Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

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Barão 40 anos (2)

Expediente

150 anos RP

150 ou 153 anos?

Cidade da Comunicação

Nem tudo é festa

COTIDIANO

União de esforços

Top 100!

4º Arraiá da
Barão de Mauá

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Intercâmbio de conhecimento

Palavras do mestre

Revista científica Dialogus foi lançada
na X Semana de Estudos
de História e Geografia

Barão de Mauá comemora 40 anos
com missa, teatro, festa e inauguração de duas bibliotecas

COMPORTAMENTO

Bares verdes e amarelos

Ambição positiva

ESPORTE

Futsal no Pan 2007

Quero ser craque!

SAÚDE

HC 50 anos

Colesterol e as doenças no coração

COTIDIANO

União de esforços

Voluntários realizam projeto social que ajuda comunidade carente de Batatais

O projeto “Viver Bem o Amanhã” realiza atividades de recreação durante o ano
Foto: Divulgação

Mariana Bruno da Silveira
Thiago Julião
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Está nos dicionários: grupo; parte homogênea de um conjunto em uma determinada classificação; conjunto de pessoas com atividades, comportamentos, atitudes ou objetivos em comum. Foi baseada nessa definição que, há um ano, a auxiliar administrativa, Lídia Augusto de Castro, de 32 anos, moradora em Batatais, teve a idéia de convidar os amigos para criar um grupo de voluntários.
O projeto “Viver Bem o Amanhã” conta 25 abnegados, sendo 10 colaboradores efetivos e os demais, prestam ajuda indiretamente, de forma esporádica. Dentre os participantes, há cabeleireiros, comerciantes, auxiliares administrativos, empresários e um engenheiro civil. Diferentes segmentos profissionais que trabalham por um mesmo objetivo: ajudar o próximo.
E como nem sempre é possível ajudar uma cidade inteira, a estratégia acaba sendo escolher uma comunidade mais carente, como foi o caso da região onde fica a rua vereador Jácomo Rossini, conhecida como antiga estrada do Matadouro, em Batatais.
De acordo com o voluntário do projeto, o engenheiro civil Geraldo Antonelli, de 32 anos, a escolha pelo local ocorreu através de uma antiga empregada doméstica, que trabalhou na casa da Lídia e que residia no local. Isso a colocou em contato com os moradores, e assim, constatou-se uma grande concentração de famílias em difícil situação socioeconômica.
O controle do número de beneficiados é feito pelo grupo e pela prefeitura. São, em média, 330 crianças de 65 famílias. Não há como precisar o número exato, devido à rotatividade de agregados que chegam e deixam esses núcleos familiares.
Uma das iniciativas mais aguardadas pelos moradores da antiga estrada do matadouro, é a sopa, idéia pioneira do projeto, que atualmente, é servida aos sábados, em local provisório: o escritório do engenheiro.
As ações não se restringem à alimentação. O projeto também busca matar a fome de cultura. Durante todo o ano são promovidas seções de vídeo, atividades de recreação, festa junina e outros eventos comemorativos, sempre com o suporte do voluntariado. “Na realidade, a sopa não é o principal para nós, porque temos a consciência que não basta só dar o alimento, mas também condições para que a pessoa busque de uma forma digna seu sustento e sinta-se valorizada”, destaca Antonelli.
O projeto é mantido integralmente pelos voluntários, por pessoas próximas aos colaboradores, integrantes da comunidade e, às vezes, com a ajuda de clubes de serviços (Lyons e Rotary). Durante o ano também são promovidos rifas e bazares de materiais, móveis e roupas, frutos de doações.
Ainda segundo Antonelli, o grupo estuda o desenvolvimento de cursos profissionalizantes, aulas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DST), além de conservação e manutenção de alimentos. “É para motivar essas pessoas, dar também oportunidade, para não colaborar com o que chamo de comodismo sócia”.
O próximo passo será transformar o grupo em uma ONG (Organização Não-Governamental), para que o projeto ganhe força e consiga um local apropriado para a distribuição da sopa. O maior obstáculo é a escassez de colaboradores efetivos. “Faltam pessoas que estejam comprometidas e não apenas envolvidas. A prática de atos solidários, como o voluntariado, não beneficia apenas quem recebe, mas também quem realiza. Nos dá uma sensação de que somos úteis. Nada paga um carinho, um abraço incondicional de uma criança”, revela Antonelli. Essa “troca” também foi sentida no depoimento de dona Maria das Graças de Oliveira, de 57 anos. Dona de casa humilde que luta para sobreviver. “É ótimo o trabalho deles. Aqui nós precisamos muito. As crianças também são ajudadas. Meu filho de 12 anos ganhou um curso de computação, graças a eles”.