Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Barão 40 anos (1)

Barão 40 anos (2)

Expediente

150 anos RP

150 ou 153 anos?

Cidade da Comunicação

Nem tudo é festa

COTIDIANO

União de esforços

Top 100!

4º Arraiá da
Barão de Mauá

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Intercâmbio de conhecimento

Palavras do mestre

Revista científica Dialogus foi lançada
na X Semana de Estudos
de História e Geografia

Barão de Mauá comemora 40 anos
com missa, teatro, festa e inauguração de duas bibliotecas

COMPORTAMENTO

Bares verdes e amarelos

Ambição positiva

ESPORTE

Futsal no Pan 2007

Quero ser craque!

SAÚDE

HC 50 anos

Colesterol e as doenças no coração

150 anos RIBEIRÃO PRETO

Cidade da Comunicação

Nos 150 anos de Ribeirão Preto, as comunicações revolucionaram a vida da cidade

Foto: Arquivo pessoal - Porto Alegre

Ana Carolina Domenes Carreira
Rodolpho de Castro Barbosa
_____________________________________

 

Sete de setembro de 1884. Foi nessa data que surgiu o primeiro veículo de comunicação de Ribeirão Preto, que ainda era subordinada à comarca de São Simão. O jornal A Lucta enfocava a produção literária e contava com a participação de personalidades da sociedade da época. O semanário encontrou forte oposição dos governantes da época, sendo fechado dois anos depois.
Por mais de uma década Ribeirão ficou sem nenhum canal de notícias, até que, em 1º de junho de 1898, o escritor Juvenal de Sá Macedo fundou o Diário da Manhã. Em 1907, a publicação foi vendida ao jornalista Costábile Romano que a dirigiu por mais de três décadas, tendo implantado uma inovação no ramo, a impressão com as máquinas de linotipo (mais rápidas e precisas).
Após a administração de Romano, o jornal sofreu novas mudanças, editoriais e administrativas, resistindo até 1990 quando deixou de circular.
O 3º veículo impresso de Ribeirão Preto foi o jornal A Cidade, fundado em 1º de janeiro de 1905. É a única publicação local a completar 101 anos de circulação ininterrupta. Atualmente, é o jornal mais vendido nas bancas. Outros jornais importantes foram: A Tarde, Diários de Notícias, A Palavra, O Domingão, todos extintos, e, mais recentemente, o jornal O Diário, Enfim, Verdade, Tribuna Ribeirão, Gazeta Ribeirão e a Folha Ribeirão (Caderno encartado na Folha de S. Paulo).

 

Fenômeno
Através dos jornais, os ribeirão-pretanos tomaram conhecimento sobre um novo veículo de comunicação que surgia nos Estados Unidos e na Europa, e que chegou ao Brasil em 1922: o rádio. Foi quando um grupo de cidadãos, que estudava a telegrafia e a radiotelegrafia, resolveu aprofundar seus conhecimentos sobre a radiodifusão. Em 23 de dezembro de 1924 era fundado o Rádio Club de Ribeirão Preto, formado por comerciantes, profissionais liberais e intelectuais. Mais tarde o Club ganhou o nome de PRA-7 (Prefixo Radiofônico nº 7), conforme a legislação da época. Foi a primeira emissora de rádio de Ribeirão Preto, do interior de São Paulo e a sétima do país. No início, a PRA-7 permanecia no ar por um curto período, quase sempre depois do meio-dia. Não havia uma hora definida para entrar ou sair do ar. Com o passar dos anos e melhorias estruturais (foi a primeira do país a ter um prédio planejado, especificamente, para abrigar uma emissora de rádio), a PRA-7 tornou-se uma das principais referências de rádio brasileiro, concorrendo com emissoras, do porte da Rádio Tupi, Rádio Nacional do Rio e Tupi de São Paulo. Depois surgiram, a Rádio 79, Cultura, Colorado e Renascença (hoje CMN 750). Hoje a realidade da rádio AM (Amplitude Modulada) é bem diferente, segundo Luís Carlos Briza, hoje colunista esportivo do Jornal Tribuna Ribeirão que tem uma longa trajetória pelas rádios locais, "O rádio AM, em Ribeirão Preto, já teve muito mais força que hoje. Perdeu credibilidade. Os empresários e profissionais da área pararam de investir, por conta de outros novos meios de comunicação, acabando aos poucos com o jornalismo sério de rádio", desabafa.
Profissionais de rádio afirmam que o surgimento da FM (Freqüência Modulada), contribuiu para o declínio do tradicional rádio AM. As FM chegaram utilizando ondas sonoras mais curtas e de alcance menor. Desta forma, ofereceu melhor qualidade de som, com maior fidelidade, priorizando a música em sua programação. A rádio Clube FM, entrou em operação em 1976 e foi a primeira delas. Além dela, atualmente, existem as rádios, Diário, Melody, Conquista, Jovem Pan, USP, Difusora, Band, Mix entre outras.

 

Imagem e som
No final da década de 40, só havia emissoras de rádio. A televisão, que uniu imagem e som, só entrou no ar em 1950, com a Rede Tupi, de Assis Chateaubriand, que, em pouco tempo, começou a expandir seu mais novo empreendimento. E no dia 2 de dezembro de 1959, a TV Tupi chegou a Ribeirão Preto. Em pouco tempo conquistou a preferência da população. A TV Tupi retransmitia a programação da matriz, além de dispor de um jornal ancorado por profissionais locais e um jornalístico semanal com uma hora de duração. “O fundamento do jornalismo sempre foi e será o mesmo: informar e descrever os fatos da maneira mais clara. Mas com a chegada da TV tudo ficou mais rápido e mais completo”, relata Paulo de Sá, jornalista e publicitário.
Mas o sonho da TV local durou pouco mais de dois anos. Durante um temporal, a torre de transmissão da TV Tupi, que ficava em um edifício no centro da cidade, caiu e o canal nunca mais voltou ao ar. Somente 18 anos depois surgiria outra emissora de televisão na cidade. Surgia a TV Ribeirão, hoje EPTV (Emissoras Pioneiras de Televisão), que retransmitia a programação da Rede Globo, além de manter horários para programas locais, principalmente jornalísticos. Esse modelo híbrido com a mistura de programação nacional com local, também foi adotado por emissoras que surgiram depois: SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), TV Clube (afiliada à Rede Bandeirantes), TV Record, Rede Família e TV Thathi.
Sempre que aparece um novo meio de comunicação ele provoca modificações nos demais, e na relação dos veículos com o público. No caso de Ribeirão Preto, as comunicações se confundem com a própria história da cidade. Fazem parte da vida, da cultura do ribeirão-pretano. O fenômeno mais recente é a Internet com a expectativa do que mais virá pela frente nos próximos 150 anos de história.