| Aline
Pereira de Souza
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Depois de fazer muito sucesso
nos Jogos Sul-Americanos, disputados no Brasil, em 2002,
com média diária de público de
6.000 pessoas, a modalidade, futebol de salão,
foi incluída nos jogos Pan-americanos de 2007,
no Rio de Janeiro. A inclusão é considerada
o primeiro passo para o possível reconhecimento
do futsal como esporte olímpico.
O que pouca gente sabe é que o futebol de salão
é criação brasileira. Foi na década
de 40, por jovens da Associação Cristã
de Moços (ACM), em São Paulo. Nas horas
de lazer eles improvisavam jogos nas quadras de basquete.
As equipes tinham de cinco a seis jogadores. Em pouco
tempo o futebol de salão tornou-se conhecido,
e passou a ser praticado em quase todo o país.
Na década de 50, surgiram as primeiras Federações
Estaduais, e, em 1955, foram criadas e homologadas as
primeiras regras, com a realização do
primeiro campeonato oficial. Neste mesmo ano o futebol
de salão foi oficializado pela Confederação
Brasileira de Desportos (CBD).
Adeus várzea
A rotina das pessoas, cada vez mais urbana, extinguiu
os campos de várzea (os “terrões”),
o que facilitou a disseminação da modalidade.
Atualmente, o futebol de salão é o lazer
de quase 12 milhões de pessoas, e vem ganhando
adeptos em todo o planeta, fenômeno impulsionado
pelo interesse de patrocinadores que enxergaram um grande
filão nesse esporte. O futsal deixou de ser um
simples lazer para se tornar um grande negócio.
O grande passo para sua internacionalização
foi quando a FIFA, em 1989, começou a administrar
os campeonatos. Desde então, a entidade realizou
os Torneios Mundiais. O Brasil, como berço do
esporte, é sempre considerado favorito.
Regional
Na região de Ribeirão Preto, as quadras
vivem diariamente lotadas e movimentam muito dinheiro.
Para os jogadores de final de semana, praticar futsal
é quase uma religião. O representante
comercial, Antônio Carlos, de 31 anos, é
um desses. “Não sei ficar sem o futebol
de salão, jogo pelo menos uma vez por semana.
Pratico desde os 15 anos, e hoje, com 31, não
me vejo sem esse esporte”.
Em sua maioria, os praticantes do futebol de salão
possuem entre 12 e 29 anos. O esporte não impõe
um porte físico específico. Tanto faz
se a pessoa for alta ou baixa, magra ou gorda, jovem
ou velha. O sonho de muitos meninos, no futebol, começa
em uma quadra, com a famosa bolinha pesada.
Segundo o professor de educação física,
Rogério Mendonça, seja qual for a idade,
a garotada continua aderindo à modalidade. “Difícil
é alguém faltar da escola sabendo que
vai poder jogar futsal naquele dia”.
Outro dado importante é o fato de o futebol de
salão estar conquistando também as mulheres.
Em algumas escolinhas já têm times e campeonatos
só para meninas.
A estudante, Laura Pereira de Souza, de 15 anos, conta
que não gostava de futebol, mas, depois que começou
a jogar na quadra da escola, tomou gosto pelo esporte.
“Hoje torço para chegar sexta-feira, na
aula de Educação Física, para poder
jogar futebol de salão. E eu não jogo
só na escola. Também jogo nos finais de
semana, pois tenho sorte das minhas amigas também
gostarem”.
Fãs ilustres
Craques como Pelé, Zico, Sócrates, Casagrande,
Edinho, Rivelino, Paulo César, Reinaldo, Robertinho,
Arturzinho, Juninho, Caio, Denilson, Leonardo, dentre
outros, praticaram o futsal antes de se consagrarem
nos campos. O exemplo mais recente é o de Ronaldinho
Gaúcho, eleito por duas vezes o melhor jogador
do mundo, nos campos. Vídeos caseiros, exibidos
por um comercial de televisão, revelaram que,
ainda criança, Ronaldinho Gaúcho já
driblava os adversários e fazia gols desconcertantes.
O jogador que começa no futsal adquire habilidade
para realizar um drible fácil e curto, devido
ao pequeno espaço em quadra. Aprende-se a conduzir
a bola perto do corpo, aprimora-se a qualidade do passe
e ajuda a desenvolver o senso de marcação.
Hoje, o brasileiro Falcão, é considerado
o melhor jogador de futsal do mundo. Ele bem que tentou
partir para o futebol de campo. Chegou a assinar contrato
com o São Paulo Futebol Clube, mas acabou preterido
pelo então técnico Émerson Leão.
Resultado: voltou para o seu habitat, a quadra.
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