Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

COTIDIANO

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Tassiane Mariano

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É burocrático para uma entidade funcionar, pois é necessário ter colaboradores, sede, seguir o estatuto, ter voluntários, formas de arrecadação de renda, uma especialidade a seguir, passar por votação na Câmara e ser aceita, para só então se inscrever e iniciar o trabalho. As igrejas e pastorais que prestam serviço voluntário também devem passar por esse processo para ter o trabalho reconhecido. “O importante é ajudar, mas a burocracia do governo em relação à abertura de novas entidades atrapalha. O fato de somente algumas obterem subsídio desmotiva os interessados. Não deveria haver diferenças já que todas trabalham em prol de um bem comum”, diz a coordenadora da Sociedade Espírita de Ribeirão Preto, Mara Oliveira.
Sergio Carvalho, coordenador da casa do idoso complementa dizendo que falta auxílio das assistentes sociais responsáveis pela assessoria às entidades e da imprensa, que beneficia uma minoria, e que, no entanto, todas precisam de apoio e verba.
Neste ano quatro novas entidades se cadastraram, embora a procura para montar uma seja grande. De acordo com o código civil, as entidades devem ser formadas pela união de pessoas que queiram trabalhar sem fins lucrativos em beneficio dos necessitados. Para a assistente social e chefe da seção de atendimento e assessoria às entidades, Olinda Sommer Fonseca, a ausência do poder público fez com que as entidades surgissem para complementar a falta de prestação de serviço.
Em Ribeirão Preto existem 161 associações legalmente reconhecidas, ou seja, que foram aprovadas pela Câmara Municipal, estão cadastradas e adquiriram o direito de prestar serviços à comunidade. Todo ano elas devem renovar o cadastro, apresentar o projeto de trabalho futuro e a prestação de contas do ano anterior. No entanto, a maioria não respeita os prazos e também não trabalha adequadamente. Algumas não utilizam adequadamente o beneficio que recebem do governo. Outras deixam de atender por falta de voluntários ou por não estarem adequadas às exigências da fiscalização. “A fiscalização é um trabalho minucioso. Temos muitas entidades para atender e acabamos não dando atenção adequada a todas. A demora na renovação do cadastro atrapalha bastante, mas no final torna-se gratificante”, complementa Olinda.
Neste ano, até o mês de julho, só 81 entidades haviam se recadastrado. A assistente social Rogéria Silva explica que só as que recebem auxílio do governo respeitam o prazo, pois se elas atrasarem perderão o beneficio para o ano letivo de trabalho. Rogéria diz também que as demais se recadastram no decorrer do ano conforme suas próprias necessidades. “O período de recadastramento é até março, mas a maioria não respeita e o prazo se estende pelo ano todo”, ressalta Rogéria.
Para algumas pessoas, dedicar-se ao voluntariado é compensador. “A sensação é de dever cumprido. Você sai da entidade com a alma lavada”, afirma Glauce Prophetti, empresária.