| Pedro
Júnior
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Os clubes de futebol do
interior paulista passam por fases difíceis.
Uma triste realidade com pouquíssimas exceções,
tal como a boa campanha do Noroeste de Bauru no Paulistão
2006.
Entre os vários problemas que cercam os times
o destaque envolve: pendências trabalhistas, dívidas
com fornecedores e outras despesas que minam o poder
aquisitivo do clube, esses bloqueios dificultam a preparação
de times competitivos, o que afasta o torcedor dos estádios.
Somente junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS), Botafogo e Comercial ambos de Ribeirão
Preto, devem cerca de R$ 5 milhões. No final
de 2005, o Botafogo, mais conhecido como Pantera chegou
a sofrer corte de fornecimento de energia do estádio
Santa Cruz.
O Comercial, conhecido como Leão do Norte, está
com as torres de iluminação penhoradas.
A reportagem do Jornal do Barão procurou o presidente
do Comercial, Santino Soares Júnior, mas a secretaria
do clube informou que ele estava viajando em busca de
reforços. O presidente do Botafogo, Luiz Pereira,
também foi procurado para comentar o assunto,
mas, segundo a assessoria do clube, ele estava em uma
reunião.
Esperança
Apesar da atual situação, torcedores da
dupla Comercial e Botafogo - Come-Fogo - ainda acreditam
em seus clubes. O estudante Fernando Borges torce para
o Comercial e diz acreditar em uma recuperação
da equipe na série A-2 do Campeonato Paulista.
O Leão está nas últimas colocações.
“Acho que o 'pacote' de contratações
realizadas pelo clube deve dar resultado”. Já
o técnico em computação, Fábio
Fiorotto, ficou esperançoso com o Botafogo que
ocupa as primeiras colocações da série
A-3 do Paulista, “o Pantera vai conseguir o acesso
para a segundona”, comenta Fiorotto.
Uma história
de tradição e rivalidade
O clássico entre Comercial e Botafogo é
pura rivalidade. Começou a ser disputado oficialmente
em 19 de dezembro de 1954, quando ocorreu o empate em
1 x 1, no antigo estádio Luís Pereira,
onde hoje funciona o Complexo Poliesportivo do Pantera.
Os gols da partida, válida pelo Campeonato Paulista
da Segunda Divisão, foram marcados por Américo
(B) e Mairiporã (C). Antes disso, na fase amadora,
já tinham sido disputadas 19 partidas, com supremacia
do Comercial (12 vitórias contra 3 do Botafogo
e 4 empates). Na fase profissional a história
continua sendo contada, ano após ano.
A expressão “Come-Fogo” surgiu em
novembro de 1954, quando o cronista esportivo Lúcio
Mendes escreveu um artigo sobre a possibilidade de confronto
entre as duas equipes. "Imaginem um clássico
entre o Botafogo e o Comercial, dentro do torneio de
acesso. Um autêntico Come-Fogo! Sim, um clássico
do nosso futebol principal, no futuro, na segunda divisão
do futebol profissional bandeirante será qualquer
coisa de grandioso".
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