| Simone
Boaventura
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Segunda-feira, 7 horas da
manhã, lê o jornal, vai trabalhar, passa
o olho em muitos relatórios, almoça, continua
a ler e ainda precisa se manter atualizado para continuar
trabalhando, pois, hoje, é importante se reciclar.
Ao chegar a noite, pára e percebe que de tudo
que leu não se lembra da maioria das informações.
Muitas pessoas passam por isso e não sabem o
que fazer com tanta informação. A internet
é um veículo que atualiza a cada minuto
suas informações, além dos jornais,
que saem diariamente, as revistas semanais e os livros
em lançamento. Existem vários meios de
manter-se atualizado, porém com tantas opções
o ser humano fica com fadiga no final do dia, e com
uma impressão de que não absorveu nada.
“Não tenho facilidade em memorizar o que
leio”, diz Adriana Baldan, 36 anos, casada, sem
filhos, consultora de marketing e docente em cursos
de graduação. Ela conta que criou uma
metodologia para isso. “Quando estou lendo algum
livro teórico por deleite, isto é, por
puro prazer e sem necessidade de utilizar as informações
em curto espaço de tempo, não tomo nenhuma
providência para 'registrar' as informações.
Porém, quando sei que utilizarei as informações
para o trabalho de consultoria ou em aula, faço
anotações dos principais tópicos.
Eu só registro (memorizo) a informação
que eu anoto. Por isso, tenho o hábito de 'fichar'
tudo o que leio”.
Segundo Sabrina Marques Faria, psicóloga, para
que a falta de memorização não
aconteça, primeiramente tem que saber organizar
o tempo e todas as informações que a pessoa
vai ler, estruturar o seu tempo entre os assuntos escolhidos,
ter a atenção voltada para aquilo que
se está lendo, pois se não for assim,
dá a impressão de que tudo que leu é
insuficiente para a memorização.
Se tiver muita tarefa no dia, a dica é fazer
um roteiro de tudo que tem para realizar. De manhã
vou fazer isso, à tarde aquilo, e assim por diante,
“o importante é seguir um roteiro, porque
senão você acaba acumulando ansiedade e
estresse”, diz Sabrina.
Baldan afirma que é difícil conciliar
tudo, pois seu dia é atribulado, ela começa
a trabalhar às 7h30 e pára por volta das
23 horas, sendo essa a única maneira de fazer
tudo que precisa. Além disso, tem uma agenda
apertada nos finais de semana. “Freqüentemente
trabalho o final de semana inteiro. Quando tenho uma
folga, separo apenas um dia para descansar”, conclui.
Em época de prova, chegou a ficar acordada na
madrugada também. É aí que vem
o estresse, porque há mais tarefas do que tempo
para realizá-las. Nesse caso entra a disciplina.
É o senso de responsabilidade que não
permite parar para descansar.
Sabrina comenta que os que têm serviços
em casa, efetuam uma atividade pensando em outra e isso
não é bom, precisa fazer uma tarefa de
cada vez e delimitar o tempo, este é um dos fatores
para não chegar ao estresse e conseguir ler o
que precisa. Afirma ainda que organizar completamente
o tempo em horários predefinidos é uma
das formas de não se chegar à fadiga;
o ideal é fazer uma rotina diária para
facilitar, “quando nos condicionamos, isso vira
um hábito”.
O fato de existirem pessoas que pensam ser menos propensas
para raciocinar determinado assunto é porque
não têm o hábito de ler, segundo
a psicóloga. Uma vez que comece a ler, 20 minutos,
meia hora que seja, o cérebro acostuma e é
claro que existem afinidades com determinada área
e assunto.
Exigência
profissional
De acordo com Evandro Mateus, diretor da “Eventus
Cursos e Treinamentos”, hoje a procura de cursos
é muito grande na área de informática,
porque ela está em tudo, qualquer ramo, tanto
industrial, como comercial e agrícola. Além
dos cursos, windows, word, exel e internet, tem uma
procura muito grande pelos cursos de administração,
secretariado, contabilidade, propaganda e marketing
e departamento de pessoal, já que todos são
realizados por meio do computador.
Décio de Souza Machado Júnior, Soulan
Recursos Humanos, que faz consultoria e assessoria para
empresas de Monte Alto, trabalha em função
de vagas que são abertas nas firmas clientes.
Segundo ele, as empresas buscam mão-de- obra
qualificada, porém hoje é o mais difícil
de conseguir. Algumas cidades não têm pessoas
que correspondam aos requisitos da empresa, por falta
de qualificação. Décio conta que
disputou uma vaga com 198 candidatos e passou em primeiro
lugar, “isso não significa ser muito inteligente,
somente tive a felicidade de, há 30 anos, quando
se abriu um concurso para nível 2º grau,
não tinha ninguém com curso superior.
Hoje a concorrência é maior, além
de pessoas com 2º grau, existe a necessidade do
nível superior”.
Já Adriana, para manter-se atualizada e com seus
empregos, capta informações diariamente,
em livros, internet, revistas de informação,
revistas especializas etc. “Neste sentido, não
há descanso. Não há feriado, nem
finais de semana. Leio todo dia”, porque tanto
para atuar como consultora ou para ministrar aulas,
o público para os quais trabalho (empresas e
alunos) necessita e exige informação e
conhecimento.
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