| Talita
Macário
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A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) liberou
a comercialização de remédios de
forma fracio-nada. O fracionamento deverá ser
feito no estabelecimento onde o consumidor entregar
a receita e somente na quantidade prescrita pelo médico.
As embalagens destinadas ao fracionamento deverão
ser identificadas e separadas dos outros medicamentos.
Só um farmacêutico poderá manipular
a medicação.
A coordenadora do Conselho Regional de Farmácia
de Ribeirão Preto, Ana Paula Freire, diz que
a medida evita desperdício e acaba com os estoques
de remédio em casa. “A pessoa receberá
medicamento na dose exata para o tratamento. É
um avanço da prática farmacêutica
e uma conquista para a sociedade”.
A nutricionista Ana Carolina Figueiredo Castro, que
tem sobras de vários medicamentos concorda com
essa opinião. “É dinheiro jogado
fora, porque esses remédios acabam tendo o prazo
de validade vencido e você tem que jogar fora”.
Já para Alexandre Galhardo, dono de farmácia
de manipulação, esta medida não
trará benefícios para o setor. “O
custo de uma farmácia de manipulação
é muito alto. Não teríamos interesse
em fracionar medicamentos para a indústria. Não
é nossa atividade”, afirma.
Para a professora da Faculdade de Farmácia da
USP de Ribeirão Preto, Julieta Ueta, o medicamento
é um item de saúde e não de consumo.
“Cada vez mais a gente tem o medicamento adequado
na dose certa”.
O preço do remédio fracionado deve ser
proporcional ao da embalagem completa. As farmácias
e laboratórios que queiram prestar este serviço
devem pedir a autorização junto à
Agência.
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