Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Abrindo as páginas do portifólio

Expediente

POLÍTICA e ECONOMIA

Ribeirão Preto adere ao movimento
“De Olho no Imposto”

Álcool ou gasolina?

COTIDIANO

Na hora de montar uma república,
móveis usados podem ser a solução

Estágios durante a universidade
proporcionam mais chances de emprego

Gilberto Dimenstein
faz palestra no Barão de Mauá

Documentos digitalizados
facilitam atendimento do Poupatempo

O outro lado do Imposto de Renda

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Seres Humanos monitorados

Odontologia estética esculpe sorrisos perfeitos

Controle de qualidade

Barão de Mauá recebe importante
Simpósio da Região Sudeste

Ônibus urbano ganha televisão em Ribeirão Preto

CULTURA

Concertos para a juventude

Portas abertas para o conhecimento

ESPORTE

Tradição do futebol de Ribeirão Preto
não livra clubes da “pindaíba”

Fanático por colecionar

SAÚDE

Propaganda sobre medicamentos
pode ser vetada

Sono Polifásico: opção para otimizar o tempo

SAÚDE

Sono Polifásico: opção para otimizar o tempo

Muito utilizado por estudantes, o método não pode ser usado de forma prolongada

Foto: Maiucha Belavenuto

Olívia Pereira
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Dormir bem, durante pelo menos oito horas diárias, é uma questão de saúde pública, dizem os especialistas. Mas nem todos conseguem exercitar o sono de forma adequada. São comuns as reclamações de quem dorme pouco. Incomuns são os relatos de quem dedica pouco tempo ao descanso, e mesmo dormindo pouco, se sentem revigorados, demonstrando energia e capacidade de colocar os pensamentos em ordem. Uma das técnicas adotadas para alcançar esse resultado é o chamado “Sono Polifásico”. É muito usada por estudantes e que precisam dividir o sono em etapas.
Segundo o médico Ademir Baptista da Silva, especialista do sono pela Universidade de São Paulo (USP), dividir o sono em várias fases pode ser uma saída para otimizar o tempo, seja para agüentar firme depois de um show, ou para que uma pessoa dê conta do trabalho. “Basicamente, quem precisa reduzir bruscamente as horas de sono, diárias, deve tirar cochilos de, no máximo, 20 minutos, a cada seis horas”. Além de aumentar a resistência, segundo o médico, a prática do Sono Polifásico garante as necessidades fisiológicas básicas do organismo, amenizando os efeitos provocados pelo desgaste de quem fica muito tempo acordado, como ansiedade, irritação, alterações de percepção e dificuldade de aprendizado.
No contexto de privação de sono, a tendência é que durante as sonecas o corpo vá direto para os estágios mais profundos, que apresentam maiores efeitos fisiológicos de recuperação. Em geral, as pessoas só aproveitam cerca de 30% do tempo de repouso, explica a reumatologista e imunologista ribeirão-pretana, Daniela Aparecida de Moraes. “Quando uma pessoa dorme em etapas, o cérebro passa a reconhecer a urgência do sono e não perde tempo com o superficial; vai direto ao ponto que interessa”.
Os defensores do Sono Polifásico se baseiam no fato de que a maioria dos mamíferos dorme desse jeito. O cão é um exemplo. Os seres humanos, supostamente, tinham um comportamento parecido com o dele quando a sobrevivência se resumia em comer e dormir.
O estudante do quarto ano de Física Médica da USP - Ribeirão Preto, Alexandre Colello Bruno, 23 anos, pratica o Sono Polifásico. Ele diz que utilizou a técnica pela primeira vez quando estava em fase pré-vestibular. Ainda hoje o estudante utiliza-se dela para otimizar seu tempo. “Em época de provas, quando sempre tenho muita matéria para estudar, além de muitos trabalhos, faço uso do Sono Polifásico. É uma saída, já que ele me proporciona mais tempo para que eu possa completar as minhas atividades”.
Alexandre ressalta, entretanto, que o corpo não suportou a prática prolongada dessa técnica. “Não faço isso por muito tempo, senão o meu corpo não agüenta. É melhor dormir apenas uma hora e meia à noite e cochilar por curtos períodos durante o dia, do que dormir por quatro horas seguidas à noite e passar o resto do dia acordado”. Especialistas também recomendam que a prática do Sono Polifásico não deva ser prolongada.
A professora Rosangela Bezerra, 45 anos, não acredita na eficiência do Sono Polifásico. “Para mim, é impossível ficar dormindo desta maneira, mesmo que seja por pouco tempo. Uma boa noite de sono é fundamental para que eu possa levantar bem no outro dia”.

Origem
Em 1920 surgiu o primeiro conceito de Sono Polifásico, depois que estudos constataram que a maioria dos mamíferos (mais de 86% das espécies) dormia dessa forma.
O neurologista Claudio Stampi, fundador do Chronobiology Research Institute, em Boston, nos Estados Unidos, considerado um dos principais especialistas em Sono Polifásico no mundo, foi quem começou a pesquisar essa prática como forma de reduzir os efeitos da falta de sono. Foi na década de 90, com navegadores solitários, que não podiam dormir por muito tempo, em alto-mar.
O Sono Polifásico também é adotado no treinamento de astronautas, de fuzileiros navais e dos soldados americanos que fazem parte da tropa de elite.