| Estevão
Henrique Porto
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O Prouni (Programa Universidade
para Todos) foi criado pelo governo federal e desenvolvido
pelo MEC (Ministério da Educação)
para facilitar o acesso de estudantes carentes ao ensino
superior. O projeto é destinado à concessão
de bolsas de estudo integrais e parciais para cursos
de graduação e seqüenciais de formação
específica, em instituições privadas
de ensino superior.
Para participar do Prouni, o estudante deve preencher
alguns pré-requisitos, dentre eles o de ter cursado
o ensino médio completo em escola pública
ou em instituição privada na condição
de bolsista integral. Também podem participar
estudantes portadores de necessidades especiais e professores
da rede pública de ensino que se candidatarem
aos cursos de licenciatura destinados ao magistério
e educação básica e Pedagogia,
nesse último, em específico, não
precisa preencher o quesito de carência econômica.
O Prouni tem uma política de cotas e o programa
prevê a reserva de vagas para negros e índios.
O número de bolsas terá que ser, no mínimo,
o percentual de cidadãos auto-declarados afrodescendentes
no último Censo do IBGE de cada Estado.
O MEC prevê que, em 2005, aproximadamente 70mil
vagas sejam distribuídas, já que a previsão
estimada em quatro anos é de atender 300 mil
inscritos e participantes do processo seletivo.
O Centro Universitário Barão de Mauá
participa do programa desde sua criação.
No início deste ano, a instituição
disponibilizou 190 vagas para serem preenchidas. “A
partir do momento em que a faculdade adere ao Prouni,
a instituição deve disponibilizar 10%
das vagas lançadas em vestibular para serem preenchidas
pelos alunos bolsistas beneficiados com o programa,
disse Rosane Elisabete Vendrús-culo, coordenadora
de estágio Fies/Prouni do Centro Universitário
Barão de Mauá.
Além da comprovação de carência,
o desempenho do estudante no Enem (Exame Nacional do
Ensino Médio) é também um critério
de seleção. Rosane dá dicas para
quem pretende participar. “Antes de se inscrever
o aluno deve verificar em que nível ele pertence,
depois preencher o formulário pela Internet e
escolher qual será a porcentagem que queira ganhar,
se é bolsa integral ou parcial”.
A expectativa da coordenadora para o ano que vem é
animadora, mas ainda não há previsão
de quantas vagas serão disponibilizadas, já
que isso depende do número de vagas lançadas
no vestibular. Das 190 bolsas oferecidas pela instituição,
apenas 110 foram preenchidas. “Sobraram vagas
porque, no início do programa, as pessoas não
acreditavam que o projeto realmente iria acontecer e
funcionar”, disse Rosane.
Além de uma alternativa, o Prouni representa
uma oportunidade para as pessoas que queriam fazer um
curso superior e não tinham condições
de pagar. A estudante de enfermagem do Centro Universitário
Barão de Mauá, Larissa Maria Sphanó
Nakagawa, declara que só pode dar continuidade
aos estudos graças ao projeto. Larissa se inscreveu
pela Internet, teve um bom desempenho no Enem e preenchia
a situação de carência exigida pelo
MEC. Estagiária, ela arca sozinha com as despesas
do estudo. Pagando 50% do valor da mensalidade do curso,
a estudante diz que o projeto significa a possibilidade
de cursar uma faculdade.
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