Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Compromisso com a qualidade do Ensino Superior

Destaque

TV digital: o que muda em relação à qualidade?

Expediente

COTIDIANO

Projeto social dedica-se aos
cuidados com animais domésticos

Universitários participam de Congresso em
São Bernardo do Campo

Grupo Folclórico Barão de Mauá
faz renascer a cultura regional

Um novo significado para Voluntariado

ESPORTE

Esportes adaptados às deficiências

MEIO AMBIENTE

Os vilões do clima

O Avanço do Biodiesel no Brasil

A Terra só conseguirá preservar a água com consciência social e uso racional

Comitês Hidrográficos lutam pela preservação da água

EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Informação aumenta,
mas ao mesmo tempo confunde

Comitê de Ética em Pesquisa

CIDADANIA

Diferentes sim, incapazes não

VI Gincana Verde e Branco

ATUALIDADE

À espera de um código de ética

O processo de repasse de verbas a uma entidade social

Perigo dentro de casa

5º Festival da Comunicação
da Barão de Mauá

MEIO AMBIENTE

A Terra só conseguirá preservar a
água com consciência social e uso racional

Silvana Costa Feitosa afirma que de 0,7% de água doce distribuída pelo planeta, aproximadamente 12% está no Brasil
Foto: Divulgação

Gisele Guirra Santana
Mariana Bruno da Silveira
Thiago Julião Maranguetti
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Um copo de água para matar a sede, um banho reconfortante depois de um dia cansativo, um mergulho numa tarde quente; sensações que somente a água proporciona.
A água faz parte da constituição de todos os seres vivos. É a fonte da vida. Segundo dados do DAERP (Departamento de água e esgoto de Ribeirão Preto), embora 70% da superfície da Terra seja coberta de água, a maior parte da água do planeta é imprópria para consumo, pois 97% é salgada e 2,3% congelada na forma de geleiras e calotas polares, ou seja, sobra apenas 0,7% de água doce distribuída nos rios, lagos, subsolo e atmosfera.
“Acredita-se que dos 0,7% distribuídos pelo planeta, aproximadamente 12% está no Brasil, sendo que a região amazônica concentra 70% da água doce”, explica Silvana Costa Feitosa, coordenadora do Projeto DAERP na escola. Projeto fixo que existe há dez anos, cujo objetivo é a interatividade do DAERP com a escola, na formação de crianças mais conscientizadas.
Devido ao clima quente e a boa qualidade da água de Ribeirão Preto, o consumo é grande, aproximadamente 250 a 300 litros diários, por pessoa, gerando um grande desperdício.
Em comparação a outras cidades, os ribeirão-pretanos são privilegiados, pois têm água de excelente qualidade. “Ribeirão é uma das poucas cidades que se abastecem de poço profundo, no qual é feita adição de cloro e flúor apenas por questão de exigência. As outras cidades se abastecem de água superficial, o que causa certa perda em sua qualidade”, completa Silvana.
Há muitas pesquisas e afirmações que prevêem sobre a escassez da água, criando-se muitos mitos, principalmente acerca do fim da existência da água. “A quantidade de água no planeta nunca muda, é um ciclo inevitável, o problema é que a renovação da água subterrânea é lenta,” afirma o geólogo e engenheiro de segurança do DAERP, João Paulo F. Correia.
Mesmo com os avanços tecnológicos, inovações e novas descobertas, a maior arma contra o desperdício de água e perspectivas de um futuro garantido continua sendo o bom senso. Práticas do dia-a-dia, tais como: fechar a torneira enquanto escova os dentes, banhos menos demorados, torneiras bem reguladas, são essenciais, pequenos detalhes que garantem um uso suficiente para as necessidades, preservando a fonte de vida humana.

 

Participação Social

A poluição, naturalmente, está intrinsecamente ligada com a questão da água, tal como sua finitude e qualidade. Entre o solo, o ar e a água, a mais afetada pela poluição é a água. A falta de saneamento básico, lançamentos industriais, falta de consciência social da população e substâncias químicas, são os principais causadores do dese-quilíbrio ambiental.
De acordo com a engenheira florestal, especializada em engenharia ambiental e mestranda em saúde ambiental Regina Maria Alves Carneiro, a questão da poluição é muito mais grave do que se pensa, “a poluição na água acarreta sérias conseqüências para a saúde humana, não tão simples como as bactérias já conhecidas, disenteria, hepatite, febre, cólera, leptospirose, mas também vem a causar doenças como: má-formação de fetos, anencefalia, perda de reflexos, vertigens e até mesmo câncer. Essas doenças mais graves são causadas por poluentes industriais”, afirma Regina.
A participação da população continua sendo essencial. “Evitar o acúmulo de lixos nos esgotos domés-ticos, em ambientes abertos, como os conhecidos lixões, são importantes para a contribuição na preservação da água. Com a chuva, ocorre a penetração e o deslize desses lixos a rios que são fontes de abastecimentos de pequenas cidades e povoados. As grandes indústrias também devem se preocupar em manter uma boa estrutura e fontes de arma-zenamentos de resíduos, impedindo a contaminação da água”, completa Regina.
Todos já sabem em que se encaixa sua contribuição, seja ela de maneira direta ou indireta. O que realmente importa é colocar em prática os hábitos, aparentemente insignificantes, que farão a grande diferença no amanhã.