Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

EDUCAÇÃO

Humanização hospitalar

Foto: Divulgação

Thalita Tavares

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Se a criança não pode ir até a escola, a escola vai até a criança. É o que acontece na ala de pediatria do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Muitas precisam de um tratamento demorado, o que pode levar dias, meses e até anos. Para que estas crianças não deixem de estudar e, conseqüentemente, percam o ano letivo, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto fez uma parceria com a Escola Estadual Professor Aymar Baptista Prado, que deu origem ao “Classe Hospitalar”.
O programa existe desde 1997 é reconhecido pelo Ministério da Educação e atende crianças e adolescentes de seis a 14 anos, matriculados no ensino fundamental que se encontram hospitalizados nas enfermarias do Hospital. Mas, devido à procura, crianças com idade inferior ao estabelecido pela lei também recebem atendimento pedagógico.
Com três classes hospitalares, o programa é desenvolvido por três pedagogas habilitadas em Educação Especial e atende crianças e adolescentes que estão internados nas enfermarias de cirurgia pediátrica, ortopedia, neurologia, oftalmologia, otor-rinolaringologia e clínica médica. “É um trabalho muito gratificante. Muitas dessas crianças vêm de longe e com problemas de saúde enormes. Quando chega a hora da aula, parece que tudo acaba. A vontade de aprender é imensa”, diz a professora Rejane Campos.
O atendimento é feito em grupo nas três salas equipadas com todos os recursos pedagógicos. Crianças e adolescentes que permanecem nos leitos recebem um trabalho individual. A Faepa (Fundação de Apoio e Ensino à Pesquisa e Assistência) destina verbas para aquisição de materiais escolares e a LAP (Liga de Assistência aos Pacientes) para compra de materiais escolares. Já à Secretaria Estadual da Educação cabe o pagamento dos salários das pedagogas e envio de material pedagógico. Neide Lorençato Medeiros, diretora da Escola Professor Aymar Baptista Prado que cede as pedagogas para a “Classe Hospitalar”, diz que em breve o programa poderá contar com mais uma sala e mais uma professora.
Os pais ou responsáveis podem acompanhar os pacientes nas aulas. No caso de Marília de 8 anos, quem a acompanha é sua avó Sônia. A menina cursa a segunda série e veio de Franca para ser tratada por hematologistas.
Muitos desses pacientes são de outras cidades. Isso faz com que esse programa seja referência para outros hospitais. Guilherme, 7, é de Barretos e há mais de um ano faz tratamento no hospital. Há poucos dias fez um transplante de rim e, mesmo em recuperação, não perde uma aula. “Já aprendi um montão de coisas e aqui é bem melhor do que o outro hospital que eu fiquei, lá não tinha essas coisas”.
Em 2003, o programa teve o trabalho reconhecido e foi eleito como um dos melhores trabalhos do Brasil na área da cidadania. “O prêmio de R$ 6 mil foi investido em materiais pedagógicos, computadores, máquinas fotográficas e aparelhos de som”, diz a assistente social do Hospital das Clínicas, Silvana Mariniello. Em 2004, a classe hospitalar foi classificada pela ONU como boa prática na área de assentamento urbano. “A equipe responsável pelo programa é merece-dora dos prêmios, mas o maior prêmio de todos é a satisfação de ver um sorriso no rosto dessas crianças”, orgulha-se a professora.