Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

Foto: Tatiana Serebrinsky

Davi Henrique Tostes

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Sentimentos considerados negativos – como inveja, cobiça ou ciúme – podem ajudar a descobrir o que está errado nos relacionamentos, no trabalho e na maneira como a pessoa encara o mundo. Esta é a afirmação da psicóloga Talita Camporezi. Para ela, através desses sentimentos, é possível descobrir a própria personalidade e saber quais são as qualidades e defeitos. “Se você mergulhar fundo na origem do seu ciúme ou da sua inveja, encontrará certamente alguma necessidade não preenchida, alguma ambição frustrada ou uma insegurança que precisa ser resolvida”. Talita explica que a inveja está ligada a sentimentos de baixa auto-valorização. “Portanto, só invejamos aquilo que valorizamos muito, mas não possuímos”.
Viviane Reis da Silva, 23, universitária, afirma ter sido alvo de muitos invejosos, mas não encara isso com rancor. Ela acredita que a inveja pode ser saudável e confessa que, às vezes, é impossível resistir às tentações da cobiça. “Na maioria das situações, não temos noção de que estamos sendo invejosos. Apontamos os defeitos dos outros, criticamos, fazemos fofocas e comentários maldosos porque não temos capacidade de valorizar nossas próprias qualidades e conquistas. É por isso que estamos sempre nos comparando e nos preocupando com as pessoas”.
A dona-de-casa Marinéia Rodrigues Silva, 48, acredita que o sentimento da inveja pode ser definido de várias maneiras. “Existe aquela inveja negativa em que a pessoa sente um desejo violento de possuir um bem alheio, mas também existe aquela inveja saudável, que pode até servir de motivação para alcançarmos nosso objetivo”.
Outro sentimento considerado negativo, e que também tem a capacidade de acabar com relacionamentos, é o ciúme. De acordo com a estudante de Psicologia da USP, Ana Cláudia Barros, quando este sentimento toma conta de algum relacionamento, é sinal de que algo não vai bem. Ela explica que os ciumentos possuem comportamentos e características básicas. “São possessivos, tem complexo de inferioridade, sentem medo e são egoístas. Tudo isso decorre da baixa auto-estima. Há uma insegurança de que a relação termine. A pessoa ciumenta teme não suportar a rejeição”. Ana Cláudia defende a idéia de que quem sofre desse mal não pode culpar o parceiro(a) por suas atitudes. “Primeiramente, é preciso assumir que o ciúme é um sentimento seu, portanto de sua responsabilidade”, diz ela.
“Ao invés de complicar ainda mais sua vida e seus relacionamentos interpessoais, tente observar o verdadeiro motivo do seu ciúme ou da sua inveja e use-os a seu favor. Substitua a palavra inveja por admiração e experimente dizer às pessoas que você as admira. Não deixe que o lado negativo destes sentimentos tome conta da sua vida, porque eles podem tornar você uma pessoa limitada e infeliz”, recomenda a psicóloga Talita.