e hortaliças.
Quando uma pessoa decide separar o seu lixo para a reciclagem, talvez não saiba e nem imagine o quanto essa atitude é importante para ela e para a vida de muitas outras pessoas.
Com a reciclagem do papel, muitas árvores deixam de ser cortadas e as florestas ganham mais vida, ajudando a despoluir o meio ambiente.

 

Novos campos de trabalho por meio da reciclagem
Segundo pesquisas mais recentes, feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), milhões de desempregados, que já passaram por uma fila em busca de emprego, caíram na chamada economia informal, que vem crescendo no Brasil, chegando a 8% só nos últimos seis anos.
Claudia Aparecida da Silva, 33 anos, natural de Ribeirão Preto já trabalhou com carteira assinada como costureira e perdeu o emprego logo que se casou, quando passou a vender verduras nas ruas da cidade, atividade que não deu certo, pois o lucro era muito pequeno como afirma. Foi então que resolveu catar papelão pelas ruas para se manter. Trabalha das 7 às 20 horas e chega a catar entre 450 e 500 quilos de material reciclável por semana que vende para os depósitos de material reciclável. Segundo ela, o papelão custa R$ 0,14 o quilo, o papel branco, R$ 0,30, o plástico é vendido por R$ 0,35 e o que mais dá dinheiro são as latinhas, já que o quilo é vendido por R$ 3,50. São necessárias 70 latinhas para dar um quilo.
Por mês, Claudia tem uma renda mensal entre R$ 350,00 e R$ 400. Desse dinheiro, paga o aluguel da casa em que mora e o que sobra é destinado à alimentação. Mesmo com essa renda mensal Cláudia comenta que é feliz porque não tem “patrão para pegar no pé e nem horário certo para cumprir”.
O maior intuito do NAI é estimular a reciclagem, gerando na sociedade civil o respeito por essas pessoas, como Cláudia Aparecida, porque uma população consciente do seu dever de reciclar corretamente nas vias públicas da cidade ajudaria o dia-a-dia dos catadores e o próprio meio em que vive.
Para saber mais sobre o projeto de reciclagem o NAI está localizado no prédio central do Centro Universi-tário Barão de Mauá, na rua Ramos de Azevedo, 423, 3º andar no Jardim Paulista e funciona das 8 às 22 horas, de segunda a sexta-feira. Para maiores informações 3603-6637.