| Sheilismar
Marina
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A intenção
é ajudar as pessoas que querem parar de fumar
e que necessitam mais do que uma ajuda psicológica
ou não têm condições financeiras
para o uso de remédios. Na luta contra o tabagismo,
o ministério público elaborou um projeto
que visa fornecer gratuitamente remédios que
reprimem a vontade dos dependentes químicos de
fumar.
Os remédios têm por função
combater os principais estímulos ao hábito
de fumar: a ansiedade e impulsividade. “Normalmente,
a pessoa que experimenta o cigarro é por pura
curiosidade ou fuga de algum acontecimento, mas a dependência
é mantida principalmente pela ansiedade”,
afirma Antônio Rufino, responsável pelo
departamento de Medicina Social da USP.
Um grupo de apoio psicológico é mantido
no posto central de Ribeirão Preto. O atendimento
e a coordenação ficam por conta do médico
Munir Moisés. Os grupos são selecionados
e atendidos uma vez por semana durante uma hora e meia.
“Há pessoas que, com muita determinação,
conseguem parar de fumar por vontade própria
ou ajuda psicológica de um grupo ou da família.
Outras se sentem incapazes de combater o vício
e os remédios poderão ajudá-las”,
diz o médico.
Os efeitos e males causados pelo cigarro estão
expostos nas embalagens do próprio produto. Para
Heliana Furlan, o desejo de fumar é maior e ela
prefere nem olhar as imagens do rótulo.
Maria Inácio, auxiliar de limpeza, aguarda ansiosamente
pelos remédios gratuitos. Sem fumar por seis
meses pela pressão dos filhos, ela acabou vencida
pelo nervosismo.
Longo período, se comparado com o de João
Batista Carneiro, auxiliar de serviços gerais,
que após três dias de tentativa desistiu
e não acredita no efeito dos remédios
oferecidos no mercado. “São muito caros
e não fazem efeito nenhum, mas se for de graça
pode mandar uma caixa lá pra casa”.
O pneumologista Ricardo Bueno garante que muitos remédios
têm o efeito de combater o tabagismo, mas alerta
que estes devem ser prescritos por um médico
da área. Os remédios deverão ser
liberados pelo governo ainda este ano e serão
distribuídos nos postos de saúde para
as pessoas selecionadas.
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