| Pedro
Júnior
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Nas últimas semanas,
novos escândalos assombraram o governo federal,
os dois mais recentes foram os grampos no judiciário
e a encomenda de um dossiê contra os candidatos
do partido do PSDB à Presidência da República
e ao Governo de São Paulo. No andamento das investigações,
a Polícia Federal descobriu um novo esquema de
arrecadação de verbas públicas,
a “terceirização da Corrupção”,
como a grande mídia impressa tem chamado o novo
esquema que envolve ONGs (Organizações
não- governamentais) pertencentes a pessoas ligadas
ao Governo Federal. Logo, é necessário
entender como funciona o repasse de verbas para essas
instituições que prestam serviços
sociais para a comunidade menos favorecida, desde crianças
que precisam de educação especial até
idosos com necessidades específicas.
A Diretoria Regional de Assistência e Desenvol-vimento
Social (DRADS) é o órgão responsável
pelo repasse dessas verbas públicas na região
de Ribeirão Preto, e ela constitui uma Unidade
de Despesa Orçamentária, cuja sede é
localizada em São Paulo na Coordenadoria de Ação
Social.
A responsável pelo Núcleo de Convênios
da DRADS - Ribeirão Preto, Nadir Peti Nunes,
ressaltou algumas atribuições desse órgão
público estadual: “orientar e assistir
os municípios e entidades sociais na implementação
e no acompanhamento de políticas e programas
de assistência e desenvolvimento social sob orientação
técnica dos Grupos que compõem a Coordenadoria
e fomentar o estabelecimento e o aperfeiçoamento
das redes sociais locais, integrando a ação
dos Conselhos, municípios e entidades empresariais
e sociais”.
Além dessas funções, Nadir completa
que a DRADS acompanha e controla convênios e similares,
bem como avalia e emite pareceres técnicos acerca
dos trabalhos conveniados e sobre as entidades e organizações
sociais.
Uma entidade social que pertença a algum dos
municípios da região para poder receber
verbas do governo, é preciso que esta entidade
obtenha uma inscrição junto à Secretaria
e também esteja de acordo com a Resolução
SEADS-21.
Entretanto, para receber as verbas para a manutenção
de entidades, é necessário, além
dessa inscrição, estar incluso no Conselho
Municipal da Assistência Social de seu município,
que também fiscaliza as entidades averiguando,
juntamente com a DRADS, a veracidade e qualidade dos
serviços prestados à população.
Nadir completa que, se os municípios ou entidades
de assistência social não utilizarem os
recursos de acordo com o previsto no seu plano de trabalho
e dentro do prazo estabelecido, o Tribunal de Contas
(órgão fiscalizador de verbas públicas
nas três esferas de governo: Federal, Estadual
e Municipal) julga irregular sua prestação
de contas, proibindo assim os mesmos de receberem novos
recursos tanto nos âmbitos federal/estadual ou
municipal até que regularizem sua situação.
A DRADS de Ribeirão Preto abrange 24 municípios
pertencentes à sua área de atuação
e tem, em seu cadastro, 50 entidades sociais. Segundo
Nadir, são atendidas aproximadamente 20 mil pessoas
entre crianças, adolescentes, idosos, migrantes,
população de rua, famílias e pessoas
portadoras de deficiências, chegando ao valor
anual de repasse de quase 2 milhões e 500 mil
reais.
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