| Ana
Carolina Domenes Carreira
Rodolpho de Castro Barbosa
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Sete de setembro de 1884.
Foi nessa data que surgiu o primeiro veículo
de comunicação de Ribeirão Preto,
que ainda era subordinada à comarca de São
Simão. O jornal A Lucta enfocava a produção
literária e contava com a participação
de personalidades da sociedade da época. O semanário
encontrou forte oposição dos governantes
da época, sendo fechado dois anos depois.
Por mais de uma década Ribeirão ficou
sem nenhum canal de notícias, até que,
em 1º de junho de 1898, o escritor Juvenal de Sá
Macedo fundou o Diário da Manhã. Em 1907,
a publicação foi vendida ao jornalista
Costábile Romano que a dirigiu por mais de três
décadas, tendo implantado uma inovação
no ramo, a impressão com as máquinas de
linotipo (mais rápidas e precisas).
Após a administração de Romano,
o jornal sofreu novas mudanças, editoriais e
administrativas, resistindo até 1990 quando deixou
de circular.
O 3º veículo impresso de Ribeirão
Preto foi o jornal A Cidade, fundado em 1º de janeiro
de 1905. É a única publicação
local a completar 101 anos de circulação
ininterrupta. Atualmente, é o jornal mais vendido
nas bancas. Outros jornais importantes foram: A Tarde,
Diários de Notícias, A Palavra, O Domingão,
todos extintos, e, mais recentemente, o jornal O Diário,
Enfim, Verdade, Tribuna Ribeirão, Gazeta Ribeirão
e a Folha Ribeirão (Caderno encartado na Folha
de S. Paulo).
Fenômeno
Através dos jornais, os ribeirão-pretanos
tomaram conhecimento sobre um novo veículo de
comunicação que surgia nos Estados Unidos
e na Europa, e que chegou ao Brasil em 1922: o rádio.
Foi quando um grupo de cidadãos, que estudava
a telegrafia e a radiotelegrafia, resolveu aprofundar
seus conhecimentos sobre a radiodifusão. Em 23
de dezembro de 1924 era fundado o Rádio Club
de Ribeirão Preto, formado por comerciantes,
profissionais liberais e intelectuais. Mais tarde o
Club ganhou o nome de PRA-7 (Prefixo Radiofônico
nº 7), conforme a legislação da época.
Foi a primeira emissora de rádio de Ribeirão
Preto, do interior de São Paulo e a sétima
do país. No início, a PRA-7 permanecia
no ar por um curto período, quase sempre depois
do meio-dia. Não havia uma hora definida para
entrar ou sair do ar. Com o passar dos anos e melhorias
estruturais (foi a primeira do país a ter um
prédio planejado, especificamente, para abrigar
uma emissora de rádio), a PRA-7 tornou-se uma
das principais referências de rádio brasileiro,
concorrendo com emissoras, do porte da Rádio
Tupi, Rádio Nacional do Rio e Tupi de São
Paulo. Depois surgiram, a Rádio 79, Cultura,
Colorado e Renascença (hoje CMN 750). Hoje a
realidade da rádio AM (Amplitude Modulada) é
bem diferente, segundo Luís Carlos Briza, hoje
colunista esportivo do Jornal Tribuna Ribeirão
que tem uma longa trajetória pelas rádios
locais, "O rádio AM, em Ribeirão
Preto, já teve muito mais força que hoje.
Perdeu credibilidade. Os empresários e profissionais
da área pararam de investir, por conta de outros
novos meios de comunicação, acabando aos
poucos com o jornalismo sério de rádio",
desabafa.
Profissionais de rádio afirmam que o surgimento
da FM (Freqüência Modulada), contribuiu para
o declínio do tradicional rádio AM. As
FM chegaram utilizando ondas sonoras mais curtas e de
alcance menor. Desta forma, ofereceu melhor qualidade
de som, com maior fidelidade, priorizando a música
em sua programação. A rádio Clube
FM, entrou em operação em 1976 e foi a
primeira delas. Além dela, atualmente, existem
as rádios, Diário, Melody, Conquista,
Jovem Pan, USP, Difusora, Band, Mix entre outras.
Imagem e som
No final da década de 40, só havia emissoras
de rádio. A televisão, que uniu imagem
e som, só entrou no ar em 1950, com a Rede Tupi,
de Assis Chateaubriand, que, em pouco tempo, começou
a expandir seu mais novo empreendimento. E no dia 2
de dezembro de 1959, a TV Tupi chegou a Ribeirão
Preto. Em pouco tempo conquistou a preferência
da população. A TV Tupi retransmitia a
programação da matriz, além de
dispor de um jornal ancorado por profissionais locais
e um jornalístico semanal com uma hora de duração.
“O fundamento do jornalismo sempre foi e será
o mesmo: informar e descrever os fatos da maneira mais
clara. Mas com a chegada da TV tudo ficou mais rápido
e mais completo”, relata Paulo de Sá, jornalista
e publicitário.
Mas o sonho da TV local durou pouco mais de dois anos.
Durante um temporal, a torre de transmissão da
TV Tupi, que ficava em um edifício no centro
da cidade, caiu e o canal nunca mais voltou ao ar. Somente
18 anos depois surgiria outra emissora de televisão
na cidade. Surgia a TV Ribeirão, hoje EPTV (Emissoras
Pioneiras de Televisão), que retransmitia a programação
da Rede Globo, além de manter horários
para programas locais, principalmente jornalísticos.
Esse modelo híbrido com a mistura de programação
nacional com local, também foi adotado por emissoras
que surgiram depois: SBT (Sistema Brasileiro de Televisão),
TV Clube (afiliada à Rede Bandeirantes), TV Record,
Rede Família e TV Thathi.
Sempre que aparece um novo meio de comunicação
ele provoca modificações nos demais, e
na relação dos veículos com o público.
No caso de Ribeirão Preto, as comunicações
se confundem com a própria história da
cidade. Fazem parte da vida, da cultura do ribeirão-pretano.
O fenômeno mais recente é a Internet com
a expectativa do que mais virá pela frente nos
próximos 150 anos de história.
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