Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

ESPORTE

No rastro da história

Foto: Assessoria de Imprensa/BARÃO DE MAUÁ

José Olávio de Miranda

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O vôlei feminino de Ribeirão Preto volta às quadras depois de cinco anos fora da elite do vôlei nacional. O time conquistou o título de vice-campeão da segunda divisão no ano passado e garantiu um lugar na elite do campeonato Estadual, agora com Recra/Barão de Mauá.
A Recreativa foi de 1985 até 2000, uma das principais equipes do vôlei feminino nacional. O time venceu tudo o que disputou. Foi duas vezes Campeão Paulista, faturou o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, o Sul-Americano, a Copa Sudeste, Copa Sul e, por três vezes, ficou com o primeiro lugar nos Jogos Abertos.
O time ribeirão-pretano só não disputou o Mundial Interclubes. Nesse período, a equipe contou com muitas das principais jogadoras de vôlei do Brasil. Ribeirão revelou para o cenário mundial a levantadora Fernanda Venturini. No time também atuaram: Jaqueline, Isabel, Ana Flávia, Virna, Ana Maria Volponi, Cilene, Fátima e Stefânia - todas jogadoras da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino.
Na temporada 98/99, entretanto, o time entrou em crise financeira e a falta de patrocínio levou o técnico Antonio Rizola e jogadoras como a levantadora Karine a deixarem o clube. Sem recursos, a Recra apostou nas categorias de base para manter o time em atividade, mesmo assim a equipe conseguiu bons resultados no ano passado. O vice-campeonato chamou a atenção dos diretores da instituição de ensino Barão de Mauá e um contrato de patrocínio foi acertado.
Com a presença assegurada e o patrocínio garantido, o supervisor da Recra, Eduardo Mauro Batista procurou reforçar o time para a disputa do Paulista. Entre os nomes procurados aparece o da levantadora Karine.

 

A volta é acertada - No contato feito por Eduardo com a levantadora, que morava no Rio Grande do Sul, houve o acerto financeiro. Com isso, a jogadora está de volta a Ribeirão Preto.
Karine Guerra está hoje com 26 anos. Traz na bagagem a experiência de uma temporada no vôlei feminino espanhol. Ela jogou em 2004 pelo Clube Voleybol Aguare, na ilha de Tenerife, na Espanha.
A levantadora conta que a sua volta à cidade faz parte de um objetivo pessoal. “Venho por causa de um sonho. Quando eu saí daqui, em 2000, este sonho foi adiado. Quando o Dado [Eduardo Mauro Batista] entrou em contato comigo, falou sobre os projetos para o vôlei da cidade. Eles contam comigo para retomar uma história de sucesso. Esse sonho que eu tinha reviveu. Hoje estamos com a possibilidade de quem sabe escrever outra vez uma história de conquista. Estou muito feliz por fazer parte desta luta”.
Karina conta também com a ajuda de Viviane, a única jogadora que resta daquele time de 2000. Viviane tem hoje 25 anos e sempre atuou pela equipe de Ribeirão. O time é muito jovem. A idade média da equipe é de 19 anos. A jogadora mais nova é Letícia com apenas 16 anos. Ela é atacante e ainda faz parte do time infanto-juvenil da Recra.
Letícia falou que está feliz pela oportunidade de jogar ao lado de jogadoras bem mais experientes. “Pretendo jogar esta temporada e depois vou decidir o que fazer na vida. Para mim está muito difícil somar estudo e voleibol”.
Eduardo destaca as metas da equipe. “Vamos jogar com equipe muito forte, Finasa/Osasco, São Bernardo, ASBS/Suzano, Pinheiros, Mogi das Cruzes e São Caetano. O nosso objetivo nesse primeiro ano é disputar uma semifinal”. Ele também acredita que o Ginásio da Cava do Bosque voltará a lotar de torcedores que nas conquistas passadas vibraram muito e até fizeram carreatas pelas ruas da cidade quando comemoravam os títulos.

 

A revelação do vôlei de Ribeirão

Nome: Fernanda Porto Venturini
Data do nascimento: 24 de outubro de 1970
Local: Ribeirão Preto
Altura: 1,80m
Posição: Levantadora

Clubes que defendeu:
Recreativa, 1985 e 1986
Pão de Açúcar, 1986 e 1987
Sadia, 1987 a 1990
Minas Tênis Clube, 1991 e 1992
Blue Life/Recra, 1993 e 1994
Nossa Caixa/Recra, 1993 e 1994
Nestlé, 1994 a 1997
Rexona/Paraná, 1997 a 2000
Vasco da Gama, 2000 a 2001
Finasa/Osasco, 2002 a 2004
Rexona/Ades, 2004 a 2005

Títulos pelos Clubes:
Tetra Campeã , 1987, 88, 89 e 2003.
Onze vezes Campeã Brasileira 1997, 88, 89, 93, 94, 95, 96, 97 , 99, 2003 e 2004
Campeã Mundial Interclubes em 1989

Títulos pela Seleção:
Campeã Sul-Americana Juvenil em 1986
Bicampeã Mundial Juvenil 1987 e 1989
Bicampeã do Gran Prix 1994 e 1996
Vice-campeã Mundial em 1994
Medalha de prata na Pan-americana de Cuba em 1989
Bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996

Fonte: CBV (Confederação Brasileira de Vôlei)