Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Compromisso com a qualidade do Ensino Superior

Destaque

TV digital: o que muda em relação à qualidade?

Expediente

COTIDIANO

Projeto social dedica-se aos
cuidados com animais domésticos

Universitários participam de Congresso em
São Bernardo do Campo

Grupo Folclórico Barão de Mauá
faz renascer a cultura regional

Um novo significado para Voluntariado

ESPORTE

Esportes adaptados às deficiências

MEIO AMBIENTE

Os vilões do clima

O Avanço do Biodiesel no Brasil

A Terra só conseguirá preservar a água com consciência social e uso racional

Comitês Hidrográficos lutam pela preservação da água

EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Informação aumenta,
mas ao mesmo tempo confunde

Comitê de Ética em Pesquisa

CIDADANIA

Diferentes sim, incapazes não

VI Gincana Verde e Branco

ATUALIDADE

À espera de um código de ética

O processo de repasse de verbas a uma entidade social

Perigo dentro de casa

5º Festival da Comunicação
da Barão de Mauá

COTIDIANO

Grupo Folclórico Barão de Mauá faz renascer a cultura regional

Universitários mostram que o Folclore não morreu

Foto: Assessoria Barão

Rogéria Gamba
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Olhares curiosos estão hipnotizados, em meio a movimentos de roupas coloridas. Uma alegria contagiante é notória. Adultos voltam ao passado e crianças têm a oportunidade de conhecer um pouco de sua cultura. Jovens, que trabalham de dia, estudam à noite e ainda conciliam o tempo para manter viva a cultura na região Sudeste do Brasil, assim é o Grupo Folclórico Barão de Mauá.
Com quatro anos de existência, o Grupo é formado por 34 alunos dos cursos de Geografia, História e Pedagogia da Barão.
O projeto é pioneiro entre os universitários da cidade e a idéia surgiu, em 2002, através de um workshop do curso de História, quando a professora Maria Luci C. Panazzolo sugeriu aos alunos que fizessem algo sobre o tema. Segundo ela, vários fatores contribuem para que as crianças e os jovens de hoje não se interessem por sua cultura, como a influência norte-americana, a TV que apresenta uma programação pouco regional e a própria falta de incentivo nas escolas. “Não há mais espaço na grade curricular para que os alunos aprendam a cantar, dançar, pintar, declamar e representar. Hoje não há necessidade de ser criativo, o computador é por nós”, comenta.
Só esse ano, já foram mais de dez apresentações, como o Aniversário dos 40 anos da Barão de Mauá, o IV Festival do Folclore de Cravinhos, a Semana da Pátria em Santa Rosa do Viterbo, a 6ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e o VI Workshop de Geografia e História da Mauá, evento com sucesso de público na apresentação da peça teatral “A Saga do Povo Guarani”.
O Grupo Folclórico Barão de Mauá apresenta além de danças folclóricas brasileiras, teatro, poesia e danças de salão.
Uma das integrantes, a estudante do curso de História, Talita F. de Sousa, que participa há dois anos, entrou para o Grupo, porque gosta muito de dançar e queria conhecer um pouco das danças típicas de outras regiões do Brasil. “Hoje, participar do Grupo Folclórico Barão de Mauá é muito importante para mim, pois além de manter viva a cultura regional, posso utilizar todo o conhecimento adquirido com os meus futuros alunos, preservando dessa forma a cultura”, relata.
Um pouco do folclore brasileiro
Comemorado no dia 22 de agosto, o folclore surgiu no Brasil através das misturas de raças entre índios e imigrantes como os portugueses, africanos, italianos e alemães.
O personagem mais conhecido dessa manifestação popular é o Saci-Pererê, menino negro de apenas uma perna que usa um gorro vermelho, fuma cachimbo e aparece e desaparece misteriosamente. Seu objetivo principal é assustar as pessoas que tentam destruir as florestas.
Uma das festas marcantes do folclore brasileiro é o carnaval, que acontece todos os anos com desfiles das escolas de samba, trios elétricos e danças em salões.
Devido ao crescimento das cidades, as manifestações folclóricas têm ocorrido cada vez menos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, mas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, as tradições continuam vivas. Na opinião da aluna do curso de história e integrante do Grupo Folclórico Barão de Mauá, Eva N. Ribeiro, “a cultura regional tem morrido em muitos lugares, pois muitos jovens só se interessam por aquilo que faz sucesso, o que é considerado moderno, buscando a cultura de países do primeiro mundo”, afirma. Já para o seu colega, Rogério L. Baldini, “Existe uma aculturação muito forte por parte do governo brasileiro que não se preocupa em trazer cultura e lazer ao jovem”, finaliza.

 

A história do folclore

O termo “folclore” foi criado pelo anglo-saxão, William John Thoms no fim do século XIX. Pesquisador da cultura européia, Thoms uniu os vocábulos ingleses “folk” (povo) e “lore” (conhecimento), formando assim o “folklore”, que significa “conhecimento popular”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, a letra “k” e o hífen, foram eliminados, tornando-se então, “folclore”. Segundo o “Minidicionário da Língua Portuguesa”, escrito pelo Prof. Francisco Bueno, a palavra é definida como o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; conjunto das canções populares de uma época ou região; estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes”.