| Gisele
Guirra Santana
Mariana Bruno da Silveira
Thiago Julião Maranguetti
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Um copo de água para
matar a sede, um banho reconfortante depois de um dia
cansativo, um mergulho numa tarde quente; sensações
que somente a água proporciona.
A água faz parte da constituição
de todos os seres vivos. É a fonte da vida. Segundo
dados do DAERP (Departamento de água e esgoto
de Ribeirão Preto), embora 70% da superfície
da Terra seja coberta de água, a maior parte
da água do planeta é imprópria
para consumo, pois 97% é salgada e 2,3% congelada
na forma de geleiras e calotas polares, ou seja, sobra
apenas 0,7% de água doce distribuída nos
rios, lagos, subsolo e atmosfera.
“Acredita-se que dos 0,7% distribuídos
pelo planeta, aproximadamente 12% está no Brasil,
sendo que a região amazônica concentra
70% da água doce”, explica Silvana Costa
Feitosa, coordenadora do Projeto DAERP na escola. Projeto
fixo que existe há dez anos, cujo objetivo é
a interatividade do DAERP com a escola, na formação
de crianças mais conscientizadas.
Devido ao clima quente e a boa qualidade da água
de Ribeirão Preto, o consumo é grande,
aproximadamente 250 a 300 litros diários, por
pessoa, gerando um grande desperdício.
Em comparação a outras cidades, os ribeirão-pretanos
são privilegiados, pois têm água
de excelente qualidade. “Ribeirão é
uma das poucas cidades que se abastecem de poço
profundo, no qual é feita adição
de cloro e flúor apenas por questão de
exigência. As outras cidades se abastecem de água
superficial, o que causa certa perda em sua qualidade”,
completa Silvana.
Há muitas pesquisas e afirmações
que prevêem sobre a escassez da água, criando-se
muitos mitos, principalmente acerca do fim da existência
da água. “A quantidade de água no
planeta nunca muda, é um ciclo inevitável,
o problema é que a renovação da
água subterrânea é lenta,”
afirma o geólogo e engenheiro de segurança
do DAERP, João Paulo F. Correia.
Mesmo com os avanços tecnológicos, inovações
e novas descobertas, a maior arma contra o desperdício
de água e perspectivas de um futuro garantido
continua sendo o bom senso. Práticas do dia-a-dia,
tais como: fechar a torneira enquanto escova os dentes,
banhos menos demorados, torneiras bem reguladas, são
essenciais, pequenos detalhes que garantem um uso suficiente
para as necessidades, preservando a fonte de vida humana.
Participação
Social
A poluição,
naturalmente, está intrinsecamente ligada com
a questão da água, tal como sua finitude
e qualidade. Entre o solo, o ar e a água, a mais
afetada pela poluição é a água.
A falta de saneamento básico, lançamentos
industriais, falta de consciência social da população
e substâncias químicas, são os principais
causadores do dese-quilíbrio ambiental.
De acordo com a engenheira florestal, especializada
em engenharia ambiental e mestranda em saúde
ambiental Regina Maria Alves Carneiro, a questão
da poluição é muito mais grave
do que se pensa, “a poluição na
água acarreta sérias conseqüências
para a saúde humana, não tão simples
como as bactérias já conhecidas, disenteria,
hepatite, febre, cólera, leptospirose, mas também
vem a causar doenças como: má-formação
de fetos, anencefalia, perda de reflexos, vertigens
e até mesmo câncer. Essas doenças
mais graves são causadas por poluentes industriais”,
afirma Regina.
A participação da população
continua sendo essencial. “Evitar o acúmulo
de lixos nos esgotos domés-ticos, em ambientes
abertos, como os conhecidos lixões, são
importantes para a contribuição na preservação
da água. Com a chuva, ocorre a penetração
e o deslize desses lixos a rios que são fontes
de abastecimentos de pequenas cidades e povoados. As
grandes indústrias também devem se preocupar
em manter uma boa estrutura e fontes de arma-zenamentos
de resíduos, impedindo a contaminação
da água”, completa Regina.
Todos já sabem em que se encaixa sua contribuição,
seja ela de maneira direta ou indireta. O que realmente
importa é colocar em prática os hábitos,
aparentemente insignificantes, que farão a grande
diferença no amanhã.
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