Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

CULTURA

Livro usado representa economia para leitores

Foto: Tatiana Serebrinsky

Adilson Baptista da Silveira

________________________

O município de Ribeirão Preto detém uma das melhores médias de leitores do território nacional, cerca de 9,7 livros por habitante em 2004. A cidade também abriga uma das maiores feiras anuais de livros a céu aberto da América Latina.
Mesmo assim, o mercado intelectual ainda é considerado caro para grande parcela da população. Uma alternativa mais econômica é o mercado de livros, revistas e gibis usados que são vendidos nos sebos. O termo “sebo” é atribuído, na língua portuguesa, a “livraria onde se vendem livros usados” (Aurélio, 2000). Mas, segundo Maria Joaquina, gerente de uma loja de livros usados no centro da cidade, sebo refere-se a papel usado, sujo.
Ela conta que a loja existe há cinco anos e meio e que trabalha com livros didáticos e paradidáticos (que são os sugeridos como complemento de disciplinas escolares). “As pessoas economizam 50% em relação aos livros novos, mesmo assim não acho que o sebo represente incômodo para as livrarias”, diz a comerciante.
Entre a Vila Seixas e o centro da cidade existem pelo menos seis sebos, uns espe-cializados em livros, outros em discos, mas todos oferecem opções bem econômicas para o consumidor. Os artigos são separados por assunto ou estilo. Em algumas prateleiras encontram-se enciclopédias completas, livros médicos, literatura internacional, cursos de idioma, best-sellers, livros técnicos e até jornais raros.
O público é diversificado, pois além de livros escolares e universitários, é possível encontrar desde raridades, como edições da extinta revista “O Cruzeiro”, até os mais modernos CDs e DVDs.
Para Jane Helena França, que tem dois filhos em idade escolar, os sebos são opção de economia. “Compro livros escolares em sebo há quatro anos. Não pesquiso mais porque sei que lá é mais barato”.
Ela conta que já pesquisou preço de um livro que custava R$ 23 na editora e R$ 7 no sebo. “Não tem diferença na qualidade. Os sebos dão uma melhorada no aspecto do livro, apagam coisas escritas e cortam as bordas sujas”.
Jane diz ter dificuldades em encontrar livros paradi-dáticos usados. Ela acha que a razão disso é que o preço pago pelos sebos por livros em bom estado é muito baixo, o que leva o dono do livro a doá-lo para uma biblioteca ao invés de deixar o lucro para a loja. “Levei quatro livros seminovos para vender no sebo e queriam me pagar R$0,50 cada um, sendo que depois seriam vendidos a R$7 ou mais. Preferi levá-los para a biblioteca pública”.