Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Abrindo as páginas do portifólio

Expediente

POLÍTICA e ECONOMIA

Ribeirão Preto adere ao movimento
“De Olho no Imposto”

Álcool ou gasolina?

COTIDIANO

Na hora de montar uma república,
móveis usados podem ser a solução

Estágios durante a universidade
proporcionam mais chances de emprego

Gilberto Dimenstein
faz palestra no Barão de Mauá

Documentos digitalizados
facilitam atendimento do Poupatempo

O outro lado do Imposto de Renda

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Seres Humanos monitorados

Odontologia estética esculpe sorrisos perfeitos

Controle de qualidade

Barão de Mauá recebe importante
Simpósio da Região Sudeste

Ônibus urbano ganha televisão em Ribeirão Preto

CULTURA

Concertos para a juventude

Portas abertas para o conhecimento

ESPORTE

Tradição do futebol de Ribeirão Preto
não livra clubes da “pindaíba”

Fanático por colecionar

SAÚDE

Propaganda sobre medicamentos
pode ser vetada

Sono Polifásico: opção para otimizar o tempo

CULTURA

Concertos para a juventude

Projeto busca popularizar a música erudita em Ribeirão Preto

Foto: Maiucha Belavenuto

Gisele Guirra Santana
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A Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP) já completou 68 anos de existência. Para os mais velhos a imagem é de tradição e respeito por um trabalho que sempre caminhou lado a lado com a história da cidade. Mas, e os moradores mais jovens conhecem a trajetória desse patrimônio histórico e cultural? Pois a resposta está diretamente ligada ao projeto “Juventude tem Concerto”. A iniciativa prevê a realização de um concerto mensal dirigido ao público infanto-juvenil. E de assistir aos espetáculos muitos jovens podem encontrar na música, um caminho de vida, ou no mínimo pode tomar gosto, passando a admirá-la e a difundi-la. O maestro adjunto da OSRP, Guilherme Mannis, de 26 anos, diz que ser músico profissional não é uma tarefa fácil. “Para seguir essa carreira é necessário iniciar os estudos entre oito e doze anos de idade”. Essa “regra” básica é a prova de que o projeto tem potencial para cativar garotos e garotas interessados em música erudita.

Desafio
Embora a OSRP já exista há 68 anos, muitos jovens moradores de Ribeirão Preto nunca prestigiaram as apresentações da sinfônica. A modernidade e a diversidade de estilos musicais os levam a valorizar os ritmos mais agitados. O maior desafio da Orquestra é ganhar a atenção do público jovem, sendo mais “popularizada”, ou seja, atingindo o maior número possível de pessoas.
O jovem Rodrigo Braga, de 19 anos, é estudante de violino e se esforça para entrar na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. “Só talento não basta. É necessário técnica. Vejo que estão surgindo cada vez mais jovens interessados na música clássica, e hoje, muitos projetos os motivam em busca desse objetivo”.

História da Sinfônica
Em 1924, com o surgimento da primeira emissora de rádio de Ribeirão Preto, a “PRA-7”, o imigrante alemão, Max Bartsch, então gerente da Cia. Cervejaria Antártica, fundou o “Quinteto Max” e passou a tocar ritmos da época ao microfone. Com a grande repercussão na cidade, logo o chefe do quinteto passou a ser procurado por outros músicos. O grupo cresceu e mais tarde deu origem às primeiras formações da Orquestra Sinfônica. Nessa época também foi criada a “Sociedade de Concertos de Ribeirão Preto”, composta por 31 músicos. Mas foi em 1938 que Bartsh fundou o que é a atual Sociedade Lítero Musical, mantenedora da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto.
A OSRP é a segunda orquestra profissional mais antiga em atividade no Brasil. Desde sua fundação até os dias atuais ela tornou-se um ícone da cidade, representando a sociedade ribeirão-pretana em vários eventos sócio-culturais. Já foi regida pelo maestro Roberto Minkzuc, o brasileiro de maior destaque no cenário da música erudita internacional.