Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Abrindo as páginas do portifólio

Expediente

POLÍTICA e ECONOMIA

Ribeirão Preto adere ao movimento
“De Olho no Imposto”

Álcool ou gasolina?

COTIDIANO

Na hora de montar uma república,
móveis usados podem ser a solução

Estágios durante a universidade
proporcionam mais chances de emprego

Gilberto Dimenstein
faz palestra no Barão de Mauá

Documentos digitalizados
facilitam atendimento do Poupatempo

O outro lado do Imposto de Renda

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Seres Humanos monitorados

Odontologia estética esculpe sorrisos perfeitos

Controle de qualidade

Barão de Mauá recebe importante
Simpósio da Região Sudeste

Ônibus urbano ganha televisão em Ribeirão Preto

CULTURA

Concertos para a juventude

Portas abertas para o conhecimento

ESPORTE

Tradição do futebol de Ribeirão Preto
não livra clubes da “pindaíba”

Fanático por colecionar

SAÚDE

Propaganda sobre medicamentos
pode ser vetada

Sono Polifásico: opção para otimizar o tempo

POLÍTICA e ECONOMIA

Álcool ou gasolina?

Com a alta no preço do álcool o consumidor deve fazer as contas antes de abastecer

Foto: Maiucha Belavenuto

Simone Boaventura
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Muitos jovens não vêm a hora de completar 18 anos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação e sair dirigindo. Mas para tanto é preciso comprar um carro. A estudante Natália Nicoletti, de 17 anos, conta os dias para que isso aconteça. Mas com a mensalidade do curso de secretariado executivo pela frente, o dinheiro virou preocupação. Ela sabe do aperto econômico, por isso, quando decidir comprar um carro, o jeito será escolher um modelo bastante econômico. Mas, afinal, qual veículo escolher? Um movido à gasolina ou a álcool?
Para o economista e professor do Centro Universitário Barão de Mauá, César Augusto Neves de Souza, a crise econômica mundial, instalada nos últimos anos, e a disparada dos preços mundiais do petróleo, geraram a busca por um combustível alternativo que possa substituir os chamados “combustíveis fósseis”. “Por esse motivo o álcool brasileiro, em função de vários fatores ligados a sua produção, apresenta-se de maneira incisiva, como sendo essa alternativa, agregando enorme valor a si próprio (...) quando se aumenta a importância dada a um produto, como o álcool, ele acaba ficando mais caro”, observa.
O ideal, segundo especialistas, é que o litro de álcool combustível custe no máximo o equivalente a 70% do litro da gasolina. Desta forma ele continuaria compensador para o bolso do cidadão. Além disso, existem as vantagens ambientais, pelo fato do álcool não ser poluente.
De acordo com o mecânico Emanuel Natalino Nascimento, a grande vantagem do álcool é o preço menor, mas no aspecto operacional a gasolina apresenta um melhor desempenho. “Se você tem carro a álcool e acorda atrasado, na hora de ligar o veículo, ele não pega, porque está frio, (...) o rendimento do carro a gasolina, em quilometragem, é maior que o do carro a álcool”, afirma Emanuel. Significa dizer que, com o tanque cheio, percorre-se uma distância maior com o carro movido à gasolina.

Queda de braço
O governo federal e as usinas de cana-de-açúcar fizeram uma negociação para tabelar e reduzir o preço do álcool combustível no valor cobrado das usinas para os postos de abastecimento, porém, o que se viu foi o aumento no preço do produto. Com isso, o consumidor foi o maior prejudicado.
Para tentar controlar o preço do álcool, o governo decidiu diminuir a quantidade do produto na gasolina. Baixou de 25% para 20% o volume adicionado. Mesmo assim não adiantou. Com o “fenômeno” dos veículos flex, aumentou a opção dos motoristas pela gasolina. Segundo o gerente de posto, Luiz Nicoletti, atualmente sete em cada dez carros flex abasteciam com álcool. Agora houve uma inversão da preferência, na mesma proporção, “a gasolina acabou ganhando mais força”. Nicoletti também conta que possui um carro movido a álcool, e que costumava levar o filho à escola. Agora, para economizar, optou pelo serviço de Van.
O reflexo da alta no preço do álcool, também fez com que os veículos abastecidos com o produto ficassem desvalorizados. De acordo com Ricardo Gerbasi, diretor de uma concessionária de carros novos, em Ribeirão Preto, a procura por carros movidos por um só tipo de combustível despencou. “Agora, a novidade é o carro flex”. Ele diz que o interesse em produzir o carro bi-combustível veio das indústrias, pelo fato de não ter mais que produzir dois carros. A única diferença é o valor dos impostos, que é maior em relação aos outros. “Se o preço do carro flex for diferente do carro simples, é por outro motivo e não porque o modelo é diferente”, observa Gerbasi. “Agora 90% dos carros que saem da fábrica são flex. Para as concessionárias isso foi bom, porque não vamos precisar ter o dobro de estoque na loja”, completa.

Safra salvadora
Geralmente, o período de alta no preço do álcool ocorre durante a entressafra, quando diminui a oferta do produto no mercado. Agora, com o reinício da safra a tendência é de que o valor do litro comece a diminuir. É a chamada lei da oferta e da procura.
Para saber qual a melhor opção na hora de abastecer o carro flex, basta multiplicar o preço da gasolina por 70%. O resultado é o valor que realmente compensa para o abastecimento a álcool.