Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Abrindo as páginas do portifólio

Expediente

POLÍTICA e ECONOMIA

Ribeirão Preto adere ao movimento
“De Olho no Imposto”

Álcool ou gasolina?

COTIDIANO

Na hora de montar uma república,
móveis usados podem ser a solução

Estágios durante a universidade
proporcionam mais chances de emprego

Gilberto Dimenstein
faz palestra no Barão de Mauá

Documentos digitalizados
facilitam atendimento do Poupatempo

O outro lado do Imposto de Renda

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Seres Humanos monitorados

Odontologia estética esculpe sorrisos perfeitos

Controle de qualidade

Barão de Mauá recebe importante
Simpósio da Região Sudeste

Ônibus urbano ganha televisão em Ribeirão Preto

CULTURA

Concertos para a juventude

Portas abertas para o conhecimento

ESPORTE

Tradição do futebol de Ribeirão Preto
não livra clubes da “pindaíba”

Fanático por colecionar

SAÚDE

Propaganda sobre medicamentos
pode ser vetada

Sono Polifásico: opção para otimizar o tempo

ESPORTE

Tradição do futebol de Ribeirão Preto
não livra clubes da “pindaíba”

A maioria dos clubes de médias e pequenas cidades sofre com a falta de patrocínio e, principalmente, com as dívidas cada vez maiores

Foto: Maiucha Belavenuto

Pedro Júnior
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Os clubes de futebol do interior paulista passam por fases difíceis. Uma triste realidade com pouquíssimas exceções, tal como a boa campanha do Noroeste de Bauru no Paulistão 2006.
Entre os vários problemas que cercam os times o destaque envolve: pendências trabalhistas, dívidas com fornecedores e outras despesas que minam o poder aquisitivo do clube, esses bloqueios dificultam a preparação de times competitivos, o que afasta o torcedor dos estádios. Somente junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Botafogo e Comercial ambos de Ribeirão Preto, devem cerca de R$ 5 milhões. No final de 2005, o Botafogo, mais conhecido como Pantera chegou a sofrer corte de fornecimento de energia do estádio Santa Cruz.
O Comercial, conhecido como Leão do Norte, está com as torres de iluminação penhoradas. A reportagem do Jornal do Barão procurou o presidente do Comercial, Santino Soares Júnior, mas a secretaria do clube informou que ele estava viajando em busca de reforços. O presidente do Botafogo, Luiz Pereira, também foi procurado para comentar o assunto, mas, segundo a assessoria do clube, ele estava em uma reunião.

Esperança
Apesar da atual situação, torcedores da dupla Comercial e Botafogo - Come-Fogo - ainda acreditam em seus clubes. O estudante Fernando Borges torce para o Comercial e diz acreditar em uma recuperação da equipe na série A-2 do Campeonato Paulista. O Leão está nas últimas colocações. “Acho que o 'pacote' de contratações realizadas pelo clube deve dar resultado”. Já o técnico em computação, Fábio Fiorotto, ficou esperançoso com o Botafogo que ocupa as primeiras colocações da série A-3 do Paulista, “o Pantera vai conseguir o acesso para a segundona”, comenta Fiorotto.

Uma história de tradição e rivalidade
O clássico entre Comercial e Botafogo é pura rivalidade. Começou a ser disputado oficialmente em 19 de dezembro de 1954, quando ocorreu o empate em 1 x 1, no antigo estádio Luís Pereira, onde hoje funciona o Complexo Poliesportivo do Pantera. Os gols da partida, válida pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão, foram marcados por Américo (B) e Mairiporã (C). Antes disso, na fase amadora, já tinham sido disputadas 19 partidas, com supremacia do Comercial (12 vitórias contra 3 do Botafogo e 4 empates). Na fase profissional a história continua sendo contada, ano após ano.
A expressão “Come-Fogo” surgiu em novembro de 1954, quando o cronista esportivo Lúcio Mendes escreveu um artigo sobre a possibilidade de confronto entre as duas equipes. "Imaginem um clássico entre o Botafogo e o Comercial, dentro do torneio de acesso. Um autêntico Come-Fogo! Sim, um clássico do nosso futebol principal, no futuro, na segunda divisão do futebol profissional bandeirante será qualquer coisa de grandioso".