| André
Luiz Estevan
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Há anos a paixão
pelo esporte acompanha o gosto por colecionar. Esta
é a marca registrada do esportista e agente administrativo,
Gilberto Chiquito, morador em Guariba, há 60
km de Ribeirão Preto.
Desde criança, ele é um amante do esporte.
Apesar de praticar e conhecer o futebol, Chiquito procurou
uma opção diferente. Começou a
praticar o jogo de Futebol de botão, tão
tradicional na infância e adolescência,
mas que, cada vez mais, é adorado pelos adultos.
O futebol de mesa, como é oficialmente conhecido,
é praticado como esporte oficial no Brasil desde
1988. Possui filiações e registros dos
jogadores. Através do Conselho Nacional de Desportos
(CND), foram definidas três regras básicas
para a modalidade: a baiana, a paulista e a carioca.
Chiquito, juntamente com o seu irmão, Ginaldo,
montaram campeonatos em que eles exibem os times de
futebol de botão, que colecionam desde 1974.
Apesar de nunca ter participado de campeonatos oficiais,
esse fanático por futebol de botão, aprofundou-se
no assunto e criou regras próprias. “Nos
campeonatos que promovo seguimos as regras que fizemos,
mas, elas não são tão diferentes
das regras oficiais, (...) no Brasil existem alguns
campeonatos oficiais de futebol de botão, através
de confederações e com premiações,
mais o número de jogadores profissionais é
reduzido. Por conta da globalização, da
internet e dos jogos virtuais, a fantasia existente
em torno do jogo acabou se perdendo por gerações”,
observa.
Hoje, Chiquito é o segundo maior colecionador
de times de futebol de botão no Brasil. Possui
cerca de 1.500 equipes brasileiras, todas em atividade.
Quanto à prática dessa modalidade, ele
afirma que realmente é pra quem gosta. “As
dificuldades irão aparecer, mas, quando o amor
e a determinação falam mais alto, não
há dinheiro no mundo que pague o prazer de jogar
futebol de botão”.
O acervo de Chiquito conta com camisas de diversas agremiações
do Brasil e do mundo, inúmeros cartões
postais, papel moeda e ainda ele possui um dos maiores
acervos do mundo de CD`s de bandas gaúchas (música
raiz).
E o “colecionador” não pretende parar.
Ele aguarda homologação para oficializar
seu cadastro no Livro dos Recordes. Assim pretende se
tornar, oficial-mente, um dos maiores colecionadores
do mundo.
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