| Gisele
Guirra Santana
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A Orquestra Sinfônica
de Ribeirão Preto (OSRP) já completou
68 anos de existência. Para os mais velhos a imagem
é de tradição e respeito por um
trabalho que sempre caminhou lado a lado com a história
da cidade. Mas, e os moradores mais jovens conhecem
a trajetória desse patrimônio histórico
e cultural? Pois a resposta está diretamente
ligada ao projeto “Juventude tem Concerto”.
A iniciativa prevê a realização
de um concerto mensal dirigido ao público infanto-juvenil.
E de assistir aos espetáculos muitos jovens podem
encontrar na música, um caminho de vida, ou no
mínimo pode tomar gosto, passando a admirá-la
e a difundi-la. O maestro adjunto da OSRP, Guilherme
Mannis, de 26 anos, diz que ser músico profissional
não é uma tarefa fácil. “Para
seguir essa carreira é necessário iniciar
os estudos entre oito e doze anos de idade”. Essa
“regra” básica é a prova de
que o projeto tem potencial para cativar garotos e garotas
interessados em música erudita.
Desafio
Embora a OSRP já exista há 68 anos, muitos
jovens moradores de Ribeirão Preto nunca prestigiaram
as apresentações da sinfônica. A
modernidade e a diversidade de estilos musicais os levam
a valorizar os ritmos mais agitados. O maior desafio
da Orquestra é ganhar a atenção
do público jovem, sendo mais “popularizada”,
ou seja, atingindo o maior número possível
de pessoas.
O jovem Rodrigo Braga, de 19 anos, é estudante
de violino e se esforça para entrar na Orquestra
Sinfônica de Ribeirão Preto. “Só
talento não basta. É necessário
técnica. Vejo que estão surgindo cada
vez mais jovens interessados na música clássica,
e hoje, muitos projetos os motivam em busca desse objetivo”.
História
da Sinfônica
Em 1924, com o surgimento da primeira emissora de rádio
de Ribeirão Preto, a “PRA-7”, o imigrante
alemão, Max Bartsch, então gerente da
Cia. Cervejaria Antártica, fundou o “Quinteto
Max” e passou a tocar ritmos da época ao
microfone. Com a grande repercussão na cidade,
logo o chefe do quinteto passou a ser procurado por
outros músicos. O grupo cresceu e mais tarde
deu origem às primeiras formações
da Orquestra Sinfônica. Nessa época também
foi criada a “Sociedade de Concertos de Ribeirão
Preto”, composta por 31 músicos. Mas foi
em 1938 que Bartsh fundou o que é a atual Sociedade
Lítero Musical, mantenedora da Orquestra Sinfônica
de Ribeirão Preto.
A OSRP é a segunda orquestra profissional mais
antiga em atividade no Brasil. Desde sua fundação
até os dias atuais ela tornou-se um ícone
da cidade, representando a sociedade ribeirão-pretana
em vários eventos sócio-culturais. Já
foi regida pelo maestro Roberto Minkzuc, o brasileiro
de maior destaque no cenário da música
erudita internacional.
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