Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

ESPECIAL - POLUIÇÃO

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

Foto: Patricia Alves Fidelis

Olívia Pereira

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No Brasil, de acordo com informações da Pesquisa Nacional de Saneamento 2000 do IBGE, (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), somente 32,2% de todos os municípios destinam adequadamente seus resíduos sólidos. Em 63,6% deles, o lixo doméstico é transportado para depósitos irregulares – os “lixões”, que não possuem nenhum tipo de controle para evitar, ou ao menos diminuir, as emissões de poluentes para o meio ambiente.
De acordo com dados da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) Ribeirão Preto produz 389,2 toneladas de lixo por dia. Em maio de 2002, a companhia divulgou a existência de 255 áreas contaminadas no Estado de São Paulo. Em outubro de 2003, apresentou uma lista com 727 áreas. Em novembro de 2004 o número subiu para 1.336 e, em maio deste ano, a lista foi atualizada, totalizando 1.504 áreas contaminadas.
Segundo Diógenes Marques Barcellos, engenheiro e analista ambiental de uma empresa instalada no interior do Es-tado, essa inadequação no depósito de resíduos sólidos resulta na contaminação não só do solo, mas também do ar e das águas superficiais e subterrâneas, além da proliferação de doenças. Ele afirma que a infiltração dos líquidos conhecidos como chorume, gerados pela passagem de água através dos resíduos sólidos em processo de decomposição, é um dos grandes responsáveis pela contaminação do solo, já que este líquido possui elevada carga de poluentes orgânicos e inorgânicos e, ao entrar em contato com o solo, pode modificar suas características físicas, químicas e biológicas, bem como as das águas subterrâneas, o que pode tornar inviável o uso destes recursos.
O engenheiro salienta que uma empresa tem responsabilidade sobre o resíduo que produz, de acordo com leis ambientais, e há a necessidade de destiná-lo corretamente, o que nem sempre é feito. “Existe obrigação de responsabilidade desde a geração, transporte, até o destino final. Tudo tem que ser controlado”, afirma. Além disso, ele ressalta que uma área contaminada pode gerar problemas como danos à saúde humana, comprometimento da qualidade dos recursos hídricos, restrições ao uso do solo e danos ao patrimônio público e privado, com a desvalorização das propriedades, além de danos ao meio ambiente.