Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Compromisso com a qualidade do Ensino Superior

Destaque

TV digital: o que muda em relação à qualidade?

Expediente

COTIDIANO

Projeto social dedica-se aos
cuidados com animais domésticos

Universitários participam de Congresso em
São Bernardo do Campo

Grupo Folclórico Barão de Mauá
faz renascer a cultura regional

Um novo significado para Voluntariado

ESPORTE

Esportes adaptados às deficiências

MEIO AMBIENTE

Os vilões do clima

O Avanço do Biodiesel no Brasil

A Terra só conseguirá preservar a água com consciência social e uso racional

Comitês Hidrográficos lutam pela preservação da água

EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Informação aumenta,
mas ao mesmo tempo confunde

Comitê de Ética em Pesquisa

CIDADANIA

Diferentes sim, incapazes não

VI Gincana Verde e Branco

ATUALIDADE

À espera de um código de ética

O processo de repasse de verbas a uma entidade social

Perigo dentro de casa

5º Festival da Comunicação
da Barão de Mauá

MEIO AMBIENTE

O Avanço do Biodiesel no Brasil

Números indicam que o combustível renovável ainda pode crescer mais no país

Fabio Fiorotto
Aline Pereira
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Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos. O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (caminhões, tratores, automóveis, entre outros) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc.). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel mineral em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, o biodiesel puro é denominado B100.
No Brasil, o biodiesel ainda engatinha. “Há atualmente cerca de dois mil postos que utilizam o biodiesel B2 hoje no país”, explica André Luiz dos Santos, um dos colaboradores do projeto Biodiesel Brasil. O Biodiesel Brasil é um portal de divulgação e pesquisa sobre biocombustíveis. A Alemanha, por exemplo, é responsável por mais da metade da produção européia de combustíveis e já conta com centenas de postos que vendem o biodiesel puro (B100) com plena garantia dos fabricantes de veículos.
“Já contamos com tecnologia suficiente para produzir em maior escala e começam a pipocar convênios e reuniões por todo o país para aumentar a produção de matérias-primas que possam produzir o biodiesel”, explica Santos. Esse combustível renovável permite economizar na importação de petróleo e óleo diesel, além de ser uma importante fonte de renda e exportação, já que o País detém uma das maiores fontes agrícolas do mundo.

 

Meio Ambiente e “Petrodependência”
Outras vantagens do biodiesel estão relacionadas com a construção de um meio ambiente mais saudável e como fonte alternativa para o petróleo. “O biodiesel reduz substancialmente a emissão de vários gases causadores do efeito estufa”, afirma o engenheiro agrônomo Samuel Barros. Testes feitos em Ribeirão Preto apontam que a mistura B30 (30% de biodiesel misturado ao diesel convencional) reduz a emissão de fumaças poluentes em 16% e de monóxido de carbono, em 11%.
Além disso, o biodiesel ganha mais força nesse novo contexto mundial, em que o mundo busca reduzir a “petrodependência”, ou seja, dependência ao petróleo. “Acredito que a longo prazo, com o avanço tecnológico, o biocombustível possa substituir quase que por completo o petróleo”, diz Barros.

 

Economia
Mais um fator importante a ser analisado é o econômico. O Agronegócio vinculado ao biodiesel gera e pode proporcionar muitos outros empregos no campo. Quase todas as matérias-primas utilizadas na extração do biodiesel, tais como mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, são de fácil cultivo em solo brasileiro. Segundo informações do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, a adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral, pode gerar mais de 200 mil empregos. A implantação de usinas de biocombustível em regiões mais carentes do país poderia fazer desses lugares pólos importantes de combustível renovável.
Em 2003, o consumo nacional de diesel foi de 38 milhões de metros cúbicos. Desse total, cerca de 10% foram importados, a um custo de aproximadamente 800 milhões de dólares. Com o uso do B2, o Brasil poderá substituir 760 milhões de metros cúbicos por ano. A utilização de B10 permitiria a substituição total do diesel importado.