Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

CRÔNICA

O Advogado

Maurício Abravanel

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Não é de hoje a expressão “advogado do diabo”. Mas, ultimamente, essa expressão perdeu o sentido. Por quê? Porque as pessoas acham que todo advogado é do diabo. É visto como um safado, esper-tinho, enfim, o cara que vai passar você pra trás. É o vilão.
Hoje, se um advogado for preso, o papo entre ele e um detento seria uma coisa mais ou menos assim:
- O que cê fez, mano?
- Eu? Fui pego, sou advogado.
- Ihhhh. Você é advogado? Tá enrolado, hein?!
- Pois é. E você, o que fez?
- Estuprei, matei e roubei. Mas perto de você, isso é fichinha…
Como se não bastasse, os advogados são execrados pelos cunhados no meio da festinha de aniversário do sobrinho. Se defendem como podem:
- E aí, João, tá bom o bri-gadeiro? Vê se deixa pra colocar nos bolsos só quando a festa acabar, senão vai faltar, ok?
- Pô, Marco! Pára com isso… Quem engana o povo é publicitário! Eu sou advogado…
- Que nada, João! Publi-citário engana quem quiser ser enganado. Ele conta uma mentirinha e o consumidor, trouxa, vai até a loja e com-pra. Tudo bem, ele mentiu, mas o consumidor foi com suas próprias pernas até a loja e fez sozinho a besteira. Advogado, não! Advogado engana por procuração, o que é muito pior! O cidadão tá lá, jogado na poltrona, pleno domingão, assistindo um joguinho pela televisão e, enquanto isso, tá sendo pas-sado pra trás pelo seu próprio advogado. Advogado é assim: enganação delivery!
E dizem até que advo-gado quando se aposenta, vai passar tempo no presídio. Reencontrar os clientes, colegas de trabalho, jogar conversa fora. Mas isso tem uma explicação fácil: um presidiário sabe mais de leis que o cidadão comum. Daí é natural que o advogado queira conversar com alguém que saiba os meandros da profissão.
- João, advogado e presi-diário é assim, ó! Se um não tomar cuidado com o outro, é roubo na certa.
Mas o João está ocu-pado demais para ouvir este comentário do seu cunhado. Ele está colo-cando os brigadeiros no bolso.