| Fernando
Borges
Fábio Fiorotto
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Quem curte um “putz-putz”,
em boates, ou uma micareta deve ficar atento ao barulho.
De acordo com a norma n°10.151da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas) o nível
máximo de barulho permitido é de 70 decibéis.
Um trio-elétrico emite, em média, 110
decibéis.
O barulho constante pode causar dores de cabeça,
cansaço e elevação da pressão
arterial. Além disso, a pessoa pode ter distúrbio
do sono, estresse, surdez, dor de cabeça, alergia,
distúrbios digestivos, falta de concentração,
aumento dos batimentos cardíacos, câncer
e sérios problemas psiquiátricos.
De acordo com o médico otorrinolaringologista
José Geraldo Pavan, as pessoas mais afetadas
com o excesso de barulho são os profissionais
que trabalham diariamente em ambientes onde a poluição
sonora é mais evidente, como por exemplo, garçons,
dançarinas, músicos, seguranças
e operários. O médico orienta as pessoas
a evitarem ficar próximas das caixas de som em
boates e, por exemplo, quando forem a uma corrida de
Fórmula 1, utilizarem protetores auditivos.
Além de prejudicar pessoas, o barulho intenso
afeta plantas e animais. Em festivais de música
eletrônica que duram dias, a fauna existente se
afasta e demora algum tempo para retornar ao ambiente
natural. Já com a flora existem plantas que demoram
um certo tempo para desenvolver seu crescimento natural.
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