Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

SAÚDE

Vida sem drogas

Sérgio Nogueira

________________________

Éderson Faria, 22, um ex-viciado em drogas, chegou a praticar furtos e roubos mas, ao perceber que atingia sua família e a si próprio, procurou o grupo LSD (Liberdade Sem Drogas), uma instituição particular. No local, os internos são responsáveis pela manutenção do prédio, como pintura duas vezes ao ano, limpeza e parte elétrica. Eles fazem o serviço de marcenaria e a comida. No total são 25 internos. O mais novo com 16 e o mais velho com sessenta e cinco anos. O lugar é cercado, mas nada que impeça a fuga, já que a cerca é baixa e o portão é trancado apenas por um cadeado.
“Para eles se recuperarem é preciso que seja de vontade própria”, afirma Éderson, que está no local há nove meses. Ele não é mais viciado em drogas, mas não se sente preparado para sair da clínica. Como se encontra em uma situação equilibrada, Éderson é um dos monitores da clínica.
A visita por parte dos familiares ocorre uma vez ao mês. Os internos dispõem de campo de futebol e televisão. Além disso, nenhum tipo de cigarro ou bebida alcoólica é permitido. A instituição não conta com nenhum tipo de cela ou coisa do gênero. “Quem está aqui quer se curar do vício. Tem que ser uma decisão pessoal”, ressalta Éderson.
Em Ribeirão Preto há também o CAPS-ad (Centro de Atenção Psicossocial para Farmacodependente - álcool e droga), entidade ligada ao Sistema Único de Saúde (SUS), sem custo para o paciente. A instituição pertence ao Sanatório Espírita Vicente de Paula, trabalha com todo tipo de paciente – do adolescente ao idoso – e cuida de drogados, dependente de álcool, entre outros.
O tratamento funciona da 8h às 17h, de segunda à sexta-feira, oferece café da manhã, almoço, chá da tarde e trabalha com várias atividades, como capoeira, culinária, teatro e artesanato. Atualmente são cerca de 47 pacientes atendidos.
“Quando o paciente chega à clínica ele responde a um questionário em que iremos conhecê-lo. O nosso grupo é formado por médicos de várias especialidades que irão conversar com ele, mostrando como funciona o tratamento, verificando o tamanho da dependência dele. Ele volta no outro dia se quiser”, diz Inês Beretta Carvalho, vice-coordenadora do CAPS-ad.
Não há um enfoque religioso na entidade. Os familiares participam do tratamento e a intenção do CAPS-ad é mostrar ao indivíduo como é a vida sem a dependência. Maria Cecília Santos, 54, é mãe de um adolescente e busca ajuda para seu filho, que se envolveu com drogas no colégio e hoje é um dependente.