| Giovanna
Siqueira
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Bandas musicais compostas
por estudantes do Centro Universitário Barão
de Mauá enfrentam diversas dificuldades para
se manterem. Segundo o estudante de Jornalismo, André
Luiz Estevam, 20, integrante da banda Erga Omnes (termo
que, em latim, significa “contra todos”,
“para todos”), viver apenas de banda é
complicado. Ele trabalha em uma assessoria de imprensa
e diz que o espaço para bandas é muito
concorrido. Por se tratar de um estilo não muito
comercial, que é o punk rock, a aceitação
é ainda menor. A banda é da cidade de
Guariba (SP), existe há quatro anos e é
formada por quatro integrantes. Até o final do
ano, o grupo pretende gravar um CD.
O maior problema foi a aceitação da banda
na cidade. “Guariba é uma cidade muito
pequena e basicamente sertaneja, cercada por quatro
usinas. Acho que a maior dificuldade mesmo foi a aceitação
do pessoal em relação à nossa banda,
por ser de punk rock”.
Outra dificuldade é a financeira. “Dinheiro
é complicado, querendo ou não, muitas
vezes a gente teve que pagar o transporte. Pagar para
tocar, na verdade”, diz ele.
A banda SP4 é formada também por quatro
integrantes – Andreu (vocal e guitarra base),
Matheus (guitarra solo), Jorge (bateria) e Brito (baixo)
– e toca pop rock em bares de Ribeirão
Preto.
Eles já tocaram com grupos conhecidos, como Detonautas,
Ultraje a Rigor e Ira. Para eles, além dos problemas
financeiros, é difícil conseguir lugar
para tocar e adquirir credibilidade junto ao público.
“Todos da banda trabalham por fora”, explica
Andreu. “Não dá para sobreviver
apenas do trabalho da banda”. O cachê cobrado
pelo grupo é de R$ 800, mas, em regiões
onde não são conhecidos, o preço
é menor. Toda verba é destinada para fins
da própria banda. Eles investem em produção
e publicidade.
Em 2000, a banda SP4 gravou o primeiro demo e em outubro
será lançado o independente, do mesmo
produtor da banda Rod Hanna, que começou também
em Ribeirão Preto.
Segundo Alex Bacadini França, 21, conhecido como
Tonante, aluno de Publicidade e Propaganda e também
peça fundamental da banda Seven Stones, vários
lugares restringem músicas de rock. Ele declara
que são feitos diversos eventos em Ribeirão,
mas a maioria deles é voltada para ritmos como
axé. O espaço para o rock é restrito.
“Estamos nos juntando a outras bandas para fazer
festas e promover eventos de rock”, diz Tonante.
Donos de suas próprias músicas, o sonho
deles é gravar um CD e ter o reconhecimento do
público. “Procuramos fazer nossas próprias
músicas em português. As músicas
covers que tocamos são em inglês”,
completa o baixista da banda.
O nome da banda, “sete pedras”, em inglês,
faz referência às dificuldades que o grupo
enfrenta. “Colocamos algo como ´pedra no
caminho´ e acabou ficando Seven Stones”.
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