| Vânia
Helisa dos Santos
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A Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA) colocou
em consulta pública a proposta com novas regras
para a inserção de publicidade de medicamentos
na mídia.
De acordo com a proposta a veiculação
de propagandas dos medicamentos com prescrição
médica só seria permitida para os profissionais
da área de saúde, e para o público
em geral, será isenta de qualquer informação
que não retrate de maneira clara e objetiva sobre
os benefícios e contra indicações
provocados pelos remédios.
Ainda segundo a proposta, as imagens de pessoas nas
propagandas televisivas devem ser substituídas
por ilustrações técnicas do corpo
humano ou ainda pela embalagem do produto. As expressões
que insinuem recomendações feitas por
especialistas, exemplo: “produção
natural”, “única alternativa de tratamento”,
“sem contra indicações” e
“indicado para toda família”, deverão
ser substituídas por: “Venda sob prescrição
médica”, “Isto é um medicamento.
Seu uso pode trazer riscos e efeitos colaterais. Leia
atentamente a bula e, em caso de dúvida, consulte
o médico ou a orientação de um
farmacêutico”.
Para a farmacêutica, Lorraine Garbelini, a nova
proposta é válida porque informa e incentiva
os consumidores a procurarem especialistas e a praticarem
o uso racional dos medicamentos, Garbelini ainda declara
que “as indústrias têm poder e devem
tentar”.
Entre as novidades propostas pela ANVISA está
a obrigação de que as embalagens de amostras
grátis dos medicamentos sob prescrição
contenham informações sobre reações
adversas.
Outro indicativo pela ANVISA é a obrigato-riedade
de que os brindes sejam entregues apenas aos profissionais
de saúde habilitados a prescrever os medicamentos.
Para a propagandista de remédios, Aline Tavares,
as medidas propostas não mudam a realidade atual.
“Ninguém compra remédio porque o
nome está publicado em uma caneta. Compra porque
o vizinho tomou, o amigo tomou, (...) não existe
uma fiscalização eficaz inibindo a venda
de remédios sob prescrição médica,
o que acaba facilitando o uso impróprio pelos
pacientes”.
Já o publicitário e professor universitário,
Quico Soares, acredita que o correto é procurar
esclarecer sobre o produto, “a propaganda feita
com ética deve conter informações
e formações sobre o produto, e não
somente vender”.
As novas regras propostas pela Consulta Pública
nº 84, da ANVISA, podem ser visualizadas no site
www.anvisa.gov.br.
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