| Olívia
Pereira
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O Atlas do Mercado Brasileiro,
da Gazeta Mercantil, publicou, em abril de 2006, o ranking
das 300 melhores cidades do Brasil para se investir.
De acordo com o levantamento da empresa Florenzano Marketing,
especializada em pesquisas de mercado, os municípios
listados abrigam 73% do mercado consumidor nacional.
Ribeirão Preto aparece na 56.ª posição,
com 122% a mais de avaliação, em relação
à média nacional.
São vários os fatores utilizados na medição
do dinamismo das cidades: aumento do Índice de
Potencial de Consumo (IPC), operações
bancárias (por habitante), variação
do Produto Interno Bruto (PIB soma de todas as riquezas
produzidas no país), criação de
empresas, licenciamento de veículos, gastos municipais
em saúde, educação, saneamento
básico e ciência e tecnologia (por habitante).
Os três primeiros colocados na lista são:
Paulínia (SP), que se destaca pela indústria
petroquímica, notadamente pela Refinaria do Planalto,
da Petrobrás; Macaé (RJ), cuja região
é líder brasileira na produção
de petróleo; e Rio Verde (GO), que se destaca
na pecuária, cultivo de grãos e na agroindústria.
Segundo a Gazeta Mercantil, o Brasil possui hoje 5.565
municípios. Entre as cidades da região
de Ribeirão Preto, que também têm
seus nomes citados na lista, destacam-se Sertãozinho
(39.º); Piracicaba (60.º); Campinas (85.º);
e Araras (87.º).
A pesquisa mostra, ainda, os gastos que cada município
teve (em milhares de reais), em áreas como alimentação,
saúde, lazer, educação e bens de
construção civil. Ribeirão Preto
tem um IPC de 0,512.
Motivos
Segundo a professora de história, Silvia Videira,
Ribeirão Preto é uma cidade de interior
com infra-estrutura de capital. Uma das regiões
mais ricas do Estado de São Paulo e do País.
“Além de apresentar elevado padrão
de vida (renda, consumo e longevidade), bons indicadores
sociais e localização próxima de
importantes centros consumidores, a região de
Ribeirão Preto também é um dos
principais centros universitários e de pesquisa
do Estado e do País, com destaque para as áreas
de saúde, o que a faz ser referência em
geração de tecnologia e mão- de-obra
qualificada”.
Batizada no passado como a “Capital do Café",
Ribeirão se consagrou como a Capital Brasileira
do Agronegócio, de acordo com a Associação
Brasileira do Agronegócio da Região de
Ribeirão Preto (ABAGRP). Para se ter idéia
da importância da atividade, que envolve todas
as cadeias produtivas desde a produção
e distribuição de insumos até a
comercialização de alimentos, fibras e
energia, no Brasil, ela é responsável
por 21% do PIB, 41% da pauta de exportações,
37% dos postos de trabalho, sendo o setor que mais gera
empregos por milhão de reais investido.
Considerada a 6ª cidade com o melhor índice
de desenvolvimento humano do Estado e a 21ª do
Brasil, segundo dados da ABAGRP, Ribeirão Preto
tem área de influência que se prolonga
por mais de 30 mil km2 e atinge 3 milhões de
pessoas em 85 municípios.
“Ribeirão Preto é o centro de uma
região privilegiada em termos econômicos.
O dinamismo da cidade colabora com o desempenho econômico
de toda a região. Essa característica
amplia as chances de sucesso dos negócios instalados
no município e a qualidade de vida dos moradores”,
conclui a professora.
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