Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

CULTURA

Música é do que eles gostam

Giovanna Siqueira

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Bandas musicais compostas por estudantes do Centro Universitário Barão de Mauá enfrentam diversas dificuldades para se manterem. Segundo o estudante de Jornalismo, André Luiz Estevam, 20, integrante da banda Erga Omnes (termo que, em latim, significa “contra todos”, “para todos”), viver apenas de banda é complicado. Ele trabalha em uma assessoria de imprensa e diz que o espaço para bandas é muito concorrido. Por se tratar de um estilo não muito comercial, que é o punk rock, a aceitação é ainda menor. A banda é da cidade de Guariba (SP), existe há quatro anos e é formada por quatro integrantes. Até o final do ano, o grupo pretende gravar um CD.
O maior problema foi a aceitação da banda na cidade. “Guariba é uma cidade muito pequena e basicamente sertaneja, cercada por quatro usinas. Acho que a maior dificuldade mesmo foi a aceitação do pessoal em relação à nossa banda, por ser de punk rock”.
Outra dificuldade é a financeira. “Dinheiro é complicado, querendo ou não, muitas vezes a gente teve que pagar o transporte. Pagar para tocar, na verdade”, diz ele.
A banda SP4 é formada também por quatro integrantes – Andreu (vocal e guitarra base), Matheus (guitarra solo), Jorge (bateria) e Brito (baixo) – e toca pop rock em bares de Ribeirão Preto.
Eles já tocaram com grupos conhecidos, como Detonautas, Ultraje a Rigor e Ira. Para eles, além dos problemas financeiros, é difícil conseguir lugar para tocar e adquirir credibilidade junto ao público. “Todos da banda trabalham por fora”, explica Andreu. “Não dá para sobreviver apenas do trabalho da banda”. O cachê cobrado pelo grupo é de R$ 800, mas, em regiões onde não são conhecidos, o preço é menor. Toda verba é destinada para fins da própria banda. Eles investem em produção e publicidade.
Em 2000, a banda SP4 gravou o primeiro demo e em outubro será lançado o independente, do mesmo produtor da banda Rod Hanna, que começou também em Ribeirão Preto.
Segundo Alex Bacadini França, 21, conhecido como Tonante, aluno de Publicidade e Propaganda e também peça fundamental da banda Seven Stones, vários lugares restringem músicas de rock. Ele declara que são feitos diversos eventos em Ribeirão, mas a maioria deles é voltada para ritmos como axé. O espaço para o rock é restrito. “Estamos nos juntando a outras bandas para fazer festas e promover eventos de rock”, diz Tonante.
Donos de suas próprias músicas, o sonho deles é gravar um CD e ter o reconhecimento do público. “Procuramos fazer nossas próprias músicas em português. As músicas covers que tocamos são em inglês”, completa o baixista da banda.
O nome da banda, “sete pedras”, em inglês, faz referência às dificuldades que o grupo enfrenta. “Colocamos algo como ´pedra no caminho´ e acabou ficando Seven Stones”.