| Danilo
Scochi
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As 73 Unidades de Internação
da Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar
do Menor) realizaram, no último mês, provas
para diagnóstico de conhecimento dos internos.
O objetivo é a instalação de um
novo método de ensino na entidade.
No complexo do município de Ribeirão Preto
são quatro UI (Unidades de Inter-nação):
Rio Pardo, Ribeirão Preto, Provisória
e de Sertãozinho, que abrigam, juntas, 247 internos.
A partir de agora, os alunos internos não serão
mais classificados por série. A direção
da Febem espera avaliá-los com a aplicação
de uma prova com 20 testes e uma redação
dissertativa, e assim adequar o ensino baseado no nível
de conhecimento do próprio aluno.
A coordenadora pedagógica da Febem, Cacilda de
Melo, informou que o método é importante
para quando o interno sair da instituição.
“Agora ele vai aprender conforme os conhecimentos
que ganhou ao longo dos anos. Muitas vezes um interno
com 17 anos não sabe ler nem escrever”,
disse.
O Exame Nacional de Avaliação na Modalidade
de Educação de Jovens e Adultos foi elaborado
em 2002. Para os internos, o exame foi aplicado nos
moldes de um vestibular. Os alunos foram divididos em
pequenos grupos que selecionavam o nível de escolaridade
de cada um. Em diferentes salas, fiscais acompanharam
a prova.
Anteriormente, o ensino da Febem era agregado à
rede Estadual. Em Ribeirão Preto, por exemplo,
os alunos eram matriculados em três escolas estaduais:
Professora Rosângela Basile, Professor Vicente
Teodoro de Souza e Professora Eugênia Vilhena
de Morais. As escolas acompanhavam o ensino conforme
a série.
A diferença entre idade e nível de ensino,
verificada pela direção das Unidades de
Internação em diferentes cidades, apontou
a necessidade do novo método. A defasagem foi
causada, inclusive, pelo pouco aprendizado dos internos
enquanto estavam nas ruas.
A partir da nova avaliação, os alunos
serão divididos em três níveis:
I internos não alfabetizados (não sabem
ler nem escrever); II alunos de 1ª a 8ª série;
III ensino técnico, que tem parceria já
confirmada, segundo a direção da Febem
Ribeirão Preto, com o Instituto Paula Souza (antiga
Escola Industrial).
De seis em seis meses os internos passarão por
nova avaliação. Conforme o diagnóstico
de conhecimento de cada um, eles serão aprovados
para níveis superiores. Quando ganhar liberdade
o interno terá a continuidade dos estudos numa
escola técnica garantida pelo governo. Os professores
já estão sendo capacitados para trabalhar
com o novo material e método de ensino.
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