| Ana
Carla Pereira Alves
Monique Alves Barbosa
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Atualmente, Ribeirão
Preto possui três faculdades de medicina. A mais
antiga delas é a da Universidade de São
Paulo (USP). Essa riqueza de ensino médico deu
à cidade uma posição de destaque
que resultou na construção de um dos maiores
hospitais do interior do País. O Hospital das
Clínicas foi fundado em 31 de junho de 1956,
ano do centenário oficial da cidade, situado
na região central de Ribeirão. O prédio
foi doado por dona Sinhá Junqueira, que foi uma
importante colaboradora da saúde local.
Devido à grande evolução da Escola
de Enfermagem e da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto (USP), surgiu, então, a necessidade de
se construir uma nova unidade do HC. Em 1978, foi inaugurado
o HC Campus, na região onde hoje fica o bairro
Monte Alegre, e que veio a atender outros segmentos
da medicina.
O HC Campus possui uma área construída
de 137.668,58 m2, incluindo o terreno onde fica o prédio
do atual Hemocentro. Anos mais tarde, o edifício
da região central passou a atender somente os
casos de urgência e emergência, recebendo
a função de Unidade de Emergência
(H.C.U.E.). Atualmente, os dois complexos do Hospital
das Clínicas contam com uma equipe que ultrapassa
a sete mil profissionais, entre médicos (docentes
e residentes), enfermeiros e voluntários, que
lutam pela saúde e bem-estar da população.
São cerca de 600 mil atendimentos por ano.
Estrutura
Considerado pólo hospitalar de alta tecnologia,
o Hospital das Clínicas/RP vem ampliando seu
campo de atuação, ao promover inovações
que beneficiam pacientes de várias partes do
País. Dessa forma, contribui para o progresso
de trabalhos direcionados ao ensino médico, assistência
à população e pesquisas.
Cada ala do HC trata de problemas específicos,
de acordo com a necessidade do paciente. Ambulatórios,
Centros Cirúrgicos com aparelhos modernizados,
Serviço de Medicina Nuclear, Centro de Cardiologia
e o Centro de Reprodução Humana, o primeiro,
entre os hospitais públicos brasileiros a usar
o método de fertilização in vitro,
cujo bebê de proveta nasceu em 1993.
O hospital conta, ainda, com a quarta maior Unidade
de Transplante de Medula Óssea do País,
Unidade de Transplante Renal, Unidade de Radiologia,
Unidade de Queimados, entre vários outros departamentos.
“Para mim e para minha filha, tratar no HC é
muito bom. Já faz três anos que venho aqui”,
diz dona Orlanda Aparecida Ribeiro, que reside em Borborema
(a 130 km) e faz tratamento de asma há três
anos.
Multidisciplinar
O HC não possui somente médicos, enfermeiros
e profissionais da saúde. Conta com voluntários
que ajudam a humanizar o atendimento. A funcionária
Oda Maria Nunes, que é responsável pelo
acervo histórico do hospital, diz que acompanhou
esse processo. “Acompanhei a evolução
e o crescimento do HC. A humanização foi
uma das coisas mais gritantes que aconteceram e vai
continuar por muitos anos”.
Os voluntários participam de projetos como a
“Oficina de Contos”, que usa jogos e brincadeiras
na integração da criança com o
ambiente hospitalar, e da “Unidade de Apoio”,
que oferece estadia e alimentação a pacientes
e acompanhantes, de outras cidades ou estados. O trabalho
dos voluntários é coordenado pelo Serviço
Social Médico.
Pelas crianças
Outra iniciativa importante é o projeto HC Criança
que está construindo um hospital especializado
no atendimento de alta complexidade a crianças
e adolescentes. “Hoje o HC atende, por ano, entre
150 mil e 200 mil pacientes entre 0 e 18 anos. Os números
mostram a necessidade de se fazer um atendimento específico
de crianças e adolescentes, com uma abordagem
baseada no conceito da humanização”,
afirma o neurocirurgião Hélio Rubens Machado,
diretor clínico do projeto HC Criança.
Até agora já foram arrecadados R$ 18 milhões.
Para conseguir o dinheiro restante, junto à sociedade,
uma nova campanha de doações, por telefone
foi iniciada. O garoto propaganda do projeto é
o nadador Gustavo Borges, medalhista olímpico.
O projeto arquitetônico do HC Criança visa
dar um colorido especial ao hospital que vai funcionar
anexo à unidade campus. A fachada do prédio
deve ser pintada nas cores azul e amarela, para fugir
da idéia triste que passa o ambiente hospitalar.
No entorno do HC
Outra faceta do Hospital das Clínicas é
o fato de ele ser fonte indireta de sustento para várias
pessoas como os vendedores ambulantes e taxistas, que
dependem do movimento do local. Vale lembrar que Ribeirão
Preto, também possui outros hospitais com importantes
trabalhos em benefício da população,
como: a Santa Casa de Misericórdia, Beneficência
Portuguesa, Máter, Maternidade Sinhá Junqueira,
Hospital São Francisco, Hospital São Lucas,
Hospital Ribeirânia e Hospital São Paulo.
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