Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

COTIDIANO

Inadimplência afeta comércio

Foto: Ana Carolina Baldim

Carolina Dessen
Natália Mieli

________________________

Elisabete Maria de Menezes Ramirez, autônoma, ao fazer compras em uma loja e negociar a forma de pagamento, descobriu que seu nome constava na lista do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) por causa de uma dívida de R$85.
Segundo uma pesquisa feita pela Telecheque, o índice de inadimplência cresceu 7,6% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2004. No entanto, também foi neste ano que um número maior de pessoas conseguiu limpar o nome. No acumulado do ano foram 18.543 pessoas que tiveram seus nomes removidos da lista – um aumento de 58,27% se comparado com o mesmo período do ano passado.
O índice de inadimplência no comércio de Ribeirão Preto foi o maior nos últimos seis anos (2000 a 2005), já que em 1999 foram 11.270 títulos enviados ao SCPC. O instituto de pesquisa social da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto revelou que foram incluídos cerca de 45.579 títulos neste ano.
Segundo Elisabeth Paez, responsável e encarregada do SCPC de Ribeirão Preto, em média, 65% dos casos são resolvidos em até quatro meses. O restante varia de acordo com a dívida e com o caso do mau pagador.
Após cinco anos de inadimplência é preciso remover o nome do cliente do sistema, deixando-o livre de qualquer dívida. O Banco Central, o Serasa e títulos protestados também precisam remover o nome do cliente caso já tenha passado este prazo. “Este ano foi meio complicado, mas a população está ficando consciente para pagar. Depois da primeira parcela do 13º salário as pessoas compram muito por causa do natal e dos presentes de final de ano. São as datas em que o comércio mais vende. Em abril estoura a inadimplência”, comenta Elisabeth.
Marco Aurélio, que trabalha em uma indústria de produtos odontológicos, que vende para o Brasil todo, comenta que pessoa física e pessoa jurídica não dão trabalho para cobrança. Já com órgãos de estaduais e municipais, a firma enfrenta problemas. “Se a prefeitura não paga, temos que esperar a auditoria e aguardar a liberação da verba. Isso demora muito”.
A gerente administrativa de uma firma de cobrança, Rosane Dias Canassa de Léo, diz que no início de ano sua firma tem mais dificuldades para receber, pois as pessoas dão prioridade a outros tipos de contas, como a de material escolar, IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). “As pessoas dão prioridade para a família. Elas se importam mais com compromissos com elas mesmas. No final do ano elas viajam e depois aproveitam o carnaval, só então elas se preocupam em quitar suas dívidas”.
Já Maria [nome fictício, não quis ser identificada], viúva, diz que seu nome está na lista de inadimplência do comércio e não pretende acertar por falta de emprego. “Devido à falta de emprego, as pessoas de bem ficam impotentes com contas vencidas. O mercado de trabalho para pessoas com mais de 40 anos está ruim”. Ela disse que passa por humilhações ao ter seu nome no Serasa e no SCPC. “A inadimplência fica maior porque tenho que dar, em primeiro lugar, uma vida adequada aos meus filhos. Vou esperar os cinco anos para a dívida caducar”.