| Ana
Paula Popolin
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Um chip de computador implantado
dentro do corpo do paciente é a novidade que
acaba de surgir no mundo da medicina. O dispositivo,
conhecido pela sigla RFID, permite a identificação
do paciente através de radiofreqüência.
O sistema vem sendo testado nos Estados Unidos, para
uso médico.
De acordo com os cientistas responsáveis pelo
projeto, o chip é capaz de armazenar informações
sobre as últimas internações dos
pacientes, sobre possíveis reações
alérgicas a determinados medicamentos, o tipo
sangüíneo, entre outros dados.
Por ser um método que deve dar maior agilidade
ao atendimento médico, em clínicas e hospitais,
esse tipo de monitoramento pode representar um auxílio
importante para o trabalho de médicos e enfermeiros.
O objetivo é fazer com que um médico,
ao atender um paciente grave, possa usar as informações
contidas no chip, para salvar a vida dele.
A enfermeira da Unidade Básica Distrital de Saúde
(UBDS), dos Campos Elíseos, Marines José
Vitor Filipe, avalia que a idéia é positiva.
“Seria maravilhoso, podendo nos dar agilidade
nos primeiros socorros, e nos permitindo saber, de imediato,
as reais condições de saúde do
enfermo. Assim, o tratamento pode ser mais eficaz”.
O farmacêutico responsável do Hemocentro
de Ribeirão Preto, André Alves, tem uma
opinião contrária. Ele afirma que, no
exercício de seu trabalho, o RFID não
teria tanta utilidade. “Independente das informações
que o chip nos traria, há uma rotina a ser seguida.
Temos rigorosos exames para detectar se há algo
de errado com as amostras de sangue coletadas, e que
não podemos descartar. Os nossos procedimentos
continuariam os mesmos”.
No Brasil, o chip é pouco conhecido, e ainda
não tem previsão para que esta novidade
chegue ao país. Mas caso fosse utilizado no Brasil,
qual seria a reação da população?
A promotora na área de cosméticos Célia
Aparecida Pereira Jácomo, achou o sistema interessante:
“Seria de grande importância para a população.
Com o diagnóstico rápido a espera em postos
de saúde seria menor. Diminuiria os erros médicos.
É mais segurança para a gente”.
O vendedor Diego Lima é otimista e sugere outras
finalidades para o chip, como por exemplo, o monitoramento
de doenças graves. “Ou até mesmo
ajudar na prevenção. Na minha opinião
tudo que vem ajudar a população é
muito importante, principalmente na área da saúde
que anda muito precária”.
Outros estudos estão sendo desenvolvidos para
desenvolver métodos que ajudem a simplificar
cada vez mais a vida dos seres humanos. Tecnologia e
ciência buscam benefícios e trazem para
o mundo, descobertas que, até então, somente
eram vistas em filmes de ficção científica.
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