| Rosane
Providello
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Ao ingressar na universidade
o sonho de muitos estudantes é conseguir um estágio
na área de atuação do curso. Porém,
este sonho não é nada fácil. Alguns
chegam a terminar o curso e não conseguem realizar
nenhum tipo de estágio.
O problema é que, cada vez mais, as empresas
procuram por profissionais já formados que realizaram
estágios, pois consideram que estes têm
mais experiência que os demais.
Para ajudar os universitários nessa busca por
estágios remunerados ou não, existem vários
centros. Eles realizam cadastros de empresas e estudantes.
Quando surgem vagas nas empresas, os centros encaminham
os universitários que apresentem o perfil mais
adequado à área solicitada.
Um dos serviços de apoio mais conhecido é
o CIEE - Centro de Integração Estudante
Empresa, instituição filantrópica
mantida pelo empresariado nacional. Seu principal objetivo
é encontrar para os estudantes de níveis
médio, técnico e superior, um estágio
que os ajude a colocar em prática tudo que aprenderam
na teoria.
O Centro Universitário Barão de Mauá
também oferece os serviços de um centro
que encaminha universitários para empresas. O
CAE - Centro de Apoio Empresarial, departamento que
desenvolve a parte administrativa dos convênios
e contratos de estágio, e que apóia a
coordenação dos cursos na indicação
dos alunos às vagas existentes no mercado de
trabalho.
Segundo a coordenadora do CAE, Rosane Elisabete Vendrosculo,
no ano de 2005, o centro teve a procura de 1.641 empresas
que ofereciam cerca de 2.233 vagas. O CAE realizou a
indicação de 4.005 universitários
e registrou 1.502 novos estagiários. Rosane afirmou
ainda que a área de maior procura por estagiários
é a de humanas, sendo que os cursos que mais
oferecem vagas são os de administração
e comunicação social.
Para o engenheiro agrônomo, Rogério Costa
Rodrigues, 27 anos, formado pela ESALQ/USP de Piracicaba,
o estágio obrigatório do curso foi muito
produtivo. Ele saiu já empregado pela mesma empresa
em que estagiou. “Fiz o estágio obrigatório
na cidade de Paracatu, Minas Gerais, e quando terminou
o prazo, fui contratado para começar a trabalhar
em uma outra fazenda da mesma empresa na cidade de Uruçui,
Piauí, quando minhas aulas terminassem”.
Cleber José Octaviano, 36 anos, jornalista responsável
de um jornal do interior, considera indispensável
o estágio e a contratação de estagiários.
Cleber estagiou durante todo o curso de Jornalismo e
afirma que o esforço de correr atrás de
estágios é valido, “considero que
os meus estágios me proporcionaram as oportunidades
que tive. Eles me ensinaram muito e isso fez com que
eu seja considerado um bom profissional”. Para
o jornalista o trabalho ao lado de estagiários
é produtivo. “Muitas vezes eles nos ajudam
bastante. Além de nós [da redação]
podermos repassar nossos conhecimentos também
aprendemos muito com eles. Porque o mercado de trabalho
cada vez mais evolui e eles [os estagiários]
estão aprendendo essa evolução
na universidade e acabam, no dia-a-dia, nos passando
esse conhecimento adquirido. Essa convivência
se transforma numa troca mútua de conhecimentos”.
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