Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

EDUCAÇÃO

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Estevão Henrique Porto

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O Prouni (Programa Universidade para Todos) foi criado pelo governo federal e desenvolvido pelo MEC (Ministério da Educação) para facilitar o acesso de estudantes carentes ao ensino superior. O projeto é destinado à concessão de bolsas de estudo integrais e parciais para cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.
Para participar do Prouni, o estudante deve preencher alguns pré-requisitos, dentre eles o de ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada na condição de bolsista integral. Também podem participar estudantes portadores de necessidades especiais e professores da rede pública de ensino que se candidatarem aos cursos de licenciatura destinados ao magistério e educação básica e Pedagogia, nesse último, em específico, não precisa preencher o quesito de carência econômica.
O Prouni tem uma política de cotas e o programa prevê a reserva de vagas para negros e índios. O número de bolsas terá que ser, no mínimo, o percentual de cidadãos auto-declarados afrodescendentes no último Censo do IBGE de cada Estado.
O MEC prevê que, em 2005, aproximadamente 70mil vagas sejam distribuídas, já que a previsão estimada em quatro anos é de atender 300 mil inscritos e participantes do processo seletivo.
O Centro Universitário Barão de Mauá participa do programa desde sua criação. No início deste ano, a instituição disponibilizou 190 vagas para serem preenchidas. “A partir do momento em que a faculdade adere ao Prouni, a instituição deve disponibilizar 10% das vagas lançadas em vestibular para serem preenchidas pelos alunos bolsistas beneficiados com o programa, disse Rosane Elisabete Vendrús-culo, coordenadora de estágio Fies/Prouni do Centro Universitário Barão de Mauá.
Além da comprovação de carência, o desempenho do estudante no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é também um critério de seleção. Rosane dá dicas para quem pretende participar. “Antes de se inscrever o aluno deve verificar em que nível ele pertence, depois preencher o formulário pela Internet e escolher qual será a porcentagem que queira ganhar, se é bolsa integral ou parcial”.
A expectativa da coordenadora para o ano que vem é animadora, mas ainda não há previsão de quantas vagas serão disponibilizadas, já que isso depende do número de vagas lançadas no vestibular. Das 190 bolsas oferecidas pela instituição, apenas 110 foram preenchidas. “Sobraram vagas porque, no início do programa, as pessoas não acreditavam que o projeto realmente iria acontecer e funcionar”, disse Rosane.
Além de uma alternativa, o Prouni representa uma oportunidade para as pessoas que queriam fazer um curso superior e não tinham condições de pagar. A estudante de enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá, Larissa Maria Sphanó Nakagawa, declara que só pode dar continuidade aos estudos graças ao projeto. Larissa se inscreveu pela Internet, teve um bom desempenho no Enem e preenchia a situação de carência exigida pelo MEC. Estagiária, ela arca sozinha com as despesas do estudo. Pagando 50% do valor da mensalidade do curso, a estudante diz que o projeto significa a possibilidade de cursar uma faculdade.