| Roberta
Quaglio
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O glamour das passarelas
e o sucesso da top model Gisele Bündchen fazem
com que muita gente sonhe em ingressar na carreira de
modelo. Envolvidos pelo sonho de ser top model, aspirantes
à profissão pouco reparam nas adversidades
que encontrarão no caminho.
Universitária, professora de inglês e produtora
de moda são algumas das atividades da modelo
Marcela Pelizaro. A jovem iniciou cedo a carreira. Aos
15 anos, participou de um curso de modelos em Ribeirão
Preto e começou a trabalhar. Fez editoriais de
moda, campanhas publicitárias, desfiles e eventos
como o Fashion Week, em São Paulo. Hoje, aos
24 anos, é conhecida nas passarelas mundiais.
Ela já desfilou na Europa e no Japão.
Segundo Marcela, sua vida agitada a privou de algumas
atividades, como estudar e namorar. A carreira exige
alguns cuidados, que ela toma sem exagero: “Não
deixo de comer. Faço caminhada e natação
para manter a forma”. Para ela, ter dinheiro não
garante o sucesso na carreira - é necessário
algo mais: “É preciso estar no lugar certo,
na hora certa”, afirma.
A modelo fotográfico Vera Bender, 23, veio para
Ribeirão Preto em busca de novas oportunidades.
Vera é natural de Santo Ângelo, Rio Grande
do Sul, e está no mercado há dois anos.
Iniciou sua carreira em uma campanha publicitária
a convite de um amigo e já participou de feiras
e desfiles de moda.
Vera, que é mãe, teve de fazer alguns
sacrifícios pela profissão. Separou-se
temporariamente do filho de oito anos para correr atrás
de seu sonho. “O início da carreira é
sempre difícil”, comenta a modelo.
César Augusto da Silva, 40, dirige uma agência
de modelos em Ribeirão Preto que está
há 19 anos no mercado e possui 5 mil cadastrados.
Segundo Silva, os adolescentes começam cedo:
as mulheres a partir dos 13 anos e os homens a partir
dos vinte. Para ele, o perfil dos jovens iniciantes
é o mesmo. “Todos já se acham modelo”,
afirma.
Na análise do empresário, Ribeirão
Preto pode ser o início de uma carreira profissional,
mas aconselha: “Se a modelo tiver sonhos maiores,
é preciso correr, depois, para as grandes capitais,
como São Paulo e Rio de Janeiro”.
O lado financeiro também atrai os jovens. “O
cachê de um modelo ‘top’, hoje, varia
de R$ 15 mil a R$ 45 mil. Para um modelo iniciante,
depende do trabalho. Pode variar de R$ 200 a R$ 500
por desfile”, ressalta Silva.
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