Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

MERCADO DE TRABALHO

As várias faces da moda

Foto: Tatiana Serebrinsky

Roberta Quaglio

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O glamour das passarelas e o sucesso da top model Gisele Bündchen fazem com que muita gente sonhe em ingressar na carreira de modelo. Envolvidos pelo sonho de ser top model, aspirantes à profissão pouco reparam nas adversidades que encontrarão no caminho.
Universitária, professora de inglês e produtora de moda são algumas das atividades da modelo Marcela Pelizaro. A jovem iniciou cedo a carreira. Aos 15 anos, participou de um curso de modelos em Ribeirão Preto e começou a trabalhar. Fez editoriais de moda, campanhas publicitárias, desfiles e eventos como o Fashion Week, em São Paulo. Hoje, aos 24 anos, é conhecida nas passarelas mundiais. Ela já desfilou na Europa e no Japão.
Segundo Marcela, sua vida agitada a privou de algumas atividades, como estudar e namorar. A carreira exige alguns cuidados, que ela toma sem exagero: “Não deixo de comer. Faço caminhada e natação para manter a forma”. Para ela, ter dinheiro não garante o sucesso na carreira - é necessário algo mais: “É preciso estar no lugar certo, na hora certa”, afirma.
A modelo fotográfico Vera Bender, 23, veio para Ribeirão Preto em busca de novas oportunidades. Vera é natural de Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, e está no mercado há dois anos. Iniciou sua carreira em uma campanha publicitária a convite de um amigo e já participou de feiras e desfiles de moda.
Vera, que é mãe, teve de fazer alguns sacrifícios pela profissão. Separou-se temporariamente do filho de oito anos para correr atrás de seu sonho. “O início da carreira é sempre difícil”, comenta a modelo.
César Augusto da Silva, 40, dirige uma agência de modelos em Ribeirão Preto que está há 19 anos no mercado e possui 5 mil cadastrados. Segundo Silva, os adolescentes começam cedo: as mulheres a partir dos 13 anos e os homens a partir dos vinte. Para ele, o perfil dos jovens iniciantes é o mesmo. “Todos já se acham modelo”, afirma.
Na análise do empresário, Ribeirão Preto pode ser o início de uma carreira profissional, mas aconselha: “Se a modelo tiver sonhos maiores, é preciso correr, depois, para as grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro”.
O lado financeiro também atrai os jovens. “O cachê de um modelo ‘top’, hoje, varia de R$ 15 mil a R$ 45 mil. Para um modelo iniciante, depende do trabalho. Pode variar de R$ 200 a R$ 500 por desfile”, ressalta Silva.